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Título: Da Ética ao Ethos : o habitar na morada originária segundo Heidegger
Autor(es): Almeida, David Wilkerson Silva
Orientador(es): Fernandes, Marcos Aurélio
Assunto: Metafísica
Heidegger, Martin, 1889-1976 - crítica e interpretação
Pensamento filosófico
Ethos
Ética
Data de publicação: 10-Jul-2018
Referência: ALMEIDA, David Wilkerson Silva. Da Ética ao Ethos: o habitar na morada originária segundo Heidegger. 2018. 120 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.
Resumo: No conjunto de sua obra, Heidegger traça um caminho radicalmente distinto do todo da tradição metafísica. Partindo de uma interpretação da história da metafísica ancorada na perspectiva dos pensadores originários (Anaximandro, Heráclito e Parmênides), ele vê o surgimento da filosofia como um anúncio que não cumpriu sua promessa. Em seu nascedouro, ela apontava para o pensamento do Ser como o mais próprio de sua tarefa, porém, assim que ensaiou seus primeiros passos, deixou de lado o mistério de desvelamento-velamento do Ser e se constituiu, em sua essência, sobre o esquecimento do Ser. Assim, de Platão até Nietzsche, a metafísica não pensou o Ser, e consequentemente, não pensou também a distinção entre Ser e ente, nem a relação entre o humano e o Ser. Porém, o fim da metafísica traz consigo novamente aquela promessa, pois, em seu findar-se, a metafísica percebe-se em sua essência como esquecimento, possibilitando com isto, portanto, o pensamento do Ser. Heidegger prepara o ambiente para esse outro pensar que, tateante e provisório, porque radicalmente novo, se apresenta com a possibilidade inédita desde os pensadores originários de pensar o Ser. A história da metafísica revelou que o Ser não pode ser pensado como objeto, nesta tentativa ela sempre incorreu e só obteve fracassos. Isto leva Heidegger ao uso adaptado do método fenomenológico husserliano que aponta para um indagar em que tema e método se identificam. O que se dá através de uma investigação sobre o Ser, que se manifesta mais imediatamente no ente que somos – Dasein – compondo a analítica existencial como arcabouço para chegar ao pretendido na questão do Ser, o Sentido ou Verdade do Ser. Alcançado o horizonte em que o Ser pode oferecer-se em sua doação originária, descortina-se um modo de ser e estar no mundo que prescinde de quaisquer determinações normativas, dispensando a necessidade de uma ética. Deparamo-nos na visada da referência de ser do Ser para com o humano, cujas raízes se fundam na linguagem, com uma ótica que constitui-se num habitar originário, porque pré-teórico; habitar poético na morada do Ser, a linguagem, porque fala de sua dimensão inaugural e criadora. Este habitar não é uma ética nem uma metafísica, é o ἦθος (ethos), um deixar-se ser tocado pelo apelo do Ser em seu silencioso e sutil chamado.
Abstract: In the whole of his works, Heidegger traces a path far distinct from that of metaphysics traditions. Starting on an interpretation of the history of metaphysics based on the originary thinkers (Anaximander, Heraclitus and Parmenides) perspective, he sees the rising of philosophy as the announcement of an unfulfilled promise. In its birth, it adressed the thinking of Being as the core of its purpose, however, as soon as it drew its first steps, it shifts its main concern from the non-concealment and hiddenness of the Being to the forgetting of Being. Hence, from Plato to Nietzsche, metaphysics did not think the Being, and as a consequence, did not think the the difference between Being and entity, or the relation between human and Being. However, the end of metaphysics brings with itself that same promise, because in its ending metaphysics realises itself in its very essence as forgetfullness, thus allowing the forgetfulness of Being. Heidegger sets the environment for this other thinking which, tantalizing and provisional, a radical novelty, presents itself with the unprecedented possibility, since the originary thinkers, of thinking the Being. The history of metaphysics revealed that the Being can not be conceived as an object, for it has always attempted to do so and only had failure as a result. This takes Heidegger to the adapted use of the phenomenological husserlian method, which points to an inquiry where theme and method relate with which other. This occurs through an investigation about the Being, which manifests itself more immediately in the entity we are – Dasein – setting the existential analytics as the foundation to achieve its goal in the question of the Being, the Sense or Truth of the Being. Achieving the horizon in which the Being can offer itself in its originary donation, we unveil a way of be and exist in the world which dispenses any normative determinations, and, hence, the need of an ethics. By observing the reference of be from the Being to the human, whose roots are founded on language itself, we come across a view which defines itself as an originary dwelling, for it is pre-theoretical; poetic dwelling at the house of Being, the language, because it speaks from its initial and creative dimension. This dwelling is not itself an ethics or a metaphysics, it is the ἦθος (ethos), a letting oneself be touched by the Beings appeal in its silent and subtle calling.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília,Instituto de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, 2018.
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