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Título: Atividades de compreensão textual no ensino técnico : estudo sociointeracional de processos inferenciais
Autor(es): Ferreira, Alinne Santana
Orientador(es): Oliveira, Cibele Brandão de
Assunto: Compreensão textual
Letramento
Data de publicação: 17-Abr-2017
Data de defesa: 19-Dez-2016
Referência: FERREIRA, Alinne Santana. Atividades de compreensão textual no ensino técnico: estudo sociointeracional de processos inferenciais. 2016. 233 f., il. Dissertação (Mestrado em Linguística)—Universidade de Brasília, Brasília, 2016.
Resumo: Este estudo investigou os processos inferenciais em atividades de compreensão textual em uma turma do curso técnico em secretariado escolar do Instituto Federal de Brasília – IFB, campus São Sebastião – DF. Os dados foram gerados por meio de pesquisa-ação participativa crítica, na qual a pesquisadora atuou como professora da turma, gravando áudios e imagens das atividades realizadas. A base teórica do trabalho é orientada pela Sociolinguística Interacional (Goffman ([1964]2002; Gumperz, 1982a e b e Tannen, 2004), pois nele são analisados os significados sociais que emergem das interações face a face e investigam-se práticas sociais contextualmente situadas. A Linguística Textual ofereceu embasamento referente aos conceitos de texto, gêneros textuais, referenciação e inferenciação, fundamentais para as referências deste estudo na construção do arcabouço teórico, que deu suporte para análise de dados. Nessa perspectiva, o texto é compreendido como atividade sociodiscursiva (KOCH & MARCUSCHI, 1998), em que a referenciação e a inferenciação constituem processos sociodiscursivos. Por essa razão, os estudos de Vygotsky ([1934]2001 e 1997) sobre pensamento, linguagem, aprendizagem e desenvolvimento, bem como os de Tomasello ([1999]2003, 2008 e 2009) acerca da filogênese, da ontogênese e da sociogênese humanas foram acrescidos aos fundamentos teóricos deste estudo. Também foi necessário abordar o letramento na perspectiva ideológica (BARTON, 1994 e STREET 1984, 1993 e 2014), uma vez que os colaboradores desta pesquisa tiveram a oportunidade de refletir sobre os significados das práticas que vivenciaram em sala de aula. A Andragogia (LUDOJOSKI, 1972 e KNOWLES, 1973), área que estuda as práticas educacionais voltadas ao público adulto, também foi tratada, pois os ensinamentos dessa disciplina auxiliam professores de cursos técnicos subsequentes a conhecerem seu público, formado majoritariamente por estudantes adultos. A metodologia empregada para a construção do corpus desta pesquisa teve na etnografia colaborativa de sala de aula o alicerce para o emprego da pesquisa-ação participativa crítica (KEMMIS & McTAGGART, 2005) como método utilizado em pesquisas educacionais que objetivem transformações no contexto pesquisado. Como forma de triangular os dados, realizou-se grupo focal (MORGAN, 1977 e BARBOUR, 2009) para investigar as representações dos alunos em relação às atividades realizadas durante as aulas. Os resultados deste estudo indicam que os processos inferenciais foram construídos durante a realização de atividades de produção textual compreensiva e nas interações face a face que ocorreram durante as atividades de leitura coletiva. Foram revelados quatro processos inferenciais: (1) uso de metáforas; (2) utilização de narrativas; (3) uso de expressões referenciais e (4) realização de inferências conversacionais. Além desses resultados, constatou-se que as atividades de leitura em sala de aula devem ser pensadas previamente pelo professor, por meio da escolha de gêneros textuais coerentes com os objetivos da aula e da elaboração de atividades individuais nas quais os alunos possam refletir previamente sobre o(s) textos(s) trabalhado(s) para que, posteriormente, eles ampliem as inferências nos momentos de interação com o professor e com os colegas, a fim de construírem letramentos críticos. Este estudo foi transformado em proposta didática que pretende orientar as práticas de leitura realizadas por professores dos cursos técnicos subsequentes.
