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Título: O conflito das coisas : fluxos e tensões no universo tikmũ’ũn
Autor(es): Silva, Leonardo Leocádio da
Orientador(es): Oliveira, Luís Roberto Cardoso de
Assunto: Etnografia
Índios - vida e costumes sociais
Índios - conflitos
Índios Maxakali
Data de publicação: 21-Set-2018
Referência: SILVA , Leonardo Leocádio da. O conflito das coisas: fluxos e tensões no universo tikmũ’ũn. 2018. 219 f., il. Tese (Doutorado em Antropologia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.
Resumo: A tese apresenta um estudo etnográfico sobre o conflito como construtor da sociabilidade do povo indígena Maxakali, da terra indígena de Aldeia Verde, no norte do estado de Minas Gerais. Busca compreender a correlação entre sistemas simbólicos de maneira transversal, demonstrando a relação direta dos conflitos com a guerra, com o parentesco, com os modos de produção, com a cosmologia e com a sensibilidade jurídica do povo. A análise aponta uma cartografia que situa o indivíduo no socius de acordo com os parâmetros sugeridos pelo sistema de parentesco, o que implica um processo de afinização único, capaz de construir alianças potencializadas pela relação imediata com as Coisas (dinheiro, pessoas, instituições...) a serem utilizadas no jogo de devires das famílias extensas. Assim, os conflitos se apresentam em decorrência das escolhas que constituem o senso de justiça do grupo, marcado essencialmente pela vingança, mas constituída por um corpo de regras geridas pela sociabilidade e sancionadas pelo sistema cosmológico, através da intencionalidade dos indivíduos. Quebra de tabus, vendeta entre famílias, violência doméstica e mesmo acumulação de coisas tendem a exigir a reparação ou impulsionar os conflitos e, em alguns casos a guerra, uma consequência de um eterno fluxo social que reage contra a homogeneidade. A pesquisa concluiu que ser Maxakali é sempre estar em um constante movimento inventivo que valoriza o ethos guerreiro como a expressão máxima da sociedade a ser alcançada pelos homens, mas controlado pelas mulheres.
Abstract: The thesis presents an ethnographic study of the conflict as a constructor the sociabil-ity of the Maxakali indigenous people from Aldeia Verde’s indigenous land in the north of the state of Minas Gerais. It searches to understand the correlation between the symbolic systems in a transversal way, demonstrating the direct relation of the conflicts with the war, the kinship, the ways of production, the cosmology and the juridical sen-sitivity of the group. The analysis points to a cartography that introduce the individual in the socius according to the parameters suggested by the kinship system, which im-plies a unique afinization process capable of building alliances enhanced by the imme-diate relationship with Things (money, people, institutions…) to be used in the game of “devires”of extended families. Therefore, the conflicts are presented as a result of the choices that constitute the group's sense of justice, marked essentially by revenge, but established by a body of rules managed by sociability and sanctioned by the cos-mological system, through the intentionality of individuals. Breaking taboos, vendetta among families, domestic violence and even accumulation of things tend to demand the redress or to propel conflicts and, in some cases, war - a consequence of an eternal social flow that reacts against homogeneity. The research concluded that being Maxa-kali is always being in a constant inventive movement that values the warrior ethos as the ultimate expression of society to be reached by men but controlled by women.
Informações adicionais: Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Sociais, Departamento de Antropologia, Programa de Pós-graduação em Antropologia Social, 2018.
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Aparece nas coleções:DAN - Doutorado em Antropologia (Teses)

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