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Title: Controle da antracnose (Colletotrichum gloeosporioides) pós-colheita do maracujá-amarelo (Passiflora edulis f. flavicarpa) por aplicações de fosfitos, água quente e 1-metilciclopropeno
Authors: Dutra, Jaqueline Barbosa
Orientador(es):: Blum, Luiz Eduardo Bassay
Assunto:: Antracnose
Fungos na agricultura
Fitopatologia
Issue Date: Dec-2008
Citation: DUTRA, Jaqueline Barbosa. Controle da antracnose (Colletotrichum gloeosporioides) pós-colheita do maracujá-amarelo (Passiflora edulis f. flavicarpa) por aplicações de fosfitos, água quente e 1-metilciclopropeno. 2008. 151 f., il. Dissertação (Mestrado em Fitopatologia)- Universidade de Brasília, Brasília, 2008.
Abstract: Atualmente, o Brasil é o maior produtor mundial de maracujá-amarelo (Passiflora edulis Sims f. flavicarpa Deg.). As podridões pós-colheita, principalmente a antracnose [Colletotrichum gloeosporioides (Penz.) Sacc.], têm causado grandes perdas na produção desta cultura. Na maioria das vezes o controle dessa doença é realizado com fungicidas. Visando a redução do uso de agroquímicos no controle da antracnose em maracujazeiro, objetivou-se neste estudo avaliar o efeito da aplicação de fosfitos, hidrotermia e 1-metilciclopropeno (1-MCP), além da combinação destes métodos sobre a doença e qualidade dos frutos (perda de massa fresca, pH, sólidos solúveis totais e acidez titulável). O patógeno foi isolado de frutos com sintomas típicos de antracnose oriundos da Ceasa-DF, de onde também foram obtidos os frutos para a realização dos experimentos. Antes da aplicação dos tratamentos, em todos os experimentos, os frutos (estágio de 0% de desidratação e com a casca totalmente amarela) foram descontaminados em álcool 10% / 1 min, hipoclorito de sódio 10% / 2 min e água destilada esterilizada / 1 minuto. Os frutos foram marcados em quatro pontos eqüidistantes na região mediana e no centro de cada marcação realizou-se um ferimento (2mm). Posteriormente, os frutos foram inoculados (50μl de suspensão 106 conídios/ml) e mantidos em câmara úmida (incubador com iluminação diária de 12h; 25ºC / 72h). Em seguida, os tratamentos foram aplicados e os frutos mantidos em incubador (iluminação diária de 12h; 25ºC) durante cinco dias, avaliando-se diariamente o diâmetro das lesões. Ao final das avaliações, realizou-se análise físico-química dos frutos. Nos experimentos realizados com fosfitos utilizou-se inicialmente dez fosfitos nas doses recomendadas pelos fabricantes Fosfito Cu (25% P2O5 + 5% Cu – ‘Fitofós Cu’) - 2,5mL/L; Fosfito Zn (40% P2O5 + 10% Zn – ‘Phytogard Zn’) - 2,5mL/L; Fosfito K1 (40% P2O5 + 20% K2O – ‘Phytogard K’) 2,50mL/L; Fosfito Mg1 (30% P2O5 + 4% Mg – ‘Phytogard Mg’) 3,0mL/L; Fosfito Ca1 (30% P2O5 + 7% Ca – ‘Phytogard Ca’) - 3,0mL/L; Fosfito Ca2 (10% P2O5 + 6% Ca – ‘Fitofós Ca’) - 4,0mL/L; Fosfito K2 (40% P2O5 + 20% K2O – ‘Fitofós K Plus’) 1,50mL/L; Fosfito Mg2 (40% P2O5 + 6% Mg – ‘Fitofós Mg’) - 1,5mL/L, Fosfito K3 (20% P2O5 + 20% K2O – ‘Nutex Premium 00-20- 20’) – 1,75mL/L; Fosfito K4 (30% P2O5 + 20% K2O – ‘Nutex Preminum 00-30-20’) – 1,75mL/L] e Carbendazim (‘Derosal’ - 1,0mL/L) imergindo-se os frutos em soluções com estes produtos (20 min). Frutos utilizados como testemunha receberam água destilada esterilizada por igual período. Quatro fosfitos [Mg2 (40% P2O5 + 6% Mg – ‘Fitofós Mg’), Zn (40% P2O5 + 10% Zn – ‘Phytogard Zn’), Ca1 (30% P2O5 + 7% Ca – ‘Phytogard Ca’) e K1 (40% P2O5 + 20% K2O – ‘Phytogard K’)] foram utilizados em experimentos em frutos combinados com CaCl2 (2%) e em experimentos in vitro em diferentes doses (25, 50, 100 e 200%) do recomendado pelo fabricante (1,5, 2,5, 3,0 e 2,5mL/L, respectivamente). Finalizando os experimentos com fosfitos, dois dos mais comumente utilizados [fosfito de K (K2 - 40% P2O5 + 20% K2O – ‘Fitofós K Plus’) e Ca (Ca1 - 30% P2O5 + 7% Ca – ‘Phytogard Ca’] foram testados em frutos, em quatro doses diferentes (25, 50, 100 e 200%) do recomendado pelo fabricante (1,5 e 3,0mL/L, respectivamente). Nos experimentos