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Título: A cultura brasileira do feio : por uma noção de beleza ampliada
Outros títulos: The brazilian culture of the ugly : by a notion of magnified beauty
Autor(es): Silva, Verônica Guimarães Brandão da
Orientador(es): Silva, Gustavo de Castro e
Assunto: Imagem corporal
Estética corporal
Imaginário coletivo
Cultura - Brasil
Cultura brasileira
Data de publicação: 5-Out-2017
Referência: SILVA, Verônica Guimarães Brandão da. A cultura brasileira do feio: por uma noção de beleza ampliada. 2017. 233 f., il. Tese (Doutorado em Comunicação)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017..
Resumo: Nesta tese, elaboramos uma cultura brasileira do feio como uma noção de beleza ampliada através de um recuo histórico, desde antes do descobrimento do Brasil, em 1500, até o século XXI. O feio adquire espaço em nossa atual cultura, na qual a comunicação passa a jogar com o entendimento e a sensibilidade da imagem corpórea. O corpo, tema transversal em nossa tese, é o suporte físico que mais representa a estética mundial e nacional. A tese apoia-se em um conjunto teórico-metodológico diverso, multifacetado, interdisciplinar e, sobretudo, complementar, de modo a investigar a subjetividade do feio na cultura brasileira e refletir sobre a estética e o imaginário em nossas atitudes cotidianas, nossas representações socioculturais e os afetos que regem nosso modo de ser brasileiro/brasileira. O brasileiro usa o corpo como forma de embate, deboche, humor e resistência. Somos sujeitos de feiura e objeto do feio. Pesquisamos no território multidimensional do fenômeno da beleza, levando em conta os mitos e os afetos para chegar à complexidade do feio nacional, através de um pensamento transdisciplinar na montagem de um mosaico com peças estético-imaginárias. Percebemos o feio como um dado histórico que ocorre com o fluir cultural, mudando de forma/conteúdo/interpretação/representação. Nesse sentido, unimos um arcabouço teórico e conceitual de diversos campos de estudo, especialmente da comunicação, história, sociologia, antropologia, psicologia, linguística, filosofia, entre outros, para abranger estudos imagéticos, imaginários, estéticos e midiáticos sobre o corpo brasileiro, o olhar estrangeiro sobre nosso povo e nosso olhar sobre nós mesmos. Índios, brancos e negros, nossa formação basilar que rege nossa visibilidade, nossa aparência e nossa imagem perante o mundo. O corpus desta pesquisa é constituído de uma bibliografia abrangente, a fim de favorecer o método genealógico e o trabalho de bricoleur (unindo vários elementos para a formação do feio brasileiro) que realizou uma triagem paciente, buscando elementos estranhos (não familiar), feios (desproporções corporais, rejeições sociais) e grotescos (elementos marginalizados e repletos de escárnio). Nossa pesquisa explora qualitativamente, através de longa meditação estética, imagens, documentos, bibliografias, narrativas e índices dos imaginários da beleza/feiura para compor nossa cultura brasileira do feio e definirmos uma noção de beleza ampliada, ou seja, a contaminação dos espaços do feio pelo belo e do belo pelo feio, é a dilatação das fronteiras definidoras da estética. O Brasil expandiu a própria noção de beleza ao incluir, retrabalhar e adaptar o feio ao seu sistema de beleza, gestando-a como elemento de apreciação, deleite e até prazer estético.
Abstract: In this thesis, we elaborated a Brazilian culture of the ugly as a notion of magnified beauty through a historical retreat, from before the discovery of Brazil, in 1500, until the 21st century. The ugly takes on space in our present culture, in which communication begins to play with the understanding and the sensitivity of the corporeal image. The body, a cross-cutting theme in our thesis, is the physical medium that best represents the world and national aesthetics. The thesis is based on a diverse, multi-faceted, interdisciplinary and, above all, complementary theoretical-methodological set, in order to investigate the subjectivity of the ugly in Brazilian culture and reflect on the aesthetics and the imaginary in our everyday attitudes, our socio-cultural and the affections representations that govern our Brazilian way of being. The Brazilian people uses the body as a form of clash, debauchery, humor and resistance. We are subjects of ugliness and object of the ugly. We investigate the multidimensional territory of the phenomenon of beauty, taking into account the myths and the affections to arrive at the complexity of the ugly national, through a transdisciplinary thought in the assembly of a mosaic with aesthetic-imaginary pieces. We perceive the ugly as a historical fact that occurs with the cultural flow, changing form/content/interpretation/representation. In this sense, we have put together a theoretical and conceptual framework of several fields of study, especially communication, history, sociology, anthropology, psychology, linguistics, philosophy, among others, to cover imaginary, imaginary, aesthetic and media studies on the Brazilian body. Foreign look at our people and our look at ourselves. Indian, whites and blacks, our basic formation that governs our visibility, our appearance and our image before the world. The corpus of this research is made up of a comprehensive bibliography, in order to favor the genealogical method and the work of Bricoleur (joining several elements for the formation of the ugly Brazilian) that carried out a patient screening, looking for strange elements (not familiar), ugly (bodily disproportion, social rejection) and grotesque (marginalized and full of derision elements). Our research qualitatively explores, through long aesthetic meditation, images, documents, bibliographies, narratives and indexes of the imaginary of beauty/ugliness to compose our brazilian culture of the ugly and define a notion of magnified beauty, that is, the contamination of the spaces of the ugly the beautiful and the beautiful the ugly is the expansion of the defining boundaries of aesthetics. Brazil has magnified the very notion of beauty by including, reworking and adapting the ugly to its beauty system, generating it as an element of appreciation, delight and even aesthetic pleasure.
Informações adicionais: Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Comunicação, Programa de pós-graduação em Comunicação, 2017.
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