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Título: A intuição do instante poético de Gaston Bachelard em A paixão segundo G.H., de Clarice Lispector
Autor(es): Lima, Cicero Jucier Costa
Orientador(es): Biserra, Wiliam Alves
Assunto: Lispector, Clarice, 1925-1977 - crítica e interpretação
Imaginação
Poesia brasileira - crítica, interpretação, etc
Bachelard, Gaston, 1884-1962 - crítica e interpretação
Data de publicação: 31-Jul-2018
Referência: LIMA, Cicero Jucier Costa. A intuição do instante poético de Gaston Bachelard em A paixão segundo G.H., de Clarice Lispector. 2018. 98 f. Dissertação (Mestrado em Literatura)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.
Resumo: Em A paixão segundo G.H., a linguagem envolve a questão da existência, objeto da narrativa, como problema de expressão e comunicação. A insuficiência da palavra para expressar o real intuído resulta na voz do silêncio como recurso discursivo que se exprime poeticamente nas entrelinhas. Chamar a atenção do leitor para a ideia de instante poético como evento revelador de um novo ser é o objetivo de nossa dissertação. Gaston Bachelard faz menção ao interesse do método fenomenológico pela imaginação poética: trata-se de trazer à luz a tomada de consciência do sujeito maravilhado pelas imagens poéticas. Clarice Lispector afirma que A paixão segundo G.H. é um livro como outro qualquer mas que ficaria contente se fosse lido apenas por pessoas de alma já formada. Se, para Bachelard, "toda tomada de consciência é um crescimento de consciência", para Clarice, "a aproximação, do que quer que seja", implica a posse do que ela considera uma "alegria difícil – mas uma alegria". Ambos, pode-se dizer, detêm o mesmo poder imagético: estão diante do que se revela por meio da linguagem. E o que se revela é o significado de felicidade inerente à poesia, que transcende o sentido dado ao termo pelo senso comum. O poeta, em seus devaneios, consegue captar no instante poético novas maneiras de recriar o mundo, de perceber nos objetos, nos detalhes aparentemente insignificantes, motivos para ressignificar a existência. É o que faz Bachelard com sua imaginação criadora. É o que faz Clarice com sua obsessão pelo indizível. Tempo e espaço adquirem nova dimensão, amoldam-se à "realidade" do ser. A imaginação tenta um futuro, a hora de viver cobra o momento-já. Enquanto Bachelard devaneia conferindo leveza ao mundo, Clarice devaneia atribuindo-lhe um peso, anunciando o trágico da condição humana. Seguindo caminhos diversos, o que os dois têm em comum é a intuição do instante poético, que muda o curso dos acontecimentos e propicia a cada momento o sentido de eternidade.
Abstract: In A paixão segundo G.H., the language involves the existence issue, which is object of the narrative, as a problem of expression and communication. The insufficiency of the word to express the intuited reality results in the voice of silence as a discursive resource which is poetically conveyed in the interlines. Drawing the reader's attention to the idea of a poetic instant as a revealing event of a new being is the objective of our master’s thesis. Gaston Bachelard mentions how interested the phenomenological method is in the poetic imagination: it concerns briging the awareness of a subject who is overwhelmed by the poetic images to light. Clarice Lispector states that A paixão segundo G.H. is a book as any other one but she would be pleased if it was read only by people whose soul is well-shaped. On the one hand, to Bachelard, "every awareness is the raising of consciousness level", on the other hand, to Clarice, "approching, whatever it is" implies the possession of something she considers a sort of "hard joy – a sort of joy, anyhow". Both authors, we may say, hold the same imagetic power: they are right before what language reveals. And what is revealed is the meaning of happiness inherent to poetry, which transcends the meaning given to the term as common sense. The poet, in daydreams, is able to capture, at the the poetic instant, new ways to recreate the world, to perceive, through objects, or through apparently insignificant details, reasons to resignify the existence. That is what Bachelard does due to his creative imagination. That is what Clarice does due to her obsession for the inexpressible. Time and space acquire new dimension, by adapting to the "reality" of being. Imagination tries to get a future, living time yearns for the right-now moment. Meanwhile Bachelard daydreams by vesting lightness in the world, Clarice daydreams by attributing a burden to the existence and by announcing the tragedy of human condition. Even on different paths, both of them carry the intuition of the poetic instant, which changes the course of happenings and gives each moment the sense of eternity.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teoria Literária e Literaturas, Programa de Pós-Graduação em Literatura, 2018.
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