com 1-MCP foram utilizadas diferentes doses (0, 50, 100, 200 e 300 nL/L) do gás por dois períodos de exposição (12 e 24h). Com tratamento hidrotérmico foram realizados experimentos variando-se a temperatura (43, 45, 47, 49, 51 e 53ºC por 5 min) e o tempo de exposição dos frutos (2, 3, 4, 5 e 6 min a 47ºC). Os resultados obtidos foram os seguintes: nos experimentos realizados com dez fosfitos diferentes em frutos, três deles reduziram a severidade da doença [Fosfito K1 (40% P2O5 + 20% K2O – ‘Phytogard K’), Fosfito K2 (40% P2O5 + 20% K2O – ‘Fitofós K Plus’) e Fosfito Zn (40% P2O5 + 10% Zn – ‘Phytogard Zn’)] . In vitro, todos os fosfitos em todas as doses testadas foram eficientes na redução do crescimento micelial e da produção de conídios de C. gloeosporioides, embora em frutos, associados ao CaCl2, os tratamentos com esses mesmos fosfitos não tenham sido estatisticamente diferentes da testemunha e do tratamento com fungicida no 1º experimento. No 2º experimento, os fosfitos Ca1 (30% P2O5 + 7% Ca – ‘Phytogard Ca’) e K1 (40% P2O5 + 20% K2O – ‘Phytogard K’), em associação ao CaCl2, foram eficientes na redução da severidade da doença. O 1-MCP, nas doses e tempos de exposições testadas, não reduziu a antracnose em frutos de maracujazeiro. Nos experimentos com tratamento hidrotérmico, os melhores resultados foram alcançados pelos tratamentos com temperatura de 47 e 49ºC e com tempo de exposição dos frutos de 4 e 5 min. Em função desses resultados, os experimentos combinados foram realizados aplicando-se inicialmente o tratamento hidrotérmico (47 e 49ºC/ 4 e 5 min) e em seguida imergindose os frutos por 20 min em soluções com os fosfitos K2 (FK2) e Zn (FZn). No primeiro experimento, as combinações FK2 ou FZn/47ºC/5min e FZn/47º/4min reduziram significativamente a severidade da doença em relação à testemunha e ao tratamento com o fungicida. No segundo experimento, as combinações FK2/47ºC/4 ou 5 min, FZn/47ºC/4 ou 5 min e FZn/49ºC/5min reduziram significativamente a severidade da doença em relação à testemunha e ao tratamento com o fungicida, sendo essa redução mais acentuada nas combinações FZn/47ºC/4 ou 5 min. Nenhum dos tratamentos aplicados alterou significativamente as propriedades físico-químicas analisadas. _____________________________________________________________________________________ ABSTRACT
Currently, Brazil is the world's largest producer of passion fruit (Passiflora edulis Sims f. flavicarpa Deg.). The postharvest rots, mainly anthracnose [Colletotrichum gloeosporioides (Penz.) Sacc.] cause losses of this culture. In most cases the control of the disease is accomplished through the use of fungicides, therefore is important to reduce the use of chemicals in the control of anthracnose in passion fruits by alternative methods. The objective of this study was to evaluate the effect of the application of phosphites, hot water treatment and 1-methylcyclopropene (1-MCP), and combinations of these methods on the disease intensity and on fruit quality (% of mass loss, pH, soluble solids and titratable acidity). The pathogen was isolated from a fruit with typical symptoms of anthracnose collected at CEASA-DF, where the fruits were also obtained to carry out the experiments. Before the implementation of treatments in all experiments, the fruit (stage of 0% of dehydration and the rind completely yellow) were decontaminated in 10% alcohol / 1 min, 10% sodium hypochlorite / 2 min and sterile distilled water / 1 min. The fruits were marked on four equidistant points in the median region and in the center of each mark an injury was made (2mm). Then, the fruits were inoculated (50μl of suspension 106 conidia / ml) and placed in humid chamber (incubators with lighting daily of 12h; 25ºC / 72h). The treatments were applied and the fruit stored in incubator (lighting daily of 12h; 25ºC) for five days, evaluating every day the diameter of lesions. At the end of the evaluations, it was carried out a chemical and physical analysis of the fruits. In experiments performed