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Título: Estudo descritivo de uma população de pacientes com transtornos do sono em ambulatório privado no Distrito Federal com ênfase na prevalência das queixas de sonolência e fadiga
Autor(es): Mello, Max Sarmet Moreira Smiderle
Orientador(es): Rodrigues, Raimundo Nonato Delgado
Assunto: Narcolepsia
Insônia
Distúrbios do sono
Data de publicação: 5-Jan-2012
Referência: MELLO, Max Sarmet Moreira Smiderle. Estudo descritivo de uma população de pacientes com transtornos do sono em ambulatório privado no Distrito Federal com ênfase na prevalência das queixas de sonolência e fadiga. 2011. 55 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas)—Universidade de Brasília, Brasília, 2011.
Resumo: OBJETIVO: Estudar população de pacientes ambulatoriais com transtornos de sono com relação à frequência das queixas de sonolência e fadiga, verificando a existência de possível diferença dessas queixas entre as doenças estudadas e entre gêneros, avaliando a existência de fatores que possam promover essas queixas nesta população. METODOLOGIA: foram estudados 980 prontuários eletrônicos de pacientes de ambos os sexos, em um ambulatório privado de Medicina do Sono em Brasília-DF, entre janeiro de 2008 e maio de 2010. Foram considerados elegíveis os pacientes com os seguintes diagnósticos: narcolepsia, síndrome da apnéia obstrutiva do sono (SAOS), insônia e síndrome das pernas inquietas (SPI). Para tal foram utilizados: Escala de Sonolência de Epworth (ESE), Escala de Pichot (EP), Escala de Mallampati (EMa), Índice de Apnéia-hipopnéia (IAH) e Índice de Massa Corpórea (IMC). RESULTADOS: 214 pacientes foram incluídos sendo 114 (53,3%) do sexo masculino e 100 (46,7%) do sexo feminino, com média de idade de 49 anos (variando de 17 a 85 anos) sendo que 69 (32,2%) apresentaram fadiga associada à sonolência; 46 (21,5%) apresentaram apenas sonolência sem fadiga; 39 (18,2%) só fadiga sem sonolência e 60 (28,0%) não apresentaram nenhum dos sintomas. A ESE teve média de 11,2±5,9 e a EP de 16,2±8,7. A EMa teve como moda estatística o tipo III (29,9%). O IAH apresentou valor médio de 30,8±22,8 (variando de 0 a 105). O IMC, com média de 29,0±4,4, variou de 19,1 a 41,8. A distribuição por doenças mostrou insônia com 76 pacientes (35,5%); SPI com 27 (12,6%); narcolepsia com 4 (1,9%) e SAOS com 107 (50,0%). Todas as doenças apresentaram níveis de sonolência e fadiga distintos entre si (p<0,01 e p=0,02, respectivamente). A análise de correlação de Pearson entre a ESE e EP foi positiva (R=14% p=0,02). As mulheres apresentaram mais fadiga que os homens (p<0,01), mas não existiram diferenças na sonolência (p=0,82). Pacientes com mais de 49 anos foram mais sonolentos que os mais jovens (p<0,05). As mulheres com insônia foram mais fadigadas do que os homens do mesmo grupo (p=0,02). CONCLUSÃO: As queixas de sonolência e fadiga foram muito frequentes na população com transtornos do sono, apresentando-se como sintomas importantes e diretamente proporcionais a serem avaliados rotineiramente na prática clínica. A fadiga foi mais prevalente no sexo feminino, mas não houve diferenças significativas da sonolência entre gêneros. A presença de SPI mostrou-se um fator agravante da fadiga nos pacientes com transtornos do sono. Considerando os achados deste trabalho fica evidente a necessidade de otimizar o tratamento medicamentoso, biomédico e psicossocial da fadiga nos transtornos do sono. ______________________________________________________________________________ ABSTRACT
OBJECTIVE: To evaluate a population of patients with sleep disorders in relation to the frequency of sleepiness and fatigue, checking for possible differences in complaints between the diseases studied and genders. The existence of factors that could lead to these complaints in this population was also investigated. METHODS: We studied 980 electronic records of patients of both genders in a private clinic of sleep medicine in Brasilia (Federal District) between January 2008 and May 2010. Patients with the following diagnosis were considered eligible: narcolepsy, obstructive sleep apnea syndrome (OSAS), insomnia and restless legs syndrome (RLS). To this purpose, the following were used: Epworth Sleepiness Scale (ESS), Pichot's Scale (PS), Mallampati Scale (MSca), apnea-hypopnea index (AHI) and body mass index (BMI). RESULTS: 214 patients were included in the study, of which 114 (53.3%) were male and 100 (46.7%), female. The mean age was 49 years (ranging from 17 to 85 years); 69 patients (32.2%) presented fatigue associated with sleepiness, 46 (21.5%) showed only sleepiness and 39 (18.2%), only fatigue. Sixty (60) patients (28.0%) showed no symptoms. ESS and PS had a mean of 11.2 ± 5.9 and 16.2 ± 8.7, respectively. Mallampati class III was the most common (29.9%). AHI showed a mean value of 30.8 ± 22.8 (ranging from 0 to 105). BMI had a mean of 29.0 ± 4.4 and ranged from 19.1 to 41.8. Distribution by disease showed 76 patients with insomnia (35.5%), 27 patients with RLS (12.6%), 4 patients with narcolepsy (1.9%) and 107 patients with OSAS (50.0%). All the diseases had distinct levels of sleepiness and fatigue (p <0.01 and p = 0.02, respectively). The analysis of Pearson's correlation between ESS and PS was positive (R = 14% p = 0.02). Women showed more fatigue than men (p <0.01), but there were no gender-related differences in sleepiness (p = 0.82). Patients over 49 years old were sleepier than younger patients (p <0.05). Women with insomnia were more fatigued than men in the same group (p = 0.02). CONCLUSION: Complaints of sleepiness and fatigue were very common in the population with sleep disorders. The great importance of these symptoms indicated the need for a routine assessment in clinical practice. Fatigue was more prevalent in women, but there were no significant gender-related differences in sleepiness. The presence of RLS was shown to be an aggravating factor of fatigue in patients with sleep disorders. The findings of this study indicate the need to optimize the biomedical, psychosocial and drug treatment of fatigue in sleep disorders.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, 2011.
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