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Título: Caminhos da desospitalização de crianças dependentes de ventilação mecânica : uma cartografia do cuidado no Distrito Federal
Autor(es): Reis, Sílvia
Orientador(es): Polejack, Larissa
Assunto: Ventilação mecânica
Alta do paciente
Crianças - doenças
Assistência domiciliar
Data de publicação: 18-Fev-2019
Referência: REIS, Sílvia. Caminhos da desospitalização de crianças dependentes de ventilação mecânica: uma cartografia do cuidado no Distrito Federal. 2018. 106 f., il. Dissertação (Mestrado em Psicologia Clínica e Cultura)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.
Resumo: As mudanças no perfil demográfico e epidemiológico brasileiro, bem como os avanços no conhecimento e nas tecnologias médicas, relacionam-se com os modos de adoecer e viver das pessoas e contribuem com o aumento do número de pessoas vivendo por mais tempo com agravos crônicos. Considerando este cenário, a presente dissertação discute o cuidado de crianças com dependência crônica de ventilação mecânica, uma vez que a necessidade de cuidados permanentes e de equipamentos pode significar internações hospitalares muito prolongadas, o que coloca desafios para as crianças, seus cuidadores e para o sistema de saúde. O objetivo geral da pesquisa foi verificar a existência de crianças dependentes de ventilação mecânica hospitalizadas, ainda que apresentassem condições clínicas de alta, e identificar quais são as barreiras para a desospitalização. Partindo da perspectiva da pesquisa-intervenção de cunho cartográfico, por meio de observação participante e entrevistas a cuidadores e a trabalhadores da atenção hospitalar e domiciliar, acompanhamos processos de transição do hospital para o domicílio de modo a identificar fatores que facilitam ou que dificultam a desospitalização. A pesquisa se desenvolveu em três hospitais do Distrito Federal e nos domicílios das crianças cujos processos de desospitalização foram acompanhados. Foi possível colocar em análise os atravessamentos do saber biomédico no estabelecimento dos lugares e práticas de cuidado, desnaturalizar o significado atribuído aos “crônicos” que embasa a oferta de cuidados e, por fim, ampliar a noção de desospitalização dos usuários para a desinstitucionalização dos saberes e práticas de cuidado. Identificou-se, ainda, o quanto o tabu que envolve os processos de morrer se relacionam com a manutenção de velhos lugares e práticas, inibindo a inovação no cuidado e dificultando a compreensão acerca dos cuidados paliativos. Ampliar as vias de apoio e diálogo entre usuários, cuidadores, trabalhadores e gestores, bem como a articulação com outros setores para além da saúde aparecem como meios possíveis para a construção de novos caminhos para desospitalização que estejam em sintonia com projetos de vida e felicidade dos sujeitos envolvidos.
Abstract: Changes in Brazilian demographic and epidemiological profile and advances in medical technologies, are related to the way people live and sicken, and contribute to an increase in the number of people living longer with chronic diseases. Given this scenario, the present study discusses the health care of children chronically dependent on mechanical ventilation, since the need for permanent care and equipment may be responsible for long term hospitalizations, which brings a series of challenges for children and their caregivers, as well as for the health system. The major aim of the research was to verify the existence of hospitalized children dependent on mechanical ventilation that had clinical conditions to go home, and then identify the barriers to their dehospitalization. The methodological approach was cartographic intervention-research. The investigation took part in three hospitals in the Federal District and at the homes of the patients. Participatory observation and interviews with caregivers and helthcare team were used to follow the processes of transition of the children from the hospitals to their homes in order to identify the factors that facilitated or hindered the dehospitalization. Through this research it was possible to analyse the way that biomedical knowledge traverses the places and practices of care, as well as enable the denaturalization of the meaning of the word "chronicles" and enhance the understanding of the service users over the concept of dehospitalization allowing a deinstitutionalization of the knowledge and healthcare practices. The study also discusses how taboos regarding the process of dying are related to the maintenance of old practices, instead of innovation, and to the difficulties incorporated into the palliative care. Expanding the forms of support and dialogue among patients, caregivers, health workers and policy makers, as well as articulating with other sectors besides health, may build new paths for de-hospitalization – paths that can be synchronized with the life projects and the wellbeing of the ones involved.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica e Cultura, 2018.
Licença: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.bce.unb.br, www.ibict.br, http://hercules.vtls.com/cgi-bin/ndltd/chameleon?lng=pt&skin=ndltd sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra disponibilizada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Aparece nas coleções:PCL - Mestrado em Psicologia Clínica e Cultura (Dissertações)

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