Abstract: Este estudo investigou os processos inferenciais em atividades de compreensão textual em uma turma do curso técnico em secretariado escolar do Instituto Federal de Brasília – IFB, campus São Sebastião – DF. Os dados foram gerados por meio de pesquisa-ação participativa crítica, na qual a pesquisadora atuou como professora da turma, gravando áudios e imagens das atividades realizadas. A base teórica do trabalho é orientada pela Sociolinguística Interacional (Goffman ([1964]2002; Gumperz, 1982a e b e Tannen, 2004), pois nele são analisados os significados sociais que emergem das interações face a face e investigam-se práticas sociais contextualmente situadas. A Linguística Textual ofereceu embasamento referente aos conceitos de texto, gêneros textuais, referenciação e inferenciação, fundamentais para as referências deste estudo na construção do arcabouço teórico, que deu suporte para análise de dados. Nessa perspectiva, o texto é compreendido como atividade sociodiscursiva (KOCH & MARCUSCHI, 1998), em que a referenciação e a inferenciação constituem processos sociodiscursivos. Por essa razão, os estudos de Vygotsky ([1934]2001 e 1997) sobre pensamento, linguagem, aprendizagem e desenvolvimento, bem como os de Tomasello ([1999]2003, 2008 e 2009) acerca da filogênese, da ontogênese e da sociogênese humanas foram acrescidos aos fundamentos teóricos deste estudo. Também foi necessário abordar o letramento na perspectiva ideológica (BARTON, 1994 e STREET 1984, 1993 e 2014), uma vez que os colaboradores desta pesquisa tiveram a oportunidade de refletir sobre os significados das práticas que vivenciaram em sala de aula. A Andragogia (LUDOJOSKI, 1972 e KNOWLES, 1973), área que estuda as práticas educacionais voltadas ao público adulto, também foi tratada, pois os ensinamentos dessa disciplina auxiliam professores de cursos técnicos subsequentes a conhecerem seu público, formado majoritariamente por estudantes adultos. A metodologia empregada para a construção do corpus desta pesquisa teve na etnografia colaborativa de sala de aula o alicerce para o emprego da pesquisa-ação participativa crítica (KEMMIS & McTAGGART, 2005) como método utilizado em pesquisas educacionais que objetivem transformações no contexto pesquisado. Como forma de triangular os dados, realizou-se grupo focal (MORGAN, 1977 e BARBOUR, 2009) para investigar as representações dos alunos em relação às atividades realizadas durante as aulas. Os resultados deste estudo indicam que os processos inferenciais foram construídos durante a realização de atividades de produção textual compreensiva e nas interações face a face que ocorreram durante as atividades de leitura coletiva. Foram revelados quatro processos inferenciais: (1) uso de metáforas; (2) utilização de narrativas; (3) uso de expressões referenciais e (4) realização de inferências conversacionais. Além desses resultados, constatou-se que as atividades de leitura em sala de aula devem ser pensadas previamente pelo professor, por meio da escolha de gêneros textuais coerentes com os objetivos da aula e da elaboração de atividades individuais nas quais os alunos possam refletir previamente sobre o(s) textos(s) trabalhado(s) para que, posteriormente, eles ampliem as inferências nos momentos de interação com o professor e com os colegas, a fim de construírem letramentos críticos. Este estudo foi transformado em proposta didática que pretende orientar as práticas de leitura realizadas por professores dos cursos técnicos subsequentes.
Resumen: Este estudio investigó los procesos de inferenci en actividades de comprensión de texto en una clase de curso técnico subsecuente en secretariado escolar del Instituto Federal de Brasilia – IFB, campus São Sebastião – DF. Los datos fueron generados por medio de investigación-acción participativa crítica, en la que la investigadora trabajó como profesora de la clase, gravando audios e imágenes de las actividades realizadas. El suporte teórico del trabajó es guiado por la Sociolingüística Interacional (Goffman ([1964]2002; Gumperz, 1982a e b e Tannen, 2004), ya que se analizó los significados sociales que emergen de las interacciones cara a cara e se investigó las prácticas sociales contextualmente situadas. La Lingüística Textual ofreció embasamiento referente a los conceptos de texto, géneros textuales, referencia e inferencia, fundamentales para las referencias de este estudio sobre la construcción del marco teórico, que dio soporte para análisis de datos. En esta perspectiva, el texto se entiende como actividad sociodiscursiva, en que la referencia y la inferencia constituyen procesos sociodiscursivos (KOCH & MARCUSCHI, 1998). Por esa razón, los estudios de Vygotsky ([1934]2001 e 1997) sobre pensamiento, lenguaje, aprendizaje e desarrollo, así como los de Tomasello ([1999]2003, 2008 e 2009) acerca de la filogénesis, de la ontogénesis e de la sociogénesis humanas hicieron parte de los fundamentos teóricos de este estudio. También era necesario abordar el letramento en la perspectiva ideológica (BARTON, 1994 e STREET 1984, 1993 e 2014), ya que los colaboradores de esta investigación tuvieron la oportunidad de reflexionar sobre los significados de las prácticas que han experimentado en la clase. La Andragogía (LUDOJOSKI, 1972 e KNOWLES, 1973), área que estudia las prácticas educativas relacionadas al público adulto, también fue utilizada, pues esta disciplina ayuda a los maestros de cursos técnicos subsecuentes a conocer a su público, compuesto mayoritariamente por estudiantes adultos. La metodología utilizada para la construcción del corpus de esta investigación tuvo en la etnografía colaborativa de clase el suporte para el uso de la investigación-acción participativa crítica (KEMMIS & McTAGGART, 2005) como método utilizado en la investigación educativa que tiene como objetivo transformaciones del contexto de búsqueda. Con el fin de triangular los datos, fue realizado grupo focal (MORGAN, 1977 y BARBOUR, 2009) para investigar el papel de los estudiantes en relación con las actividades realizadas a lo largo de las clases. Los resultados de este estudio indican que los procesos de inferencia se construyeron a lo largo de la realización de actividades integrales de producción textual y en interacciones cara a cara que se produjeron a lo largo de las actividades de lectura colectiva. Cuatro procesos inferenciales fueron revelados: (1) uso de metáforas; (2) uso de narrativas; (3) uso de expresiones referenciales y (4) realización de inferenciales conversacionales. Además de estos resultados, se encontró que las actividades de lectura en clase deben ser pensaba anteriormente por el profesor, a través de la elección de los géneros consistentes con los objetivos de la clase y el desarrollo de las actividades individuales en las cuales los estudiantes pueden reflexionar previamente sobre lo (s) texto (s) trabajado (s) para que, después, se expanden las inferenciales en los momentos de interacción con el profesor y con los compañeros, con el fin de construir letramentos críticos. Este estudio se transforma en propuesta didáctica que se pretende orientar las prácticas de lectura llevadas a cabo por los profesores de los cursos técnicos subsecuentes.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2016.
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