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Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.unb.br/handle/10482/32855
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Title: Transamazônica : geocartografia da (in)existência entrelugares
Authors: Pantoja, Wallace Wagner Rodrigues
Orientador(es):: Anjos, Rafael Sanzio Araújo dos
Assunto:: Transamazônica
Cartografia - educação
Educação - aspectos sociais
Educação - subjetividade
Issue Date: 19-Oct-2018
Citation: PANTOJA, Wallace Wagner Rodrigues. Transamazônica: geocartografia da (in)existência entrelugares. 2018. 449 f., il. Tese (Doutorado em Geografia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.
Abstract: À beira da Transamazônica paraense, entre os municípios de Pacajá e Anapu, formas geográficas vicinais se expressam como rexistência frente aos conteúdos programáticos geográficos e livros didáticos que, difusamente, auxiliam no decreto de inexistência de crianças, jovens, professores, famílias e coletivos vivendo em vicinais. O objetivo central desta tese é compreender a dialógica entre a geograficidade vicinal subjetivada pelos que educam e se educam à beira da Transamazônica e as representações cartográficas emergentes da escolarização no contexto da vida em Campo. A aproximação se deu nas escolas vicinais: Santo Antônio (PDS Esperança – Vicinal Zero, Anapu), Santa Júlia (Vicinal Santana, Anapu), Nossa Senhora dos Remédios (Vicinal Ladeira da Velha, Pacajá) e Edimilson Jacó Chaves (Vicinal do Adão, Assentamento Rio Cururuí, Pacajá), focando seus professores/estudantes e a relação criativa em narrativas mapeadas. Inspirado pela atmosfera fenomenológico-existencial em diálogo com outras perspectivas, a forma geográfica vicinal se configurou como abertura e espessura de relações lugarizadas de onde emerge o fazer-saber triplamente deslocados – histórica, cartográfica e biograficamente – pela geografia programática e simbolismos nacionais na inculcação subjetiva de modos de ver a realidade geográfica descorporificada. Assim, a vicinal se constitui um entrelugar pela hipervisibilidade como vias secundárias iguais entre si e não-visibilidade quando do privilégio da escala-signo regional/nacional que repercute na subjetividade pessoal e coletiva das crianças, jovens e professores em Campo Transamazônico. Articulando vivências, entrevistas, conversações informais, criações cartográficas coletivas, notadamente mapas mentais, foi possível desenvolver esboços do saber geográfico corporificado que, expressos em geocartografia instituem: a) a projeção como ligadura tensionada, entre concepção e grafismo, nas situações-limites vividas na topografia das ladeiras; b) a escala em recortes entre planos invisíveis, foco/espessura de relações por vizinhança, condição ao pensar da própria escala geográfica desde o lugar; c) os símbolos cartográficos evocam significados e emoções, são entrelaçamentos, perfazendo pontos cardeais próprios à vicinal, explicitando inseparabilidade do material e do imaginário; do simbólico e do emocional. Com base nestes fenômenos busquei elementos processuais centrais ao temário geográfico que valorize as subjetividades da beira no reconhecimento de si, auxiliando na instituição de projetos de fazer-saber já em curso, ainda que fragmentários ou fraturados por múltiplas condições e atravessamentos, com destaque às representações transamazônicas veiculadas pelo saber geográfico padronizado, às condições educativas e pressões naturalizadas para que a vida vicinal deixe de ser, bem como sua geograficidade em formação inexistida, mantendo a imagem da transamazônica paralisada e longínqua – adequada à visão de sobrevoo e medusante de parcela da ciência geográfica informante de livros/programas educativos nacionais/municipais que vazam uma partilha cartográfica insensível –. Como proposição invisto no mapear dos engajamentos corpóreos que, assumindo suas situações-limites, rexistem e projetam intensidades de viver criativas, sedimentando-se em pleno estreitamento do horizonte vicinal trans-amazônico contemporâneo, engajamentos tensibilizados que bagunçam a paisagem escalar binária macro-micro e reposicionam modos de fazer, ver e sentir a geograficidade ensinante à beira da estrada.
Abstract: At the border of the Transamazonica Paraense, between the counties of Pacajá and Anapu, vicinal geographic forms express themselves as rexistence against the geographic programmatic contents and didactic books that, diffusely, aid in the decree of non-existence of children, youth, teachers, families and collectives living in vicinal. The central objective of this thesis is to understand the dialogical between the vicinal geography subjectivated by those who educate and educate on the border of the Transamazonica and the cartographic representations emerging from schooling in the context of the life in Field. The approximation took place in the vicinal schools: Santo Antonio (PDS Esperança - Vicinal Zero, Anapu), Santa Júlia (Vicinal Santana, Anapu), Nossa Senhora dos Remédios (Vicinal Ladeira da Velha, Pacajá) and Edimilson Jacó Chaves Rio Cururuí Assentamento, Pacajá), focusing on their teachers / students and the creative relationship in mapped narratives. Inspired by the phenomenological-existential atmosphere in dialogue with other perspectives, the vicinal geographic form was configured as the opening and thickness of the Emplacement relations from which emerges the triple-displaced make-to-know - historical, cartographic and biographically - by programmatic geography and national symbolisms in subjective inculcation ways of seeing the uncorrected geographical reality disembodiment. Thus, the vicinal is an interlude by hypervisibility as secondary paths equal to each other and non-visibility when the privilege of the regional / national scale-sign that impacts on the personal and collective subjectivity of children, youth and teachers in Transamazonico Field. Articulating experiences, interviews, informal conversations, collective cartographic creations, notably mental maps, it was possible to develop sketches of embodied geographic knowledge that, expressed in geocartography, establish: a) projection as a tensioned ligature, between conception and graphics, in the topography of slopes; b) the scale in cuts between invisible planes, focus / thickness of relations by neighborhood, condition when thinking of the geographic scale itself from the place; c) cartographic symbols evoke meanings and emotions, are interlacings, making cardinal points own to the vicinal, explaining the inseparability of the material and the imaginary; the symbolic and the emotional. On the basis of these phenomena, I looked for procedural elements central to the geographic agenda that valorize the subjectivities of the border in the recognition of itself, aiding in the institution of projects of do-know already in progress, although fragmentary or fractured by multiple conditions and crossings, with emphasis on representations transamazônicas transmitted by the standardized geographical knowledge, to the educational conditions and pressures naturalized so that the vicinal life ceases to be, as well as its geographicity in formation nonexistent, maintaining the image of the transamazon highway paralyzed and far away - adapted to the vision of overflight and paralyzing of portion of the science geographical informant of national / municipal books / educational programs that leak an insensitive mapping. As an invisible proposition in the mapping of corporeal engagements that, assuming their situations-limits, existence project creative intensities of living, sedimenting themselves in the narrowest of contemporary transamazonico vicinal horizon, tensibilized engagements that mess up the macro-micro binary scalar landscape and reposition ways of doing, seeing and feeling the teaching geographisity at the roadside.
Description: Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Geografia, Programa de Pós-Graduação em Geografia, 2018.
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