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Título: Saúde ocupacional em Oncologia : um estudo sobre estresse, enfrentamento e resiliência
Autor(es): Brocch, Paola Maria Leon Peres
Orientador(es): Araujo, Tereza Cristina Cavalcanti Ferreira de
Assunto: Saúde e trabalho
Estresse
Resiliência
Oncologia
Médico - aspectos psicológicos
Data de publicação: 25-Out-2017
Referência: BROCCHI, Paola Maria Leon Peres. Saúde ocupacional em Oncologia: um estudo sobre estresse, enfrentamento e resiliência. 2017. xii, 151 f., il. Dissertação (Mestrado em Psicologia Clínica e Cultura)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.
Resumo: Alguns estudos em saúde têm demonstrado interesse em compreender a realidade dos trabalhadores e suas adversidades no exercício diário em serviços de alta complexidade. Em Oncologia, numerosos são os estressores com repercussões nocivas para a equipe de saúde: gravidade clínica e morte dos pacientes; dificuldades de relacionamento dos trabalhadores com familiares de pacientes; sobrecarga de trabalho; e conflitos institucionais. Neste contexto, realizou-se uma investigação com o objetivo geral de avaliar estresse, enfrentamento e resiliência entre médicos, enfermeiros e técnicos que atuam em Oncologia. Participaram da Primeira Etapa, 65 profissionais. Para coleta de dados, realizou-se um survey online composto por: Questionário Sociodemográfico e Ocupacional; Job Stress Scale - versão resumida; Inventário de Estratégias de Coping; e Escala de Resiliência, de Wagnild e Young. As informações obtidas foram submetidas à análise estatística descritiva e inferencial. Em uma Segunda Etapa, desenvolveu-se um grupo focal online com seis participantes da etapa precedente, sendo quatro enfermeiros e dois técnicos. Os relatos obtidos foram submetidos à análise de conteúdo temática. A caracterização sociodemográfica indicou que a maioria foi do sexo feminino, procedente do Distrito Federal, tem entre 20 e 50 anos, e vive com um parceiro. A estatística descritiva demonstrou sobrecarga de trabalho, o que foi atestado pela explanação do grupo focal. Mais de um terço presta quatro plantões por mês e mais da metade comunica-se com os pacientes fora do expediente. Por meio da Job Stress Scale apurou-se que 50% dos trabalhadores têm risco de experenciar estresse por situação laboral passiva e de alto desgaste. Analisando-se as categorias profissionais, ficou evidente que de enfermeiros e técnicos têm baixo controle dos processos de trabalho e constatou-se percepção de baixo apoio social, o que sugere risco de adoecimento. Estes dados foram confirmados pela narração do grupo focal. As estratégias de enfrentamento mais mencionadas pelas três categorias profissionais foram: resolução de problema, reavaliação positiva e suporte social. A estratégia resolução de problema, não foi destacada nas narrativas. A maioria dos respondentes mostrou escores satisfatórios de resiliência, também verificado na discussão grupal. Contudo, 16,12% manifestaram níveis reduzidos, o que implica em alerta para a saúde ocupacional, tendo em vista o atual contexto de mudanças nas relações de trabalho. Apoio social correlacionou-se negativamente com demanda psicológica e positivamente com resiliência, confirmando seu papel como moderador das exigências laborais e fator proteção no trabalho. Apoio social teve relação positiva e evitação, negativa, com controle. Constatou-se diferença estatisticamente significativa em relação ao controle do processo de trabalho entre médicos e técnicos de saúde. Foi possível identificar que a estratégia fuga-esquiva apresentou correlação negativa com a resiliência. A estratégia de resolução de problema teve correlação positiva com a resiliência. A exposição contínua à morte e à dor foram destacadas como fontes de estresse na narração do grupo focal. A organização e a equipe foram indicadas como importantes para saúde ocupacional. O enfrentamento religioso/espiritual e o lazer foram valorizados pelo grupo. Recomendam-se mais estudos sobre a temática, no intuito de subsidiar programas institucionais destinados à promoção da saúde ocupacional e, consequentemente, da qualidade assistencia
Abstract: Some health studies have shown interest in understanding the adversities of workers of high complexity services in daily exercise. The performance in Oncology implies innumerable stressors with harmful repercussions to the health team, such as: patient’s clinical severity and death; relationship difficulties between workers and patient’s relatives; work-overload; and institutional conflicts. The present study aimed to evaluate stress, coping and resilience among Oncology physicians, nurses and technicians. 65 professionals participated in the first stage. For data collection, an online survey was prepared composed by: Sociodemographic and Occupational Questionnaire; Job Stress Scale - short version; Coping Strategies’ Inventory; and Resilience Scale by Wagnild and Young. The data were submitted to statistical and inferential analysis. In the second stage, an online focus group was developed with six participants from the previous stage, four nurses and two technicians. The reports were submitted to the thematic content analysis. The sociodemographic characterization indicated that the majority was female, coming from the Federal District, between 20 and 50 years old, and living with a partner. The descriptive statistics showed overwork, which was attested by the reports of the focus group. More than one-third was on duty four times a month and more than half communicate with patients out of work. Through the Job Stress Scale, it was found that 50% of workers are at risk of experiencing stress due to passive job and high job strain situations. Analyzing the professional categories, it was evident that nurses and technicians have low control of the work processes and have perceived low social support, which suggests risk of becoming ill. These data were confirmed by the focus group. The most mentioned coping strategies by the three professional categories were: 'Problem Solving', 'Positive Reappraisal' and 'Social Support'. The 'Problem Solving' strategy was not identified in the narratives. Most respondents showed satisfactory resilience scores, which was found in the group discussion. However, 16.12% showed reduced levels, which implies an alert to occupational health, given the current work environment changes. Social support correlated negatively to psychological demand and positively to resilience, confirming its role as labor demands’ moderator and work’s protection factor. Social support had positive correlation and avoidance had negative correlation with control. A statistically significant difference was observed regarding work process control between physicians and health technicians. It was possible to identify that escape-avoidance strategy presented a negative correlation with resilience. Problem solving strategy had a positive correlation with resilience. Continuous exposure to death and pain were highlighted as sources of stress by the focal group. Organization and teamwork were indicated as important for occupational health. Religious/spiritual coping and leisure were valued by the group. Further studies on the subject are recommended to subsidize institutional programs for the promotion of occupational health and, consequently, of the quality of care.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica e Cultura, 2017.
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Aparece nas coleções:PCL - Mestrado em Psicologia Clínica e Cultura (Dissertações)

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