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Título: Avaliação de cenários de desmatamento para o estado do Pará
Autor(es): Brochado, Maria Luíza Correa
Orientador(es): Carvalho Júnior, Osmar Abílio de
Assunto: Desmatamento - Pará (PA)
Sistemas de informação geográfica
Amazônia
Data de publicação: 15-Mar-2018
Referência: BROCHADO, Maria Luíza Correa. Avaliação de cenários de desmatamento para o estado do Pará. 2017. 48 f., il. Dissertação (Mestrado em Geografia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.
Resumo: A presente pesquisa possui como objetivo modelar o desmatamento no Estado do Pará de modo a capturar as variáveis que permitam descrever esse fenômeno usando o programa DINAMICA EGO. Na modelagem foram utilizadas as camadas: solos, declividade, altitude, rodovias (principais), sede dos municípios (proximidade dos núcleos urbanos), Unidades de Conservação (UC), terras indígenas(TI), pequenas centrais hidrelétricas (PCH), usinas hidrelétricas (UHE) e assentamentos. Também foram utilizados os dados de desmatamento, para o bioma Amazônico proveniente do PRODES no período 2000 –2012. Foram usados ainda dados dos preços das commoditiessoja e carne provenientes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca –SEDAP do estado do Pará. Para os cenários avaliados é esperado que no contexto do cenário 1 (2000 -2004), o estado do Pará tenha desmatado em 2030, 689.160,37 Km². No contexto do cenário 2 (2005 –2009), espera-se que sejam desmatados até 2030, 754.960,88 Km². No contexto do cenário 3 (2010 -2014) até 2030, espera-se que sejam desmatados 741.947,62 Km². Com relação aos remanescentes florestais, observou-se que o cenário 1 em 2030 contará 480.877,7 Km² de floresta. No contexto do cenário 2, espera-se que o estado do Pará possua em 2030, 251.807,7 Km². No contexto do cenário 3 é esperado que em 2030 o estado do Pará conserve 442.979,22 Km² de floresta. Para o cenário 1 obteve-se sucesso na reprodução do padrão espacial para o ano de 2004 mas a área desmatada na fase de validação foi subestimada. Já os cenários 2 e 3 obtiveram êxito tanto na reprodução do padrão espacial quanto no calculo de área. Os resultados mostram que as Unidades de Conservação e Terras Indígenas por si só não serão capazes de conter o avanço do desmatamento que fica mais acentuado em se tratando das Unidades de Conservação de uso sustentável. Ainda as Terras Indígenas também não poderão conter o avanço do desmatamento sendo necessário que políticas mais rigorosas no que concerne ao uso restrito dessas áreas. Analisando o comportamento das variáveis utilizadas na modelagem, é possível perceber que as futuras áreas desmatadas se distribuem espacialmente de maneira semelhante as áreas de maior concentração de cultivo de soja e rebanho de bovinos. Dessa forma, é importante que seja fiscalizado o avanço da atividade agropecuária na região uma vez que o incentivo da expansão da infraestrutura logística favorece o aumento do cultivo de soja exercendo pressões sob as áreas de floresta no estado do Pará.
Abstract: The present research aims to model deforestation in the State of Pará in order to capture the variables that allow to describe this phenomenon using the DYNAMICA EGO program. In the modeling the layers were used: soils, slope, altitude, highways (main), headquarters of the municipalities (proximity to urban centers), Conservation Units (UC), indigenous lands (IT), small hydroelectric plants (HPP) and settlements. Were also used deforestation data for the Amazon biome from PRODES in the period 2000 -2012. Data on soybean and beef commodities prices were also used from the State Secretariat for Agricultural Development and Fisheries (SEDAP) in the state of Pará. For the scenarios evaluated it is expected that in the context of scenario 1 (2000 -2004), the state of Pará deforested in 2030, 689,160.37 km². In the context of scenario 2 (2005 -2009), it is expected to be deforested by 2030, 754,960.88 km². In the context of scenario 3 (2010 -2014) until 2030, it is expected that 741,947.62 km² will be deforested. With respect to forest remnants, it was observed that scenario 1 in 2030 will count 480,877.7 km² of forest. In the context of scenario 2, the state of Pará is expected to have 2030, 251,807.7 km². In the context of scenario 3 it is expected that in 2030 the state of Pará will maintain 442,979.22 square kilometers of forest. For scenario 1, it was successful in reproducing the spatial pattern for the year 2004, but the deforested area in the validation phase was underestimated. Scenarios 2 and 3 were successful both in the spatial pattern reproduction and in the area calculation. The results show that the Conservation Units and Indigenous Lands alone will not be able to contain the progress of deforestation that is more pronounced in the case of Conservation Unitsof sustainable use. Analyzing the behavior of the variables used in the modeling, it is possible to perceive that the future deforested areas are spatially distributed in a similar way to the areas of higher concentration of soybean and cattle herds. Therefore, it is important to monitor the progress of the agricultural activity in the region since the incentive of the expansion of the logistics infrastructure favors the increase of soybean cultivation exerting pressures under the forest areas in the stateof Pará.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Geografia, Programa de Pós-graduação, 2017.
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