with phosphites was used initially ten phosphites at doses recommended by the manufacturers [Phosphite Cu (25% P2O5 + 5% Cu – ‘Fitofós Cu’) - 2,5mL/L; Phosphite Zn (40% P2O5 + 10% Zn – ‘Phytogard Zn’) - 2,5mL/L; Phosphite K1 (40% P2O5 + 20% K2O – ‘Phytogard K’) 2,5mL/L; Phosphite Mg1 (30% P2O5 + 4% Mg – ‘Phytogard Mg’) 3,0mL/L; Phosphite Ca1 (30% P2O5 + 7% Ca – ‘Phytogard Ca’) - 3,0mL/L; Phosphite Ca2 (10% P2O5 + 6% Ca – ‘Fitofós Ca’) - 4,0mL/L; Phosphite K2 (40% P2O5 + 20% K2O – ‘Fitofós K Plus’) 1,5mL/L; Phosphite Mg2 (40% P2O5 + 6% Mg – ‘Fitofós Mg’) - 1,5mL/L, Phosphite K3 (20% P2O5 + 20% K2O – ‘Nutex Premium 00-20-20’) – 1,75mL/L; Phosphite K4 (30% P2O5 + 20% K2O – ‘Nutex Preminum 00-30-20’) – 1,75mL/L] and Carbendazim (‘Derosal’ - 1,0mL/L), immersing the fruits in solutions with these products (20 minutes). Fruit used as control received sterile distilled water for an equal period. Four phosphites [Mg2 (40% P2O5 + 6% Mg – ‘Fitofós Mg’), Zn (40% P2O5 + 10% Zn – ‘Phytogard Zn’), Ca1 (30% P2O5 + 7% Ca – ‘Phytogard Ca’) e K1 (40% P2O5 + 20% K2O – ‘Phytogard K’)]were used in experiments in fruit combined with CaCl2 (2%) and in experiments in vitro at different doses (25, 50, 100 and 200%) of recommended by the manufacturer (1,5, 2,5, 3,0 e 2,5mL/L, respectively) . Finally the experiments with phosphites, two of the most commonly used (phosphite of K (K2 - 40% P2O5 + 20% K2O – ‘Fitofós K Plus’) and Ca (Ca1 - 30% P2O5 + 7% Ca – ‘Phytogard Ca’) were tested on fruits, in four different doses (25, 50, 100 and 200%) of recommended by the manufacturer (1,5 e 3,0mL/L, respectively). In experiments with 1-MCP was used different doses (0, 50, 100, 200 and 300nL/L) of the gas through two periods of exposure (12 and 24h). With hydrothermal treatment experiments were carried out to varying temperature (43, 45, 47, 49, 51 and 53ºC for 5 min) and time of exposure of fruits (2, 3, 4, 5 and 6 min at 47ºC).The results obtained were as follows: in experiments conducted with 10 different phosphites in fruits, three of them reduced the severity of the disease [Phosphite K1 (40% P2O5 + 20% K2O – ‘Phytogard K’), Phosphite K2 (40% P2O5 + 20% K2O – ‘Fitofós K Plus’) e Phosphite Zn (40% P2O5 + 10% Zn – ‘Phytogard Zn’)]. In vitro, all phosphites at all doses tested were effective in reducing the mycelial growth and production of conidia of C.gloeosporioides, although in fruits, associated with CaCl2, the treatments with those phosphites were not statistically different from control and treatment with fungicide in the first experiment. In the second experiment, the phosphites Ca1 (30% P2O5 + 7% Ca – ‘Phytogard Ca’) e K1 (40% P2O5 + 20% K2O – ‘Phytogard K’), in combination with CaCl2, were effective in reducing the severity of the disease. The 1-MCP, in the doses and times of exhibitions tested, did not reduce anthracnose in the fruits of passion. In experiments with hydrothermal treatment, the best results were achieved by treatments with temperatures of 47 and 49ºC and with time the exposure of fruits of 4 and 5 minutes. Due to these results, the combined experiments were performed applying initially the hydrothermal treatment (47 and 49ºC / 4 and 5 min) and then immersing the fruits for 20 min in solutions with the phosphites K2 (FK2) and Zn (FZn). In the first experiment, the combinations FK2 or FZn/47ºC/5min and FZn/47ºC/4min reduced significantly the severity of the disease compared to the control and the treatment with a fungicide. In the second experiment, the combinations FK2/47ºC/4 or 5 minutes, FZn/47ºC/4 or 5 min and FZn/49ºC/5min reduced significantly the severity of the disease compared to the control and treatment with a fungicide, and this reduction was more accentuated in the combinations FZn/47ºC/4 or 5 minutes. None of the treatments changed significantly the fruit physical and chemical properties analyzed.
Description: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Biológicas, Departamento de Fitopatologia, 2008.
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