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Título: Perfil da propriedade contemporânea : destaque da propriedade fundiária
Autor(es): Menezes, Olindo Herculano de
Orientador(es): Lima, Frederico Henrique Viegas de
Assunto: Direito de propriedade
Propriedade territorial - legislação
Propriedades fundiárias
Data de publicação: Jun-2009
Referência: MENEZES, Olindo Herculano de. Perfil da propriedade contemporânea: destaque da propriedade fundiária. 2009. 517 f. Tese (Doutorado em Direito)-Universidade de Brasília, Brasília, 2009.
Resumo: Analisa a dialética cultural da propriedade, ao longo do tempo, da sua negação extremada, fator de corrupção e de todos os males da sociedade, à sua consagração incondicional, fator essencial de liberdade e de realização do homem, destacando que todas as sociedades, seja qual for o regime político, têm de lidar inevitavelmente com a disciplina das relações entre os homens sobre a partilha dos bens materiais, cujas reservas são sempre limitadas, sendo universal a ideia de propriedade. Estuda os modelos históricos da propriedade coletiva, familiar e individual, destacando ser mais provável que tenham convivido simultaneamente ou que, em certas épocas históricas, existiu um modelo predominante, mas sem exclusão dos demais. Discute a propriedade no ideário do direito natural e do jusracionalismo, no ambiente das codificações e a propriedade como fonte de poder social. Destaca tópicos pertinentes à propriedade fundiária no Brasil, antes da Constituição de 1988, envolvendo as ordenações do reino, o regime das sesmarias, a lei de terras de 1850, a primeira codificação civil e o paradigma patrimonialista, a ideologia individualista, a propriedade como projeção da personalidade, a propriedade na tradição do liberalismo, com direito de defesa, direito fundamental de primeira geração, e o Estado social a partir da Constituição de 1934. Analisa a propriedade fundiária no sistema jurídico pós-1988. Conjuga o estudo com o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana, com o direito civil-constitucional e com a função social da propriedade, destacando, nesta, a caracterização, o panorama histórico-evolutivo, a recepção jurídica no constitucionalismo moderno e a sua inserção no cenário jurídico brasileiro. Procede à análise da ideologia da segunda codificação civil (2002) e da inversão do paradigma patrimonialista, que recoloca a pessoa humana, portadora de dignidade, no centro do sistema. Trata da Constituição de 1988, dos direitos econômico-sociais e da propriedade como direito fundamental de prestação positiva. Afirma que todo ser humano, como tal, tem direito a um mínimo existencial de bens materiais (propriedade) que lhe assegure uma vida digna. Conclui por apontar, no sistema jurídico brasileiro, manifestações do direito à propriedade que passam pelos mecanismos jurídicos da desaproriação por interesse social, do desapossamento social, da usucapião, do direito à moradia e pelo reconhecimento constitucional dos direitos originários dos índios sobre as terras que tradicionalmente ocupam. _______________________________________________________________________________ ABSTRACT
The author assesses the dialectics of property through the ages, of its radical denial, agent of corruption and of every wrong for society, and of its inconditional consecration, vital agent of liberty and achievement of man, while stressing that every society, whatever be its political regime, will have to deal with the discipline of relations among men about partition of material goods whose reserves are always limited, while property’s idea is universal. He outlines the historical models of collective, familial and individual property, stressing tha they likely must have lived together or, on some historial ages, there has been some predominant model, without excluding others. He studies property in the context of the natural law and “jusrationalism”, and in the context of codifications, and property as source of social power. He stresses likewise relevant topics about landed property in Brazil before the Constitution of 1988, covering the so-called “Ordenações” (royal laws from Portugal) and the “sesmarias” (donations by Portuguese kings of large dimensions of land for agricultural developpment), the 1850 Land Laws, the first civil codification and the patrimonialistic paradigma, the individualistic ideology, property as projection of personality, property in the tradition of liberalism, jointly with right of defence, fundamental law of first generation, and the social State since the Constitution of 1934. He assesses the landed property in the juridical system after 1988 and associates this study with the constitutional principle of dignity of human person with the civil-constitutional law and the social role of property, there stressing the characterization, the historicalevolutional overview, the juridical reception in the modern constitutionalism and its insertion into Brazilian juridical setting. In the sequency, he assesses the ideology of the second civil codification (2002) and the inversion of the patrimonialistic paradigma that replaces the dignified human person in the center of the system. He deals with the Constitution of 1988, the economical-social laws and property as fundamental law of positive right. He states that every human being, as such, has a right to an existential minimum of material goods (property) that assure to him a dignified living. He concludes to appoint, in Brazilian juridical system, to manifestations of right to property, that goes throug the juridical mechanism of expropriation for public utility, the social dispossession, the usucaption, the right to housing, to the constitutional admission of primitive rights of indians to the land where traditionally they dwell. _______________________________________________________________________________ RÉSUMÉ
L’auteur analyse la dialectique culturelle de la propriété dans la suíte des temps, dès la négation tout court, facteur de corruption et de tout malheur pour la société, à la consécration inconditionelle, facteur essentiel de la liberté et réalisation de l’homme, tout en ressortissant que toute société, n’importe le régime politique, doit inévitablement s’engager dans la discipline des rapports parmi les hommes, au sujet du partage de biens matériaux dont les reserves sont toujours limitées, tandis que l’idée de propriété est universelle. Il étude les modèles historiques de la propriété collective, familialle et individuelle, en démontrant la probabilité d’avoir ces modéles vecu ensemble, au même temps, ou, que dans quelque temps hitorique, il y a eu un modèle prédominant, quoique sans exclure des autres. Il examine la propriété dans le contexte du droit naturel et du ius-rationalisme et dans le contexte des codifications, et la propriété comme source de pouvoir social. Il fait ressortir des sujets pertinants à la propriété foncière au Brésil avant la Constitution de 1988, y compris les soi-disant “Ordenações do Reino” (statuts royaux), le régime de “sesmarias” (donations d’immenses terrains incultes, par le roi du Portugal, en ayant en vue le développement agricole), la loi agraire de 1850, la première codification civile et le paradigme patrimonialiste, l’idéologie individualiste, la propriété en tant que projection de la personalité, la propriété dans la tradition du libéralisme, tout ensemble le droit de défense, le droit fondamental de la première génération, et l’Etat social, à partir de la Constitution de 1934. La propriété foncière est aussi analysée dans le systéme juridique après 1988. Il étude le principe constitutionel de la dignité de la personne humaine par rapport au droit civil - constitutionel et au rôle social de la propriété, y en ressortissant la caractérisation, le panoroma historique-évolutif, l’accueil juridique par le constitutionalisme moderne et son insertion dans le contexte juridique brésilien. Après quoi, il analyse l’idéologie de la deuxième codification civile (2002) et l’inversion du paradigme patrimonialiste qui replace la personne humaine, sujet de dignité, au centre du systéme. Ensuite il s’occupe de la Constitution de 1988, des droits économiques et sociaux et de la propriété en tant que droit fondamental de prestation positive. Il affirme que tout être humain, tel qu’il est, a le droit à un minimun existentiel de biens matériaux (propriété) qui lui assurent une vie digne, et conclut en indiquant, dans le systéme juridique brésilien, des manifestations du droit à la propriété, qui vont dès le mécanisme juridique de l’expropriation pour cause de l’utilité publique, de la dépossession sociale, de l’usucapion, du droit à l’habitation jusqu’à la reconnaisssance constitutionelle des droits originaires des indiens sur les terrains qu’ils occupent traditionellement.
Informações adicionais: Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, 2009.
Aparece nas coleções:FD - Doutorado em Direito (Teses)

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