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Título: Avaliação da hematotoxicidade e da genotoxicidade de diferentes esporos-cristais do Bacillus thuringiensis em camundongos Swiss
Autor(es): Mezzomo, Bélin Poletto
Orientador(es): Grisolia, Cesar Koppe
Assunto: Inseticidas
Bactérias
Biossegurança
Data de publicação: 21-Jun-2011
Data de defesa: 29-Out-2010
Referência: MEZZOMO, Bélin Poletto. Avaliação da hematotoxicidade e da genotoxicidade de diferentes esporos-cristais do Bacillus thuringiensis em camundongos Swiss. 2010. 120 f. Dissertação (Mestrado em Medicina)-Universidade de Brasília, Faculdade de Medicina, 2010.
Resumo: As proteínas inseticidas (ICPs) do Bacillus thuringiensis (Bt) são δ-endotoxinas produzidas sob a forma das inclusões cristalinas geométricas durante a esporulação e designadas como proteínas cristais (Cry). As toxinas Bt conferem a este entomopatógeno propriedades inseticidas, sendo usadas em várias formulações de bioinseticidas rotineiramente empregadas no controle biológico de pragas agrícolas. Inseticidas Bt têm a vantagem de serem muito mais específicos do que os inseticidas químicos sintéticos de amplo espectro, e, portanto, são considerados como agentes de controle de insetos favoráveis ao meio ambiente. Entretanto, com a introdução no ambiente das plantas geneticamente modificadas que expressam as δ-endotoxinas (plantas transgênicas de colheitas), a disponibilidade biológica das proteínas Cry aumentou, e por questões de biossegurança seus efeitos devem ser rigorosamente investigados, sobretudo, para organismos não-alvo. As avaliações de plantas-Bt devem considerar tanto o seu potencial para produzir efeitos perigosos quanto a exposição de organismos sensíveis e não-alvo resultante da disseminação e persistência da toxina. Assim, objetivou-se avaliar, em camundongos albinos Swiss, a hematotoxicidade e genotoxicidade de quatro variedades de Bt esporos-cristais cry1Aa, Cry1Ab, Cry1Ac e Cry2Aa, administrados em uma única dose oral (por gavagem) ou intraperitoneal de 27 mg/Kg (dose mínima), 136 mg/Kg (dose intermediária) ou 270 (dose máxima) mg/Kg, 24 h antes da eutanásia. Para a via oral, os efeitos de cada um dos esporos-cristais também foram testados após uma única administração de 72 h ou 7 dias antes da eutanásia; combinações binárias de Cry foram avaliadas na dose máxima, com uma única administração 24 h antes da eutanásia. Camundongos controle receberam água filtrada (controle negativo) ou ciclofosfamida (CP - controle positivo) a 27 mg/Kg. Para as avaliações de hematotoxicidade, amostras de sangue coletadas por punção cardíaca foram processadas em um analisador hematológico automatizado; para as análises de genotoxicidade, o teste do micronúcleo foi realizado em células da medula óssea dos camundongos. Os efeitos hematotóxicos e/ou genotóxicos variaram com a dose, o esporo-cristal estudado e a via de administração. Cry1Ac 136 mg/kg administrada intraperitonealmente foi a mais tóxica, provocando 100% de mortalidade nos camundongos, enquanto alterações hematológicas e da medula óssea ocorreram em função dos demais tratamentos em ambas as vias. Na via oral, as administrações com Cry provocaram hematototoxicidade seletiva para os 3 tempos de exposição, sendo particularmente tóxicas para a linhagem eritróide; leucocitose também foi observada, bem como redução significativa da proliferação de células da medula óssea, demonstrando efeitos citotóxicos, mas não genotóxicos. Tais efeitos persistiram nos outros tempos de exposição, tornando-se mais evidentes no tempo de 7 dias. Os mesmos tipos de resultados foram observados para as combinações binárias no tempo de exposição de 24 h. Assim, os resultados indicam que (1) as toxinas Cry não foram destruídas no estômago; (2) possivelmente, foram ativadas no intestino, e (3) persistiram no corpo dos animais. Também sugerem a possibilidade da existência de moléculas Cry-receptoras desconhecidas no intestino de vertebrados, ou pelo menos de receptores com alguma afinidade pelas toxinas Cry. A via intraperitoneal foi mais tóxica do que via oral, apresentando alterações leucocitárias mais graves, bem como citotoxicidade para a medula óssea e genotoxicidade. Assim, os resultados demonstraram que as toxinas Cry não são inócuas para vertebrados e que a disseminação e a persistência das toxinas Bt no ambiente em função do aumento das culturas transgênicas pode ter efeitos ecológicos e para a saúde perigosos. Além disso, levando-se em consideração a exposição contínua de humanos e animais (particularmente os domésticos) em níveis consideráveis de Bt através da dieta, os resultados sugerem que são necessários protocolos mais eficientes de avaliação, com exposição mais longa dos mamíferos a estas dietas, e envolvendo observações clínicas antes de concluir que os transgênicos Bt são seguros para a alimentação.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Medicina, 2010.
Aparece nas coleções:FMD - Mestrado em Patologia Molecular (Dissertações)



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