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Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.unb.br/handle/10482/8170
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Title: O profissional de saúde frente à dor do paciente : estresse, enfrentamento e trabalho em equipe
Authors: Negromonte, Maíra Ribeiro de Oliveira
Orientador(es):: Araújo, Tereza Cristina Cavalcanti Ferreira de
Assunto:: Pessoal da área médica - stress ocupacional
Dor - tratamento
Issue Date: 2-Jun-2011
Citation: NEGROMONTE, Maíra Ribeiro de Oliveira. O profissional de saúde frente à dor do paciente: estresse, enfrentamento e trabalho em equipe. 2010. 118 f. Dissertação (Mestrado em Processos de Desenvolvimento Humano e Saúde)-Universidade de Brasília, Brasília, 2010.
Abstract: Profissionais de diversas áreas da saúde, responsáveis pelo cuidado de pacientes que referem dor como um dos quadros principais a ser tratado, estão submetidos a constante estresse, causado pelo sentimento de impotência, pelo convívio com o sofrimento do paciente e pelo desgaste nas relações de equipe. A dor é descrita na literatura como um fenômeno multidimensional e complexo, sendo que inúmeras inovações de tratamento vêm sendo propostas. Nesta perspectiva, formam-se equipes multiprofissionais que visam, sobretudo, acompanhar o paciente integralmente. Assim, considerando tais preocupações, investigaram-se as percepções de estresse e as estratégias de enfrentamento desenvolvidas por profissionais de saúde, bem como a realização do trabalho em equipe, comparando-se dois serviços especializados no atendimento ao paciente com dor aguda e dor crônica. Participaram da investigação, integrantes do Setor de Grandes Queimados do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) e profissionais da Clínica de Dor e Cuidados Paliativos do Hospital de Base de Brasília. A pesquisa foi autorizada por um comitê de ética em pesquisa. A coleta de dados foi conduzida nos serviços e abrangeu: questionário sociodemográfico, roteiro de entrevista semi-estruturada, Inventário de Estratégias de Coping, versão resumida da Job Stress Scale e protocolo de observação das reuniões de equipe. Para análise estatística dos dados obtidos através do inventário e da escala utilizouse o software SPSS, versão 17.0. Os dados levantados por meio das entrevistas foram submetidos à análise de conteúdo temática. Os comportamentos verbais registrados durante a observação das reuniões de discussão de caso foram devidamente categorizados. Os principais resultados apontaram uma situação laboral ativa (alta demanda psicológica e alto controle sobre os processos de trabalho) para os profissionais com nível superior e uma situação de alto desgaste psicológico (altas demandas psicológicas e baixo controle sobre os processos de trabalho) para os técnicos de enfermagem. Esta última categoria profissional informou utilizar os fatores propostos pelo Inventário de Coping com mais frequência. A maioria dos profissionais expressou sentimentos de dor e tristeza associados à sua atividade laboral e afirmou que a situação de trabalho favorece a ocorrência de maior interação multiprofissional. A constatação de que 48,6% das verbalizações registradas durante as reuniões de equipe foram proferidas por médicos remete à discussão sobre a participação limitada das demais categorias profissionais. Os médicos foram os responsáveis pelas leituras e registros em prontuários e a única categoria profissional a emitir falas de apresentação dos dados clínicos do paciente. Diante deste panorama, sugere-se a realização de mais estudos visando aprofundar questões relativas ao impacto destes contextos de trabalho sobre os profissionais de saúde, destacando-se a relevância da interação e funcionamento das equipes para a elaboração das agendas de pesquisa. _______________________________________________________________________________ ABSTRACT
Health professionals treating patients referring to pain as their main symptom are submitted to constant stress mostly caused by a sense of helplessness, by coexisting with patient suffering and by the strain on team’s relationship. The pain is reported in the literature as a multidimensional and extremely complex phenomenon and many innovations in its treatment have been proposed. From this perspective, multiprofessional teams that aim, ultimately, to treat the patient as a whole have been created. Thus, considering these concerns, the aim of this research was to investigate aspects related to team work, perceptions of stress and coping strategies developed by professionals who work in two different teams which constantly deal with pain patients: the team that works at the sector to meet severely burned patients at the Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) – DF – and the professionals who work at the outpatient chronic pain and palliative care at the Hospital de Base – DF. The research was authorized by an ethics committee. Data were collected at the care centers and a sociodemographic questionnaire, a guide for semi-structured interviews, an observation protocol, the Coping Strategies Inventory and the short version of the Job Stress Scale, these last two adapted to Portuguese language, were used. The SPSS software, version 17.0, was used to statistical analysis of the quantitative data. With regard to data collected through interviews, it was used a thematic content analysis and in the case of information from the team meeting observation form, it was done a data categorization. The results of this research point to a situation of active work (high psychological demands and high control over the working process) for healthcare professionals with higher education and a state of high psychological strain (high psychological demands and low control over work processes) in relation to nursing assistant, the professional category that use with more intensity most of the factors proposed to categorize the coping inventory. The analysis of professionals’ perception allowed to describe that most of them expressed feelings of sadness and pain connected to their work activity and claim that the situation of dealing with patients in complex condition favors the occurrence of team work. Analysis of professionals’ statements in the context of team meeting refer to a discussion on the parameters of interaction in health teams, as it appears that medical professionals were responsible for 48,6% of the verbalizations categorized in this context, in addition to appearing as responsible for leading the discussion and handling of medical records and as the only professional category that issues statements when introducing clinical data of patients. Facing this scenario, it is suggested that future studies could deep concerns regarding the impact of these work contexts on health professionals, as well as those concerning the pattern of interaction and the way that teams work.
Description: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, 2010.
Appears in Collections:PED - Mestrado em Processos de Desenvolvimento Humano e Saúde (Dissertações)

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