http://repositorio.unb.br/handle/10482/55854| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| AnaCarolinaLourencoFaillace_TESE.pdf | 3,51 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Anatomia comparada, força de mordida e correlações funcionais dos músculos mastigatórios de psitacídeos |
| Autor(es): | Faillace, Ana Carolina Lourenço |
| Orientador(es): | Santana, Marcelo Ismar Silva |
| Assunto: | Anatomia funcional - aves Aparelho mastigatório - aves Psitacídeos |
| Data de publicação: | 4-Set-2026 |
| Data de defesa: | 16-Jun-2025 |
| Referência: | FAILLACE, Ana Carolina Lourenço. Anatomia comparada, força de mordida e correlações funcionais dos músculos mastigatórios de psitacídeos. 2025. 84 f., il. Tese (Doutorado em Saúde Animal) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | O grupo dos psitacídeos é composto em sua maioria por aves de plumagem colorida, altas habilidades cognitivas e um bico forte e curvo, sendo este a principal ferramenta utilizada pela ave para interagir com o seu ambiente. Dentre seus principais usos estão a coleta e processamento de itens alimentares, interações sociais, defesa, nidificação, escalada e mobilidade. Assim, o aparelho mastigatório é um sistema relevante para análises de correlações funcionais entre forma e ecologia. Muitas das espécies que integram este diverso grupo consomem castanhas e sementes, além de outras partes de plantas como frutos, flores e néctar. Por muito tempo especulou-se que a forte mordida dos psitacídeos estaria relacionada com o grande consumo de alimentos duros, porém poucos estudos tentam elucidar esta hipótese. Ainda, estas aves apresentam dois músculos mastigatórios únicos deste grupo – o m. etmomandibular e o m. pseudomasseter. Porém, o pseudomasseter apresenta diferentes graus de desenvolvimento dependendo da espécie eaté da idade do indivíduo, podendo estar em sua forma bem desenvolvida, parcialmente desenvolvida e completamente ausente. Tal inconsistência também é especulado que seja por alguma relação à alimentação destas aves, mas novamente com escassos dados empíricos presentes na literatura. Por fim, uma das formas de se estimar a força de mordida de uma espécie utilizando dados anatômicos é pela análise da área transversal fisiológica (PCSA) dos músculos mastigatórios, e então calcular a força de mordida com modelos biomecânicos considerando o crânio como um sistema de alavancas. Entretanto, o crânio dos psitacídeos é altamente cinético, sendo que o modelo normalmente usado para aves disponível na literatura não leva este fator em consideração. Dessa forma, utilizando 27 espécies de diferentes pesos corporais e dietas, objetivou-se: a) descrever e comparar a anatomia dos músculos da mastigação das espécies, b) analisar a arquitetura muscular e correlacionar com a principal dieta de cada espécie, c) estimar a força de mordida através de modelos anatômicos de biomecânica, d) apresentar um novo modelo para estimar a força de mordida em psitacídeos. Confirmou-se que realmente há uma variação não só do m. pseudomasseter como na composição do arco suborbital nas espécies estudadas. Concluiu-se que: a) a massa muscular e o PCSA teve correlação positiva com o peso corporal, b) não houve correlação entra força de mordida e dieta, porém, foi encontrado um maior comprimento das fibras musculares dos músculos depressores de mandíbula e protrator do pterigóide e quadrado (que auxiliam na abertura de bico) em nectívoros e espécies que consomem muitos frutos, reforçando que estas espécies apresentam maior ângulo de abertura de boca, c) o modelo biomecânico apresentado que considera a maior cinética craniana dos psitacídeos estimou maiores valores de força de mordida do que o modelo convencional, porém não foi possível realizar sua validação devido a falta de dados in vivo de força de mordida para as espécies estudadas. |
| Abstract: | Psittaciformes (henceforth, parrots) is largely composed of birds with colorful plumage, high cognitive abilities, and a strong, curved beak, which serves as the primary tool these birds use to interact with their environment. Some of its main functions are collecting and processing food items, social interactions, defense, nesting, climbing, and mobility. As such, the masticatory apparatus is a relevant system for analyzing functional correlations between morphology and ecology. Many of the species within this diverse group consume nuts and seeds, as well as other plant parts such as fruits, flowers, and nectar. For a long time, it has been speculated that the strong bite force of parrots is related to their consumption of hard food items; however, few studies have attempted to elucidate thishypothesis. Furthermore, these birds exhibit two masticatory muscles unique to this group – the m. ethmomandibularis and the m. pseudomasseter. The pseudomasseter, however, shows varying development degrees depending on the species and even the age of theindividual. It may be well developed, partially developed, or entirely absent. This inconsistency is also speculated to be linked to dietary habits, but again, empirical data in the literature are scarce. One way to estimate the bite force of a species using anatomical data is through analysis of the physiological cross-sectional area (PCSA) of the masticatory muscles, and subsequently calculating bite force using biomechanical models that consider the skull as a lever system. However, the skull of parrots is highly kinetic, and the available model in literature commonly used for birds does not take this factor into account. Thus, using 27 species with varying body weights and diets, the aims of this study were to: a) describe and compare the anatomy of the masticatory muscles across species, b) analyze muscle architecture and correlate it with the primary diet of each species, c) estimate bite force through anatomical biomechanical models, and d) present a new model to estimate bite force in parrots. It was confirmed that there is indeed variation not only in the m. pseudomasseter but also in the composition of the suborbital arch among the species studied. It was concluded that: a) muscle mass and PCSA show positive allometry with body mass, b) no correlation was found between bite force and diet; however, longer muscle fiber lengths were observed in mandible depressors and protractor muscles (which assist in beak opening) for nectivorous and high fruit consuming species, supporting that these species exhibit greater gape, c) the biomechanical model presented, which accounts for the increased cranial kinesis in parrots, estimated higher bite force values than the conventional model, although validation was not possible due to the lack of in vivo bite force data for the studied species. |
| Unidade Acadêmica: | Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (FAV) |
| Informações adicionais: | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, Programa de Pós-Graduação em Saúde Animal, 2025. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Saúde Animal |
| Agência financiadora: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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