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Título: Avaliação diagnóstica do distress : contribuições para rotina de atendimento em serviço de oncologia
Autor(es): Decat, Cristiane Sant’Anna
Orientador(es): Araújo, Tereza Cristina Cavalcanti Ferreira de
Assunto: Oncologia
Stress (Fisiologia)
Câncer - aspectos psicológicos
Data de publicação: 25-Out-2010
Data de defesa: Nov-2008
Referência: DECAT, Cristiane Sant’anna. Avaliação diagnóstica do distress: contribuições para rotina de atendimento em serviço de oncologia. 2008. 136 f., il. Dissertação (Mestrado em Processos de Desenvolvimento Humano e Saúde )-Universidade de Brasília, Brasília, 2008.
Resumo: Distress corresponde ao estresse patológico vivenciado em diferentes condições de adoecimento e sofrimento. Em oncologia, é definido como uma experiência emocional desagradável e multifatorial, de natureza psicológica, social e/ou espiritual, que pode interferir na habilidade de lidar efetivamente com o diagnóstico e tratamento de câncer. Há várias décadas, diversos estudos apontam uma alta incidência de distress em pacientes oncológicos, embora ainda seja mal diagnosticado, acarretando prejuízos no plano terapêutico e preventivo, com repercussões no enfrentamento e na adesão ao tratamento. Sendo assim, desde 1997, a National Comprehensive Cancer Network (NCCN) propôs um protocolo denominado Manejo do Distress, com o intuito de oferecer um método de diagnóstico diferencial – Termômetro de Distress – que propicie uma atuação preventiva na redução ou eliminação de possíveis transtornos psicológicos e psiquiátricos. Tendo em vista tal proposta, o presente estudo teve como objetivo geral subsidiar ações de intervenção e prevenção junto a pacientes com câncer e contribuir para melhor fundamentar a adoção de medidas de avaliação de distress em unidades de tratamento oncológico. Participaram da investigação, 100 pacientes, entre 17 e 86 anos, sendo 39% homens e 61% mulheres, com diferentes diagnósticos de câncer. A coleta de dados foi feita em três etapas do tratamento. No início da quimioterapia, por meio de uma avaliação psicológica, de uma entrevista estruturada sobre estresse e da aplicação dos seguintes instrumentos: Termômetro de Distress (TD), Escala de Ansiedade e Depressão (HAD) e Inventário de Sintomas de Stress de Lipp (ISSL). Já nas etapas de meio e fim de tratamento, foram aplicados apenas o TD, a HAD e o ISSL. Os dados reunidos com a avaliação psicológica e a entrevista estruturada sobre estresse foram analisados com o auxílio do Statistical Package for the Social Sciences (SPSS 15.0) e do programa Analyse Lexicale par Contexte d’un Ensemble de Segments de Texte (ALCESTE). Os resultados obtidos com o TD, a HAD e o ISSL, foram analisados de acordo com critérios previstos pela literatura. A análise qualitativa e quantitativa possibilitou: 1) relacionar o conceito e a reação ao diagnóstico com a história de vida e o traço de personalidade; 2) constatar que a conceituação do termo estresse é mais próxima do senso comum do que da definição científica; 3) verificar que a maior parte dos participantes (82%) apresentou quadro significativo de distress no início da quimioterapia, o qual diminui progressivamente na metade (36,4%) e na última etapa do tratamento (18,2%); 4) validar o TD, cuja correlação com a HAD (instrumento já estabelecido para avaliação de distress) foi de 0,97 (p<0,01), com sensibilidade de 82% e especificidade de 98%; 5) inferir que alguns resultados extraídos do ISSL são sugestivos de falsos positivos e que a escala temporal dificulta a avaliação de alguns sintomas, tendo em vista a tendência das pessoas em enfatizar acontecimentos mais recentes e marcantes. Enfim, a alta incidência de distress evidenciou a necessidade de manejo efetivo das conseqüências emocionais do diagnóstico e tratamento, bem como o interesse clínico de incluir o TD na rotina de atendimento em serviço de oncologia. ______________________________________________________________________________ ABSTRACT
Distress represent the pathological stress experienced in different conditions off illness and suffering. In oncology, is a multifactorial unpleasant emotional experience of a psychological, social and/or spiritual nature that interfere with the ability to cope effectively with diagnosis and treatment of cancer. Some decades ago, several studies pointed to a high incidence of distress in oncological patients, although the distress has not been well diagnosticated causing damages to therapeutic and preventive plan with repercussions in the coping and in the adherence to treatment. In so being, since 1997, the National Comprehensive Cancer Network (NCCN) has proposed a protocol called Distress Management, having as its goal to offer a differential method of diagnosis – Distress Thermometer – that may provide a preventive actuation in the reduction or elimination of feasible psychiatric and psychologic disorders. Having in mind such a proposition the actual study had as its main go to subside actions of intervention and prevention in relation to patients with cancer and to contribute to justify the adoption of evaluation measure of distress in oncologic treatment units. A hundred patients, between 17 and 86 years, with 39% men and 61% women, with different diagnoses of cancer took part in the research. The data were obtainable in three stages of the treatment. In the begining of the chemotherapy by means of psychological evaluation, of structured interview about stress and the usage of the following instruments: Distress Thermometer (DT), Hospital Anxiety and Depression Scale (HAD) and the Lipp Inventory of the Symptoms Stress (ISSL). In the middle and final stages of treatment only a DT, a HAD and the ISSL were used. The data gathered with the psychological evaluation and the structured interview about stress were analysed with the help of the Statistical Package for the Social Sciences (SPSS 15.0) and of the software Analyse Lexicale par Contexte d’un Ensemble de Segments de Texte (ALCESTE). The results obtained with the DT, HAD and ISSL were analysed according to the criteria defined by the literature. The qualitative and the quantitative analyses made it possible: 1) to relate the concept and the reaction to the diagnosis with history of the life and personality trait; 2) to confirm that conception of the term stress is nearer to the common sense than to the scientific definiton; 3) to verify that a greater number of participants (82%) presented a significant distress in begining of chemotherapy, and that distress was reduced progressively by the half (36,4%) and in last stage of treatment (18,2%); 4) to validate the DT of wich correlation with HAD (instrument already used for distress evaluation) was of 0,97 (p<0,01) with sensibility of 82% and specificity of 98%; 5) to infer that some results extracted from ISSL are suggestive of false positive and that the time scale makes it difficult to evaluate some symptoms, having in mind that people have a tendency to emphasize more recent and important facts. Finally, the high incidence of distress showed the necessity of handling effectively emotional consequences of diagnosis and treatment, as well as the clinic interest to include the DT in routine attendance of oncologic services.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Programa de Pós-Graduação Processos de Desenvolvimento Humano e Saúde, 2008.
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