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Título: Fatores psicossocias relacionados à manutenção da abstinência alcoólica no pós-transplante hepático
Outros títulos: Psychosocial factors related to maintenance of alcohol abstinence after hepatic transplantation
Autor(es): Rocha, Heidmilene Gonçalves
Orientador(es): Seidl, Eliane Maria Fleury
Assunto: Transplante de órgãos, tecidos, etc.
Alcoolismo - aspectos sociais
Psicologia da saúde
Fígado - doenças
Doença Hepática Alcoólica (DHA)
Data de publicação: 3-Nov-2017
Referência: ROCHA, Heidmilene Gonçalves. Fatores psicossocias relacionados à manutenção da abstinência alcoólica no pós-transplante hepático. 2017. xviii, 117 f., il. Dissertação (Mestrado em Psicologia Clínica e Cultura)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.
Resumo: O Transplante Hepático (TH) é uma terapêutica que visa substituir parcial ou totalmente o fígado de um doador para um receptor, decorrente de sequelas graves a esse órgão. Dentre as várias indicações para esse tratamento no Brasil, a Doença Hepática Alcoólica (DHA) é a segunda maior, ocasionada pelo uso abusivo e prolongado do álcool. A recaída é uma questão complexa, multifatorial e diz respeito à singularidade de cada pessoa. A avaliação pré- transplante deve seguir diretrizes seguras e contemplar a compreensão global do paciente. O presente estudo teve como objetivo geral identificar fatores protetivos e de risco relacionados à recaída e a não recaída alcoólica no pós-transplante, em pessoas com DHA submetidas a transplantes de fígado, e as variáveis psicológicas associadas às duas condições. O estudo transversal e descritivo, com amostra por conveniência, foi realizado com quinze adultos transplantados de fígado, com média de idade igual a 52,2 anos, 14 do sexo masculino, a maioria casada, com filhos, representando 22% do total de transplantados com DHA de um centro transplantador de Brasília. O método incluiu duas etapas: (a) análise de prontuários, quando foram coletados dados referentes aos pacientes já transplantados com até seis anos de cirurgia prévia, dividindo os participantes triados em dois grupos: recaída (GR) e não recaída (GNR); (b) aplicação de entrevista semiestruturada, da Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS) e do Inventário de Habilidades de Enfrentamento Antecipatório para Abstinência de Álcool e Outras Drogas (IDHEA-AD), para ambos os grupos. A análise mista, qualitativa e quantitativa, identificou dez participantes no GNR e cinco no GR. Em média, a amostra tinha diagnóstico de cirrose hepática alcoólica há cerca de seis anos, com 28,8 anos de uso de fermentados e destilados, com mais de dez doses por dia, em associação com outras substâncias psicoativas e abstinência alcoólica pré-TH de 3,7 anos. Não houve diferença significativa entre o GR e o GNR nos escores médios de ansiedade, depressão e dos fatores da IDHEA-AD; no entanto, o GR teve média mais baixa na habilidade em assertividade para recusar bebidas e alta em sintomas de ansiedade. De modo geral, ambos os grupos tinham percepções concordantes sobre o uso do álcool antes e após o transplante, com motivações internas para se manterem abstêmios (opinião sobre a bebida e manutenção da saúde) e externas (indicação médica e influência familiar). A família foi descrita como fator de risco (problemas familiares) e de proteção (influência familiar) para a manutenção da abstinência alcoólica pós-transplante. As razões relatadas pelo GR para retomar o uso de álcool foram problemas familiares, a incapacidade laboral, a sensação de bem-estar póstransplante e a influência de terceiros sobre o uso da Substância Psicoativa (SPA). Os participantes referiram satisfação com o tratamento pós-TH e a importância do profissional psicólogo para auxiliar no enfrentamento das questões referentes ao etilismo, ao adoecimento e à recuperação da saúde. O estudo pode aludir ao fato de que homens, com histórico de dependência do álcool, com problemas familiares, baixa habilidade para recusa do álcool, com problemas em relação a atividade laboral pós-operatória e associação de transtornos psiquiátricos em especial ansiedade e depressão tem maiores chances de recaída no uso de álcool após o transplante. O trabalho com essa população deve ser preventivo, contínuo e multiprofissional, com intervenções psicológicas e da equipe baseadas em evidências, especializadas e efetivas nas fases pré e pós-transplante.
Abstract: Severe sequelae to the liver might be treated by Liver Transplantation (LT), which aims to partially or totally replace it from a donor to a recipient. Alcoholic Liver Disease (ALD) resulting from the chronic alcohol abuse is the second most common indication for this treatment in Brazil. Relapse is a complex, multifactorial and subjective phenomenon. The pre-transplant evaluation should follow safe guidelines and comprehend a global understanding of the patient. The present study aimed to identify protective and risk factors, as well as psychological variables, related to alcohol relapse and non-relapse in people with ALD after liver transplant. This cross-sectional and descriptive study used convenience sample and was performed with fifteen adults, 14 males and 1 female, which have undergone liver transplant, mean age of 52.2 years, mostly married and have children, representing 22% of the total of transplanted patients with ADL in a hepatic transplant center in Brasília. The method included two steps: (a) chart analysis of the transplanted patients who had up to six years from previous surgery, dividing the participants into two groups relapse (GR) and non-relapse (GNR); (b) the use of a semistructured interview for both groups: the Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS) and the Inventory of Anticipatory Coping Abstinence Abilities for Alcohol and Other Drugs (IDHEA-AD). The mixed qualitative and quantitative analysis identified ten participants in the GNR and five in the GR. On average, the sample had been diagnosed of alcoholic liver cirrhosis for about six years, with 28.8 years of use of daily fermented and distilled beverages, with more than ten doses per day, in association with other psychoactive substances and alcoholic pre-LT 3.7 years. There was no significant difference between GR and GNR in the mean anxiety, depression and IDHEA-AD scores; however, GR had the lowest mean in the ability to assertiveness to refuse drinks and high in anxiety symptoms. In general, both groups had concurrent perceptions about pre-transplant alcohol use, and internal motivation to maintain abstemiousness (drink opinion, health maintenance) and external motivations (medical indication and family influence). Family was described as a risk factor (family conflicts) and protective factor (good support and functional family dynamics) for the maintenance of posttransplant alcohol withdrawal. The reasons reported by GR to resume alcohol use were family problems, work incapacity, post-transplant well-being and the influence of third parties on the use of Psychoactive substance (PAS). Participants reported satisfaction with post LT treatment and the importance of the professional psychologist to help address issues related to alcoholism, illness, and health recovery. The study may refer to the fact that men with a history of alcohol dependence, family problems, low ability to refuse alcohol, problems with postoperative work activity, and association with psychiatric disorders, especially anxiety and depression, have higher chances of relapse to alcohol use after transplantation. Working with this population require not only preventive, continuous and multiprofessional actions, but also psychological and staff interventions based on evidences and effective and specialized in pre and post-transplantation.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica e Cultura, 2017.
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Aparece nas coleções:PCL - Mestrado em Psicologia Clínica e Cultura (Dissertações)

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