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Título: Influências de quadros de ansiedade e depressão no consumo alimentar em adultos jovens saudáveis
Título(s) alternativo(s): Influence of anxiety and depression symptoms in food intake in healthy young adults
Autor(es): Araújo, Andrey Hudson Interaminense de
Orientador(es): Santos, Kelb Bousquet
Assunto: Ansiedade
Consumo alimentar
Depressão mental
Nutrição - adolescentes
Saúde mental
Sobrepeso
Data de publicação: 11-Set-2017
Data de defesa: 23-Jun-2017
Citação: ARAÚJO, Andrey Hudson Interaminense de. Influências de quadros de ansiedade e depressão no consumo alimentar em adultos jovens saudáveis. 2017. xv, 104 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências e Tecnologias em Saúde)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.
Resumo: Introdução: Nutrição e hábitos alimentares podem estar relacionados de forma positiva ou negativa com a saúde mental do indivíduo. Visto o número atual de pessoas apresentando sintomas de ansiedade e/ou depressão e de casos de sobrepeso/obesidade no nosso país, estudos para entender a relação entre saúde mental e nutrição emergem. Objetivo: Analisar a influência de quadros de ansiedade e/ou depressão sobre o consumo alimentar de estudantes jovens saudáveis. Metodologia: Estudo descritivo, com abordagem quanti-qualitativa, realizado com estudantes de curso da saúde da Universidade de Brasília, DF, Brasil. Utilizado dois instrumentos de saúde mental (Inventário de Ansiedade e de Depressão de Beck II, BAI e BDI II, respectivamente), avaliação de dados antropométricos (peso, altura, IMC, circunferência da cintura e relação cintura-quadril), avaliação de dados alimentares (registro alimentar em dois períodos, dia de semana e dia de fim de semana) e de dados nutricionais (questionário elaborado). Resultados: 155 estudantes, 212 anos, 85% do sexo feminino e 68,3% do curso de Enfermagem, 31,6% apresentavam alteração no IMC (11,6% baixo peso, 12,3% sobrepeso e 8,7% obesidade), 6,1% apresenta risco cardiovascular e 12,3% apresenta risco para síndrome metabólica. Quanto ao consumo alimentar: houve diferença estatisticamente significante no consumo calórico total, de proteínas e de carboidratos nos períodos estudados (p<0,05). Mais de 55% da amostra apresentou inadequação no consumo calórico. Inadequação no consumo de proteína e carboidratos foi entre 3,9 a 12,3%, dependendo do período e do macronutriente. Sobre saúde mental: 71% da amostra apresentou sintomas de ansiedade, sendo estatisticamente diferente entre os sexos (p<0,05; mulheres mais ansiosas), e 56% da amostra apresentou sintomas de depressão. Não se observou correlação estatisticamente significante entre o consumo de calorias totais e dos macronutrientes e os escores de saúde mental (BAI e BDI II) nos dois dias de semana, exceto pela correlação forte entre os valores do BAI e BDI II e destes escores com o consumo de proteínas no fim de semana. Testes de comparação entre indivíduos apresentando sintomas leves e sintomas intensos de ansiedade/depressão com o consumo alimentar não foram estatisticamente relevantes. Conclusão: Há uma grande quantidade de estudantes universitários com sintomas de ansiedade e/ou depressão, o que demanda atenção a estes grupos, e com inadequação no consumo alimentar. Dados os resultados estatísticos, nesta amostra estudada não houve influência de quadros de ansiedade/depressão no consumo alimentar.
Abstract: Introduction: Nutrition and eating habits may be positively or negatively related to the individual's mental health. Given the current number of people presenting anxiety and/or depression symptoms and cases of overweight/obesity in our country, studies to understand a relationship between mental health and nutrition emerge. Objective: To analyze the influence of anxiety and depression symptoms on the eating habits of healthy young students. Methodology: Descriptive study, quanti-qualitative approach, with health students from the University of Brasília, DF, Brazil. It was used two mental health instruments, assessment of anthropometric data (weight, height, BMI, waist circumference and waist-hip ratio), evaluation of food data in two periods (weekday and weekend) and nutritional data (elaborated questionnaire). Results: 155 students, 212 years old, 85% female and 68.3% of the nursing course, 31.6% had change in BMI (11.6% in low weight, 12.3% in overweight and 8.7% in obesity), 6.1% presented cardiovascular risk and 12.3% presented risk for metabolic syndrome. Regarding food intake: there was statistical difference in the total calories, protein and carbohydrates intake in the studied periods (p <0.05). More than 55% of the sample presented inadequacy on the caloric intake, and inadequacy on protein and carbohydrates intake was between 3.9 to 12.3%, depending on the period and the macronutrient. Regarding mental health: 71% of the sample presented anxiety symptoms, being statistically different between the sexes (p <0.05, women more anxious), and 56% of the sample presented depression symptoms. No statistic significant correlation was observed on the total calories and macronutrients intake and the scores of mental health (BAI and BDI II) in both days of the week, except by the strong correlation between the BAI and BDI II scores and those with the protein intake on the weekend. Comparison tests among the individuals presenting mild and intense anxiety/depression symptoms with food intake were not statistically relevant. Conclusion: There is a large number of university students with symptoms of anxiety and/or depression, which seeks attention to these groups, and with inadequate food intake. Given the statistical results, in the sample studied, there was no influence of anxiety/depression on food intake.
Descrição: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Ceilândia, Programa de Pós-graduação em Ciências e Tecnologias em Saúde, 2017.
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Coorientador(es): Lago, Diane Maria Scherer Kuhn
Aparece nas coleções:PGCTS - Mestrado em Ciências e Tecnologias em Saúde

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