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Título: Pra aprender tem que botar sentido : diálogos sobre despossessão, terra e conhecimento com mestres do assentamento Terra Vista – BA
Autor(es): Lima, Mariana Cruz de Almeida
Orientador(es): Carvalho, José Jorge de
Assunto: Reforma agrária
Conhecimento popular
Aprendizado
Saber popular
Recuperação de áreas degradadas
Data de publicação: 2-Mar-2018
Referência: LIMA, Mariana Cruz de Almeida. Pra aprender tem que botar sentido: diálogos sobre despossessão, terra e conhecimento com mestres do assentamento Terra Vista – BA. 2017. xv, 138 f., il. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.
Resumo: Esta pesquisa foi realizada entre 2014 e 2016 junto a camponeses e camponesas do Terra Vista, assentamento de Reforma Agrária localizado em Arataca, Bahia. Esse território foi constituído a partir da luta de trabalhadores despossuídos que sonham em realizar uma relação com a terra em que a fartura seja plena. Hoje são desenvolvidas diversas ações que visam promover a recuperação da Mata Atlântica em confluência com o sistema de cultivo denominado Cacau-Cabruca – em que o cacau é plantado dentro da mata nativa. Além disto, a comunidade busca construir processos educativos enraizados nos saberes-fazeres de seus mestres e “mais velhos”. Neste contexto, o presente trabalho partiu de uma proposta de pesquisa demandada pela comunidade em que me foi solicitado realizar um diálogo com seis anciãos considerados mestres. A partir da escuta a suas narrativas e da convivência com estes, organizei o texto considerando três dimensões do “ser mestre” camponês. Em primeiro lugar, argumento que ser mestre é ser guardião da memória coletiva e, portanto, oferecer um espelho para que os mais jovens possam olhar para dentro de si. Em segundo lugar, afirmo que essas pessoas não apenas narram histórias sobre si e sobre o contexto sócio histórico de que são parte; elas são guardiãs de conhecimentos sobre a natureza e sobre princípios que regem o cultivo agrícola e a vida, propondo e criando meios para vivenciar a fartura. Por fim, os mestres também assumem um papel de – por meio do diálogo – desafiar as pessoas a engajarem-se no e com o mundo de maneira reflexiva, com os outros e enraizada na realidade. Na travessia camponesa, argumento que os mestres são aqueles que sabem escutar os sinais da natureza e aprender com ela; a natureza toma simbolicamente o lugar de mestre. Assim sendo, tornar-se sujeito é, em princípio, reconhecer-se como parte de um caminho andado junto, passa por saber as histórias daqueles que romperam cercas, furaram mundos para que os que hoje pisam essa terra, e ela própria, estejam vivos.
Abstract: This research was conducted between 2014 and 2016 among peasants from Terra Vista, a Land Reform settlement located in Arataca, Bahia. This territory was constituted from the struggle of deposseded workers who dream to build a relationship with the land in which abundance is fully plenty. There are many actions being developed today which aim to promote the recovery of the Atlantic Forest, converging with the cultivation system Cacau-Cabruca, where cocoa is planted within the native forest. Besides that, the community aims to build educational processes rooted in the knowhow of their master and “elderlies”. In this context, the present dissertation arises from a community request. I promoted a dialogue with six elderlies who were considered masters. From listening to their narratives and living with them, I’ve organized the text considering three dimensions of the peasant “being master”. First, I argue that being a master is being a guardian of the collective memory, and, therefore, offering a mirror so the youngsters can look within themselves. Secondly, I affirm that these people not only narrate stories about themselves and about the social historical context they are a part of; they are guardians of knowledges about nature and about principles that guide agriculture and life, proposing and creating ways to live in abundance. Lastly, the masters, through dialogue, also take on a role of challenging people to engage in and with the world in a reflexive manner and rooted in reality. I argue that masters are those who can listen to the signs of nature and learn with it; nature symbolically takes the role of the master. Therefore, becoming a subject is, in principle, recognizing oneself as part of a shared path, and knowing the stories of those who broke fences and pierced worlds for the ones who step on this land today, and for the land itself, to be alive.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Sociais, Departamento de Antropologia, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, 2017.
Licença: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.bce.unb.br, www.ibict.br, http://hercules.vtls.com/cgi-bin/ndltd/chameleon?lng=pt&skin=ndltd sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra disponibilizada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Agência financiadora: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Aparece nas coleções:DAN - Mestrado em Antropologia (Dissertações)

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