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Título: Para uma dialetologia baniwa-koripako do rio Içana
Autor(es): Gonçalves, Artur Garcia
Orientador(es): Chacon, Thiago Costa
Assunto: Etnografia
Dialetologia
Organização social
Data de publicação: 4-Jun-2018
Referência: GONÇALVES, Artur Garcia. Para uma dialetologia baniwa-koripako do rio Içana. 2018. vii, 120 f., il. Dissertação (Mestrado em Linguística)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.
Resumo: Este trabalho teve como objetivo investigar a variação dialetal da língua conhecida como Baniwa-Koripako, falada no Rio Içana no município de São Gabriel da Cachoeira, Alto Rio Negro. Procuramos ainda determinar se a a variação encontrada se relaciona mais com a região e comunidade de onde vem o falante, ou se remete a aspectos da organização social Baniwa-Koripako. Para tanto, fizemos uma pesquisa etnográfica de modo a entender a organização social e territorial Baniwa. A etnografia serviu de base para nossa pesquisa dialetológica, realizada a partir de questionários com 24 falantes de diferentes grupos sociais e comunidades do rio Içana, onde investigamos aspectos de variação fonética, lexical e dialetologia perceptual. A análise dos dados se deu sob uma perspectiva qualitativa e quantitativa. A qualitativa privilegiou as palavras que tinham maior grau de variação entre os diferentes falantes, e nos serviu de base para perceber as principais isoglossas do rio Içana. A análise quantitativa procurou representar numa única dimensão todos os falantes e variantes em um modelo que representa o grau de similaridade entre os diferentes falares. Concluímos que o Baniwa-Koripako apresenta um padrão de divisão dialetal que se explica mais pela dimensão diatópica do que diastrática, ainda que encontramos algu_mas evidências para aspectos de organização social na determinação de variantes, como fratria e territórios tradicionais. Buscamos uma explicação para esse fenômeno a partir de algumas questões históricas e sociolinguísticas que moldaram a sociedade do rio Içana nas últimas décadas.
Abstract: This work aimed to investigate the dialectal variation of the language known as Baniwa- Koripako, spoken in the Rio Içana in the municipality of São Gabriel da Cachoeira, Upper Rio Negro. We also tried to determine if the variation found relates more to the region and community from which the speaker comes, or refers to aspects of the Baniwa-Koripako social organization. To do so, we did an ethnographic research in order to understand the Baniwa social and territorial organization. Ethnography served as the basis for our dialectological research, based on questionnaires with 24 speakers from different social groups and communities, where we investigated aspects of phonetic and lexical variation, as well as perceptual dialectology. The analysis of the data took place from a qualitative and quantitative perspective. Qualitative analysis privileged words that had the greatest degree of variation among the different speakers, and served as the basis for perceiving the main isoglosses of the Içana River. The quantitative analysis sought to represent in a single dimension all the speakers and variants in a model that represents the degree of similarity between the different speeches. We conclude that Baniwa-Koripako presents a pattern of dialectal division that is explained more by the diatopic than the social dimension, although we find some evidence for aspects of social organization in the determination of variants such as phratry organization and traditional territories. We seek an explanation for this phenomenon from some historical and sociolinguistic questions that have shaped the Içana River society in the last decades.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2018.
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