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Título: Cidadania e noticiabilidade : o protesto como conflito e infração nos jornais impressos brasileiros (1983-2013)
Autor(es): Beltrame, Vanessa
Orientador(es): Renault, David
Assunto: Jornalismo
Jornadas de Junho
Imprensa - análise do discurso
Diretas Já
Data de publicação: 17-Abr-2017
Data de defesa: 24-Fev-2017
Referência: BELTRAME, Vanessa. Cidadania e noticiabilidade: o protesto como conflito e infração nos jornais impressos brasileiros (1983-2013). 2017. 426 f., il. Dissertação (Mestrado em Comunicação)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.
Resumo: Protestos sociopolíticos que arrastam multidões às ruas no Brasil tendem a não ser fatos corriqueiros e nem isolados. Normalmente, essa sorte de ações coletivas ocorre espontaneamente e acaba inserida em movimentos muitos mais amplos, que buscam algum tipo de rompimento com a ordem instituída. Com base nesse entendimento, é possível afirmar que a imprensa, por vezes, demora a reagir e a compreender essas situações, fato que pode resultar em ainda mais revolta popular. Na tentativa de compreender a estrutura de coberturas jornalísticas de ocupação do espaço público com fins de reivindicação social e política, buscamos, por meio de uma Análise de Conteúdo, revelar a composição de cada reportagem publicada durante os atos nas ruas nos movimentos das Diretas Já (novembro de 1983 a abril de 1984), dos Caras-pintadas (agosto e setembro de 1992), e nas manifestações conhecidas como Jornadas de Junho (junho de 2013). Para agregar rigor científico à pesquisa, a análise foi feita em dois jornais de circulação nacional, O Globo e Folha de S.Paulo, com sedes no Rio de Janeiro e em São Paulo, respectivamente. No resultado, revelamos que a palavra “protesto” está mais comumente inserida em coberturas associadas a critérios de noticiabilidade de conflito e infração, como em 2013, enquanto é preterida em outros tipos de coberturas onde a noticiabilidade se dá por questões mais positivas, como a relevância, a notabilidade e até o inesperado, como em 1983/84 e 1992. Também descobrimos que, entre os personagens da narrativa, a mídia não tem por hábito personalizar a multidão, salvo poucos casos, em que haja confusão ou irreverência por parte do manifestante. Além disso, foi possível aferir que os conteúdos editoriais das empresas de mídia têm, sim, influência na maneira como o movimento é noticiado.
Abstract: Socio-political protests that drag crowds to the streets in Brazil tend not to be commonplace nor isolated facts. Usually, this sort of collective action occurs spontaneously and ends up in much larger movements, which seek some kind of break with the established order. Based on this understanding, it is possible to state that the press sometimes takes time to react and understand these situations, a fact that may result in even more popular insurrection. In an attempt to understand the structure of news coverage of public space’s occupation for the purposes of social and political demands, we seek, by the means of a Content Analysis, to reveal the composition of each reportage published during the street acts in the movements of the Direct Elections Now (November 1983 to April 1984), Painted-faces (August and September 1992), and the demonstrations known as June Journeys (June 2013). In order to add scientific rigor to our research, the analysis was done in two national newspapers, O Globo and Folha de S.Paulo, with headquarters in Rio de Janeiro and São Paulo, respectively. In the result, we reveal that the word “protest” is more commonly inserted in the news coverage associated with news values of conflict and infraction, as in 2013, while it is deprecated in other types of coverage where the newsworthiness are for more positive questions, such as relevance, notability and even the unexpected, as in 1983/84 and in 1992. We also found out that among the characters in the narrative, the media does not customarily personalize the crowd, except in a few cases where there is confusion or irreverence on the part of the demonstrator. In addition, it was possible to verify that the editorial contents of the media companies do have influence in the way the movements are reported.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Comunicação, Programa de Pós-Graduação em Comunicação, 2017.
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