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Título: Turismo, cultura e meio ambiente : estudo de caso da Lagoa do Abaeté em Salvador - Bahia
Autor(es): Oliveira, Orlando José Ribeiro de
Orientador(es): Bartholo Junior, Roberto dos Santos
Assunto: Turismo - aspectos ambientais
Meio ambiente
Conservação da natureza
Data de publicação: 14-Abr-2010
Referência: OLIVEIRA, Orlando José Ribeiro de. Turismo, cultura e meio ambiente: estudo de caso da Lagoa do Abaeté em Salvador - Bahia. 2009. 136 f., il. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável)-Universidade de Brasília, Brasília, 2009.
Resumo: No início da década de 70, a cidade do Salvador - BA, fazendo interagir processos locais e nacionais com o contexto internacional, se inseriu no circuito do turismo nacional como uma destinação cuja natureza turística do lugar assumiu uma configuração singular, em que se associam o mito de um mundo afrobarroco - a baianidade - e uma paisagem, a Bahia de Todos os Santos e o litoral atlântico. Ícone da natureza turística baiana e síntese do processo de inserção do patrimônio baiano no mercado turístico globalizado, a Lagoa do Abaeté, em Itapuã, associa a paisagem natural de um ecossistema de dunas e restingas com notável biodiversidade à representação simbólica da baianidade - cantada por Caymmi, pintada por Pancetti, fotografada por Verger e cultivada pela política turística do Estado. Tendo como objeto empírico a paisagem da Lagoa do Abaeté, compreendida como patrimônio natural e cultural, testemunho da dinâmica social da população local e portadora de atributos simbólicos expressivos, este trabalho analisa os impactos sócio-ambientais e culturais gerados na paisagem do Abaeté, cuja apropriação pela atividade turística resulta em despersonalização e negação do lugar, inviabilizando o encontro e o estabelecimento de um diálogo com raízes territoriais e culturais. Enquadrada como Área de Proteção Ambiental das Lagoas e Dunas do Abaeté (Decreto Estadual N.º 351 de 22 de setembro de 1987), sacralizada pelas comunidades religiosas afrobaianas e constituindo um conjunto de elementos naturais e sócio-culturais que conformam num arranjo singular, a Lagoa do Abaeté define um lugar de interação de vários fatores de transformação que são coletivamente percebidos e representados como memória e imaginário. Inserida no contexto da metropolização de Salvador e atingida pelas mazelas da urbanização desigual, a trajetória da Lagoa do Abaeté revela, em escala, os problemas do uso e destinação dos recursos ambientais nas cidades atuais Articulando turismo, cultura e meio ambiente e elegendo a Lagoa do Abaeté como signo desta articulação, aponta-se, em contraponto à globalização, a emergência de novas dinâmicas de resistência e de reinvenção da vida, nutridas pelas singularidades dos sítios simbólicos de pertencimento e dos vínculos enraizados das identidades culturais locais. _________________________________________________________________________________ ABSTRACT
By the beginning of the 1970s, the city of Salvador – BA, generating interactions between national and local processes and the international context, got itself into the national tourism circuit as a destination whose local touristic nature assumed a singular configuration, in which the myth of an afro-baroque world – the “baianidade” – and a landscape, Bahía de Todos os Santos and the Atlantic coast, associate to one another. Being an icon of Bahia’s touristic nature and a synthesis of the insertion process of Bahia’s heritage in the globalized touristic market, Lagoa do Abaeté, in Itapuã, associate the natural landscape of an ecosystem of sand dunes and “restingas” of remarkable biodiversity to the symbolic representation of “baianidade” – as it’s sung by Caymmi, painted by Pancetti, photographed by Verger and cultivated by Estate’s policy on tourism. Framing the landscape of Lagoa do Abaeté as an empiric object, understood both as natural and cultural heritage, as well as a testimony of the social dynamics of local population and the bearer of expressive symbolic attributes, this work analyzes social-environmental and cultural impacts generated in Abaeté’s landscape, whose appropriation by touristic activity results in depersonalization and denial of the site, preventing meetings and establishment of a dialogue with territorial and cultural roots from happening. Declared as an “Environmental Area of Protection of the Lagoons and Dunes of Abaeté” (by Decreto Estadual no. 351, in September 22nd, 1987), made sacred by religious afro-baianas communities and constituting a group of natural and socio-cultural elements which make up an unique arrangement, Lagoa do Abaeté defines a place of interaction of several transformational factors, which are collectively noticed and represented as memory and imaginary heritage. When inserted into the context of Salvador’s metropolization and afflicted by resulting problems of an uneven urban development, Lagoa do Abaeté’s trajectory reveals, in scale, the problems of the use and destination of the environmental resources in contemporary cities. By linking tourism, culture and environment and electing Lagoa do Abaeté as a sign of this link, it points out, contrary to globalization, the urgency of new life resistance and reinvention dynamics, nourished by the singularities of the belonging symbolic sites and rooted ties of local cultural identities.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Centro de Desenvolvimento Sustentável, 2009.
Aparece nas coleções:CDS - Mestrado Acadêmico em Desenvolvimento Sustentável (Dissertações)

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