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Título: Unidades de Conservação no Cerrado : realidade e prioridades para a proteção da fauna
Autor(es): Souza, Verônica Carolina Amorim
Orientador(es): Aguiar, Ludmilla Moura de Souza
Assunto: Área de proteção ambiental (APA)
Manejo - técnicas
Biodiversidade
Gestão ambiental
Data de publicação: 15-Jan-2018
Referência: SOUZA, Verônica Carolina Amorim. Unidades de Conservação no Cerrado: realidade e prioridades para a proteção da fauna. 2017. 73 f., il. Dissertação (Mestrado em Zoologia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.
Resumo: A biodiversidade enfrenta um processo de perda inigualável com o modelo econômico de desenvolvimento mundial. Na tentativa de frear esse processo, comunidades internacionais promoveram estratégias que visam à conservação de ecossistemas inteiros, as chamadas áreas protegidas. No Brasil, as Unidades de Conservação (UCs) representam uma tipologia delas. Contudo, sabe-se que muitas dessas áreas não estão conseguindo cumprir com efetividade o seu principal objetivo de conservar a biodiversidade. No intuito de avaliar a situação do Cerrado, fiz um levantamento da distribuição das 51 UCs federais entre as regiões norte e sul do bioma, do tamanho atual das UCs, da ocorrência de Planos de Manejo e de como a fauna é abordada nos planos. Amostrei as principais instituições que fazem pesquisa científica e os grupos taxonômicos predominantes nos Planos de Manejo. Além disso, identifiquei nos Planos de Manejo quais os gargalos que podem dificultar a obtenção das metas para conservação da biodiversidade. Por meio do teste Mann-Whitney, comparei a qualidade dos Planos de Manejo entre os grupos de Uso Sustentável e de Proteção Integral (W = 107, p = 0,0088), e entre os grupos de Proteção Integral nas regiões norte e sul (W = 24, p = 0,7309). As proporções de UCs de Proteção Integral na região norte é 43,48% (N = 10) e de Uso Sustentável 56,52% (N = 13). Na região sul as UCs de Proteção Integral representam 42,86% (N = 12) e as de Uso Sustentável 57,14% (N = 16). A região norte possui 3.677.772,56 hectares de áreas de Proteção Integral e 959.304,17 hectares estão na região sul. De 24 Planos de Manejo, apenas em um não houve levantamento de fauna, seis deles pertencem à região norte e 18 à região sul. As principais instituições de pesquisa são universidades públicas e os grupos taxonômicos mais abordados são os vertebrados (70%). Em termos de tamanho de área de proteção e de ações de planejamento há um desequilíbrio entre as duas regiões do Cerrado. A parte sul é mais fragmentada, no entanto apresenta mais Planos de Manejo. A maioria dos planos foi classificada como Satisfatório e não existe diferença na qualidade deles entre a região norte e sul. Entretanto, há diferença de qualidade entre os grupos de manejo de Proteção Integral e de Uso Sustentável. O principal gargalo nos Planos de Manejo está na falta de metas, objetivos claros e na abordagem do planejamento, representados pelos critérios de objetivos da UC, avaliação, planos de ação e monitoração. Os critérios mais bem pontuados são os que descrevem a área. É essencial que haja a gestão efetiva das áreas protegidas a fim de se alcançar os objetivos de conservação para os quais foram criadas. As duas estratégias aliadas (criação de áreas protegidas e gestão efetiva) proporcionam resultados mais efetivos para o alcance desse propósito.
Abstract: Biodiversity faces an unmatched process of loss due to the economic model of global development. In attempt to halt this process, international communities furthered strategies that aim the conservation of entire ecosystems, the so-called protected areas (PAs). However, it is known that many of these areas are failing to effectively fulfill their main objective of conserving biodiversity. In order to evaluate the Cerrado condition, I made a survey of the distribution of 51 federal protected areas between the northern and southern regions of the biome. I also addressed the current size of these protected areas, the occurrence of management plans and how the fauna is addressed in it. I exposed the main institutions that do scientific research and the most prevailing taxonomic groups in the management plans. In addition, I identified the constraints that could hinder the achievement of biodiversity conservation goals. Comparisons were performed by Mann-Whitney test, hence I could assess the quality of management plans between the sustainable use and full protection groups (W = 107, p = 0.0088), and between full protection groups among northern and southern regions (W = 24, p = 0.7309). The proportion of full PAs in northern region is 43.48% (N = 10) and sustainable use PAs is 56.52% (N = 13). In southern region, full PAs represent 42.85% (N = 12) and sustainable use 57.13% (N = 16). The northern region covers 3,677,772.56 hectares of protected areas and 959,304.17 hectares are in the southern region. Only one between 24 management plans do not addressed fauna in its content, six of them belong to northern region and 18 to the southern. The main research institutions represent public universities and the most prevailing taxonomic groups are vertebrates (70%). In terms of size and planning actions there is an imbalance between the two regions of Cerrado. The southern region is more fragmented, but there are more management plans. Most of the management plans was classified as Satisfactory and there is no difference in quality between northern and southern regions. However, there is a difference in quality between groups of full PAs and sustainable use PAs. The main constraint in management plans is the lack of goals, clear objectives and the planning approach, represented by the criteria of PAs aim, evaluation, action plans and monitoring. The best-rated criteria are those that describe the area. Effective management of protected areas is essential in order to achieve the conservation objectives for which they were created. Both strategies allied (creation of protected areas and effective management) provide more significant results to achieve this purpose.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Zoologia, 2017.
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