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Título: A precariedade necessária na escrita de Terra em Transe : os três roteiros de Glauber Rocha
Outros títulos: The necessary precarity of the writing of Entranced Earth : the three scripts of Glauber Rocha
Autor(es): Ramalho, Nayla Mendes
Orientador(es): More, Anna Herron
Assunto: Rocha, Glauber, 1939-1981 - crítica e interpretação
Cinema - roteiro
Cinema Novo
Data de publicação: 26-Jun-2018
Referência: MORE, Anna Herron. A precariedade necessária na escrita de Terra em Transe: os três roteiros de Glauber Rocha. 2018. ix, 101 f., il. Dissertação (Mestrado em Literatura)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.
Resumo: Terra em Transe são os nomes dos três roteiros de cinema que fizeram parte do processo de criação do filme homônimo, de 1967. Tais roteiros são o objeto de estudo deste presente trabalho, que visa contribuir com a história e a teoria do roteiro mundial. Estes roteiros se diferenciam do modelo de roteiros do cinema industrial canônico. Os roteiros e o filme foram criados por Glauber Rocha, cineasta brasileiro que participou do movimento do Cinema Novo no Brasil. Este cineasta pensava criticamente o cinema e, dentre seus textos críticos, escreveu importantes textos-manifestos, como o Estetyka da Fome e A revolução é uma Estetyka que consistem em um esforço de aproximação do cinema a uma ideia de função política necessária ao cinema. Os roteiros e os textos-manifestos formaram a base para o delineamento de conceitos que perpassam todo o trabalho. Tais conceitos são o choque e o transe, que compõem parte da estratégia política de Glauber Rocha para a construção do pensamento; e a precariedade, que faz parte de todos os elementos e etapas de criação dos roteiros. Estes três roteiros foram colocados em um encontro com a filosofia imanente de Baruch Espinosa, com o intuito de pensar o que é a superstição e por que ela pode afetar o corpo de modo a diminuir sua potência. Nos roteiros de Glauber Rocha há um transe que não é supersticioso, mas desalienante. Este transe é aqui interpretado a partir da teoria da montagem de Sergei Eisenstein, cineasta russo, que pensa a montagem para além das imagens: como caminho de pensamento. Mas, tanto em Glauber Rocha quanto em Eisenstein, há uma precariedade que persegue o cinema, um silêncio, um espaço imprevisível, que se abre, como se fosse um questionamento, ao leitor do roteiro. Mas a precariedade está também e de maneira intimamente interligada, com a técnica de todo o processo de criação do cinema de Glauber Rocha, através de recursos escassos para a produção. A precariedade é também pertencente aos corpos que necessitam, com urgência, mostrar sua real potência.
Abstract: Entranced Earth is the name of the three movie scripts that were part of the process of creating the eponymous film of 1967. These scripts are the object of study of this present work, which aims to contribute to the gobal history and theory of the cinematic script. These scripts differ from the canonical model of industrial movie scripts. The screenplays and the film were created by Glauber Rocha, a Brazilian filmmaker who participated in the Cinema Novo movement in Brazil. This filmmaker was a critical thinker of cinema and, among his critical texts, wrote important texts-manifestoes, such as Aesthetics of Hunger and The Revolution is an Aesthetic that consist of an effort to bring cinema closer to an idea of a necessary political function. The scripts and the manifestos formed the basis for the delineation of concepts that run throughout this work. These concepts are shock and trance, which compose part of Glauber Rocha's political strategy for the construction of thought; and precariousness, which is part of all the elements and stages of script creation. These three scripts were brought together with the immanent philosophy of Baruch Spinoza to question the meaning of superstition and why it diminishes the body’s power. In the scripts of Glauber Rocha there is a trance that is not superstitious, but de-alienating. This trance is here interpreted through the theory of Sergei Eisenstein, a Russian filmmaker, who understands the picture montage beyond the images, as a path for thought. In both Glauber Rocha and Eisenstein, there is a precariousness that haunts cinema, a silence, an unpredictable space that opens up, as if it were a question, to the reader of the script. But the precariousness is also closely intertwined with Glauber Rocha’s process of cinematic creation because of the scarcity of resources for production. Precariousness also pertains to bodies that urgently need to show their real and possible power.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teoria Literária e Literaturas, Programa de Pós-Graduação em Literatura, 2018.
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Aparece nas coleções:TEL - Mestrado em Literatura (Dissertações)

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