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Título: Custo da Doença Renal Crônica atribuído ao diabetes na perspectiva do Sistema Único de Saúde
Autor(es): Gonçalves, Gabriela Maria Reis
Orientador(es): Silva, Everton Nunes da
Assunto: Doença renal crônica
Sistema Único de Saúde (Brasil)
Diabetes
Custos de cuidados de saúde
Data de publicação: 29-Jan-2019
Referência: GONÇALVES, Gabriela Maria Reis. Custo da Doença Renal Crônica atribuído ao diabetes na perspectiva do Sistema Único de Saúde. 2018. 76 f., il. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.
Resumo: Introdução. A Doença Renal Crônica (DRC) é vista como parte da crescente carga mundial de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), sendo o diabetes a causa mais comum. A DRC é responsável por grandes despesas o que coloca enorme pressão sobre o planejamento orçamentário em saúde. Em um cenário de recursos escassos torna-se necessário conhecer os custos do tratamento da DRC no Sistema Único de Saúde (SUS) e o quanto desses custos é diretamente atribuível ao diabetes, doença com enorme potencial em ser prevenida e controlada. Objetivo. Estimar o custo direto da Doença Renal Crônica (DRC) atribuído ao diabetes na população adulta, por sexo, raça/cor e idade na perspectiva do SUS, entre 2010 a 2016. Método. Trata-se de um estudo de custo da DRC na perspectiva do SUS, em seu componente federal (Ministério da Saúde), em que foram analisados os custos financeiros diretos com a assistência à saúde, registrados no Sistema de Informação Ambulatorial do SUS (SIA/SUS) e no Sistema de Informação Hospitalar do SUS (SIH/SUS), entre 2010 a 2016. Para o cálculo da parte atribuível ao diabetes foi calculado o Risco Atribuível Populacional (RAP) por sexo, raça/cor e idade, com base na prevalência brasileira do diabetes e no risco relativo (ou odds ratio) da DRC na população com diabetes versus população sem diabetes. A identificação do risco para a DRC foi realizada por meio de busca estruturada de literatura em estudos de revisão sistemática, meta-análise ou estudos observacionais. Por fim, o valor do RAP foi multiplicado pelos custos financeiros diretos da DRC. Resultados. Os custos da DRC para o SUS somaram R$ 18,4 bilhões, entre 2010 a 2016, R$ 2,6 bilhões ao ano, sendo a parte atribuível ao diabetes de R$ 4,1 bilhões (R$ 586 milhões ao ano) para o mesmo período. A DRC atribuível ao diabetes representa 22% do custo total da doença renal crônica, com a taxa de crescimento anual de 9,5% para os estágios iniciais da doença e de 6,2% para o estágio final da doença – Doença Renal Crônica Terminal (DRCT). Contribuíram para os custos da doença o sexo feminino, a raça/cor preta e a idade entre 65 a 75 anos (R$ 1,5 bilhão; R$ 86 milhões; R$ 206 milhões). A Terapia Renal Substitutiva (TRS) foi o procedimento clínico com maior parcela nos custos da doença, nas modalidades de hemodiálise e diálise peritoneal. Conclusão. O diabetes contribuiu com grande parcela nos custos da DRC, sendo o sexo feminino, a raça/cor preta e a idade entre 65 a 75 anos as variáveis com maior participação nos gastos. Para o Ministério da Saúde, que financia parte do tratamento da DRC, a implementação de políticas públicas específicas para o controle da doença é uma oportunidade para frear sérias implicações orçamentárias para o SUS.
Abstract: Introduction. Chronic Kidney Disease (CKD) is seen as part of the growing worldwide burden of Chronic Noncommunicable Diseases (NCDs), which has diabetes as the most common cause. The CKD health expenditures are responsible for important pressure on government financial plannings. In a scarce resource scenario, it is necessary to know the CKD treatment costs of Brazilian Unified Health System and how those costs are directly attributable to diabetes, a potential prevented and controlled disease. Objective. Estimate the direct cost of CKD attributable to diabetes in the adult population, stratified by sex, race/skin color, and age, from the perspective of the Brazilian public health system, in its federal component, between 2010 and 2016. Methods. It is a CKD cost of illness study from the perspective of the Brazilian public health system, in its federal component (Ministry of Health), which measures the direct costs of the disease using data from outpatient and inpatient records. Population Attributable Risk (PAR) was calculated from the Brazilian prevalence of diabetes and the relative risk (or odds ratio) of persons with diabetes developing CKD as compared to non-diabetic subjects. The variables of interest were sex, race/skin color, and age. The risk identification for CKD was performed through a structured literature search in systematic review studies, meta-analysis, or observational studies. Finally, the value of RAP was multiplied by the direct financial costs of the CKD. Costs converted US$1 = R$3.26, reported by the Central Bank of Brazil, as of December 31, 2016. Results. The cost of CKD totaled US$5.6 billion between 2010 and 2016 (US$807 million per year), and attributable to diabetes was US$1.2 billion (US$180 million per year). CKD attributable to diabetes accounts for 22% of the total cost of chronic kidney disease, with the annual growth rate of 9.5% for the early stages of the disease and 6.2% for the end-stage kidney disease (ESKD). Female sex, black race/skin color and age 65-75 contributed substantially to the costs of CKD (US$475 million; US$25 million; US$63 million). The clinical procedures accounting for the greatest share of disease-attributable costs are hemodialysis and peritoneal dialysis. Conclusion. Diabetes has a large contribution of CKD costs, with female sex, age 65-75 years, and black race/skin color were the variables which contributed most to disease-related expenditure. For the Ministry of Health, which finances part of the CKD's treatment, the implementation of specific public policies is an opportunity to curb the serious financial implications to the Brazilian Unified Health System.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, 2018.
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Aparece nas coleções:DSC - Mestrado Acadêmico em Saúde Coletiva (Dissertações)

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