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Título: O processo de término de namoros violentos e transição para novas relações
Autor(es): Parada, Priscila de Oliveira
Orientador(es): Murta, Sheila Giardini
Assunto: Violência conjugal
Relações humanas
Transicionalidade
Violência familiar
Data de publicação: 24-Nov-2017
Referência: PARADA, Priscila de Oliveira. O processo de término de namoros violentos e transição para novas relações. 2017. ii, 155 f., il. Dissertação (Mestrado em Psicologia Clínica e Cultura)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.
Resumo: A violência nos relacionamentos é um fenômeno de alta prevalência e com impactos individuais e sociais severos, tangenciando os campos da saúde, assistência, segurança pública, trabalho e educação. Essa dissertação contou com três estudos. O primeiro teve como objetivo analisar os avanços, limitações e lacunas nas pesquisas acerca do abandono de relacionamentos violentos e suas implicações. Realizaram-se buscas em inglês, espanhol, francês e português. Os resultados apontaram que, para os estudos quantitativos, nível de investimento, comprometimento, normas subjetivas, atribuir ao agressor a responsabilidade pela agressão, sentimento de raiva e barreiras e facilitadores estruturais mostraram correlação com o avanço rumo ao término. Para os estudos qualitativos, observaram-se a proposta de novos modelos de compreensão, o foco nas estratégias para o abandono da relação e a consideração do período pós separação nas análises. O segundo estudo teve como objetivo compreender, a luz do Modelo Transteórico de Mudanças, os processos de término de namoros violentos, analisando a maneira como as pessoas vivenciam cada estágio de mudança, quais as estratégias adotadas como processos de mudança e quais as características do contexto e da relação que atuam como barreiras ou facilitadores do avanço entre eles. Realizou-se entrevista com técnica narrativa com sete participantes que haviam terminado namoros violentos. Utilizou-se análise temática dos dados. A pré-contemplação foi caracterizado pela presença de sofrimento difuso e de percepções em algum grau sobre a violência, porém não validadas pela própria pessoa. A contemplação, pela validação dessas percepções e atribuição do sofrimento à violência. A preparação envolveu teste de soluções na própria relação e a preparação para o término. A ação consistiu no término e a manutenção na prevenção de retomadas. As características contextuais favorecedoras envolveram suporte social adequado e ampliação de modelos e experiências. As barreiras contextuais foram isolamento social ou suporte inadequado. Os favorecedores do avanço no processo de término na relação foram a ocorrência de episódio mais severo ou explícito de violência, a falta de mudança do parceiro e a diminuição dos aspectos positivos da relação. As barreiras foram o parceiro suscitar culpa e a ponderação dos aspectos positivos. Os facilitadores pessoais basearam-se na diversidade de estratégias adotadas ativamente para alcançar o término. As barreiras pessoais foram as limitações desenvolvimentais da adolescência e a dificuldade em lidar com sentimentos. O terceiro estudo teve o objetivo de compreender as características da transição para novos relacionamentos que favoreceram a entrada em relações saudáveis após o término de namoro violento. Realizaram-se estudos de caso a partir dos dados da entrevista narrativa e da aplicação da escala Experiences in Close Relationships com duas participantes: uma que havia transitado para relação saudável e outra que entrou em novo namoro violento. Ampliação de modelos, experiências, relações e ideias, maior acesso a informações e clara identificação da violência na primeira relação não foram suficientes para evitar o envolvimento em novo namoro violento. Desenvolver a capacidade de acessar e validar os próprios sentimentos e vontades mostrou-se favorecedor do desfecho de entrada em relação saudável, tendo se expressado através de maior habilidade de assertividade. Mudanças no apego no sentido de aproximação do apego seguro acompanharam esse desfecho. As conclusões apontam para potencial nas estratégias interventivas baseadas na restauração do apego e no desenvolvimento das habilidades de acessar e validar sentimentos e desejos. O investimento nas intervenções com pares com foco na oferta de suporte adequado e na promoção de vínculos comunitários seguros também se mostrou promissor.
Abstract: Intimate partner violence is a high prevalent phenomenon with relevant individual and social impacts on health, social assistance, security, labor and education. This work includes three studies. The first one had the goal to analyze advances limitations and gaps in research field about leaving violent relationships and its implications. Articles were browsed with entrances in English, Spanish, French and Portuguese. Beyond quantitative studies, investment level, commitment, subjective norms, responsibility attribution, anger and structural barriers and facilitators showed relation with the ending process. For qualitative studies, the proposal of new models of comprehension, the focus on strategies that make leaving process possible and the consideration of post separation period on the analysis was identified. The second study had the goal to comprehend the process of leaving dating relationships based on Transtheoretical Model of Change, analyzing how people leave each stage of change, which strategies were used as processes of changes and which characteristics of the context and the relationship acted as barriers or facilitators on the advance. Narrative interviews were conducted with seven participants who had left violent dating. Thematic analysis of data was made. Pre-contemplation was characterized by the presence of diffuse suffering and fleeting perceptions about violence, which though were not validated by the person. Contemplation was characterized by validation of those perceptions and the attribution of the suffering to the violence. Preparation evolved testing solutions to try changes inside the relationship and preparing to break up when the partner didn’t respond well to the attempts. Action consisted on leaving the relationship and maintenance evolved preventing relapse. Favoring characteristics of the context were suitable social support and extending models. The main contextual barrier was social isolation or inappropriate support. In the relationship dimension, the occurrence of more severe or explicit episodes of violence and the lack of change on partner’s behavior despite of the trials favored the advance on change process. Barriers in the relationship were the partner arousing guilty and the consideration of the positive aspects. Personal facilitators were adopting diversified strategies. Personal barriers were developmental constraints of adolescence and difficulty in dealing with feelings. The third study had the goal to comprehend the characteristics of transition to new relationships that favor the entrance in healthy relationships after leaving a violent one. Case studies were conducted using data from the narrative interview combined with Experiences in Close Relationships scale application with two participants: one that had moved to a healthy relationship and another who had moved to a new violent one. Enlargement of models, experiences, relations and ideas, more access to information and clear identification of violence in first relationships were not enough to avoid evolvement in a new violent dating. Development of the capacity of accessing one’s own feelings and wishes showed to be favoring of the outcome of moving to a healthy relationship and was expressed through higher assertiveness abilities. Changes in attachment consisting in approaching secure attachment were related to this outcome. Conclusions point to potential on strategies based on restoring the attachment and on developing the abilities to access and validate feelings and wishes. The investment on interventions with peers focused on the offer of adequate support and on the promotion of secure peer and community relationships also showed promising.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica e Cultura, 2017.
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Aparece nas coleções:PCL - Mestrado em Psicologia Clínica e Cultura (Dissertações)

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