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2015_TaniaInessaMartinsResende.pdf5,76 MBAdobe PDFView/Open
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dc.contributor.advisorCosta, Ileno Izídio da-
dc.contributor.authorResende, Tania Inessa Martins de-
dc.date.accessioned2016-07-30T13:07:06Z-
dc.date.available2016-07-30T13:07:06Z-
dc.date.issued2016-07-30-
dc.date.submitted2015-09-28-
dc.identifier.citationRESENDE, Tania Inessa Martins de. Eis-me aqui: a convivência como dispositivo de cuidado no campo da saúde mental. 2015. 423 f., il. Tese (Doutorado em Psicologia Clínica e Cultura)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.en
dc.identifier.urihttp://repositorio.unb.br/handle/10482/21117-
dc.descriptionTese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Departamento de Psicologia Clínica, Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultura, 2015.en
dc.description.abstractO objetivo da pesquisa foi articular o cuidado e a inclusão social através da ideia de convivência, caracterizando-a como dispositivo de cuidado no contexto da atenção psicossocial em saúde mental. A hipótese que guia este trabalho é a potencialidade da convivência, se orientada por determinadas caraterísticas e posturas, de converter-se em um dispositivo de cuidado com um papel estratégico no campo brasileiro da saúde mental. Buscou-se destrinchar este dispositivo de cuidado, do ponto de vista da trama teórica, em três dimensões: ética, política e clínica. As dimensões da convivência são caracterizadas, com a ajuda de diferentes autores, de diferentes campos do conhecimentos e a partir de diferentes experiências no campo da saúde mental. Através de um recorte filosófico, o cuidado é caracterizado em sua indissociável dimensão ética que se desdobra quando o tema é convivência. Esta é analisada, a partir de um recorte sociológico, como um dispositivo de cuidado em seu papel político, isto é, desinstitucionalizador e promotor de cidadania. Em seguida, a convivência é problematizada enquanto um dispositivo de cuidado no campo da atenção psicossocial em sua dimensão clínica. Este estudo foi realizado através de uma pesquisa qualitativa, em particular, uma pesquisa-intervenção, com o objetivo de caracterizar a convivência como dispositivo de cuidado no campo da saúde mental. A convivência, enquanto uma dimensão fenomenológica, foi estudada em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). A intervenção tem a convivência, ao mesmo tempo, como objeto e estratégia, e foi na convivência pesquisadores-usuários-equipe que as decisões sobre as atividades que compõem a intervenção foram realizadas. As informações qualitativas geradas através de diários de campo, gravações das reuniões com a equipe do CAPS e registros em ata da participação na assembleia do CAPS e das reuniões da equipe de pesquisa, foram analisadas segundo a hermenêutica de profundidade. A análise das intervenções (a atividade de convivência e o grupo de convivência) foi construída em diálogo com as dimensões ética, política e clínica e com as disponibilidades implicadas no cuidado. A convivência se guiada pelas constelações de princípios e características sustentadas pelas dimensões ética e política (afinal não é qualquer encontro humano que é terapêutico) se configura na possibilidade de construir um cuidado privilegiado em saúde mental através das disponibilidades afetivas de estar com, fazer junto e deixar ser. A convivência exige uma disponibilidade ética para estar com outro, sustentada em uma posição política de reconhecer o outro em sua diversidade e alteridade, o que é incompatível com uma formação autoritária e prescritiva. A partir da convivência foi experienciado um combate à formalização, permitindo uma flexibilização e circularidade de papéis entre cuidadores e usuários, culminando na construção de redes solidárias e de relações mútuas de cuidado, marcadas pela afetividade, alegria e espontaneidade, o que resultou na possibilidade de acolher o sofrimento, este marcado também pelos confrontos, desencontros e ambivalências que constituem o humano. Foram apresentadas algumas sugestões para (des)organizar os CAPS a partir da convivência, visando à desburocratização dos serviços e à construção de uma forma de cuidar sob medida e coletiva.en
dc.language.isoPortuguêsen
dc.rightsAcesso Abertoen
dc.titleEis-me aqui : a convivência como dispositivo de cuidado no campo da saúde mentalen
dc.typeTeseen
dc.subject.keywordConvivênciaen
dc.subject.keywordSaúde mentalen
dc.subject.keywordÉticaen
dc.subject.keywordInclusão socialen
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.bce.unb.br, www.ibict.br, http://hercules.vtls.com/cgi-bin/ndltd/chameleon?lng=pt&skin=ndltd sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra disponibilizada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.en
dc.identifier.doihttp://dx.doi.org/10.26512/2015.09.T.21117-
dc.description.abstract1The goal of the research was to articulate care and social inclusion through the idea of coexistence, characterizing it as a device of care in the psychosocial attention context in mental health. The hypothesis that guides this work is the pontetiality of coexistence, if guided by certain characteristics and position, of converting itself into a care device with a strategic role in the brazilian field of mental health. An attempt was made to unravel this care device, from the point of view of theoretical plot in three dimensions: ethical, political and clinical. The dimensions of coexistence are characterized, with the help of different actors, by different fields of knowledge and through different experiences in the mental health field. Through a philosophical profile, care is characterized in its inseparable ethical dimension that unfolds when the subject is coexistence. It is analyzed, through socialogical profile, as a care device in its political role: desinstitutionalizer and promoter of citizenship. Then coexistence can be problematized as a care device in the field of psychosocial care in its clinical dimension. This study was accomplished through a qualitative research, particularly, an intervention-research, with the goal of characterize coexistence as a care device in the field of mental health. Coexistence, as a phenomenological dimension was studied in the Psychosocial Care Center (CAPS, in Portuguese). Intervention has coexistence, equally, as object and strategy, and it was in the coexistence researchers-users-team that the decisions over the activities that compose intervention were accomplished. Qualitative information generated through field diaries, recordings of the meetings with CAPS team and minutes of the participation in the CAPS assembly and meetings of the research team, were analysed by the Depth Hermeneutical. The intervention analysis (the activity of coexistence and the coexistence group) was built through the dialogue with ethical, political and clinical dimensions and with the availability implied in care. Coexistence, if guided through the constelation of principles and characteristics supported by ethical and political dimensions (after all, not every human encounter is therapeutical), sets in the possibility of building a priviledged care in menthal health through the emotional availability of being with, doing together and letting be. Coexistence demands an ethical availability for being with each other, supported in a political position of acknowledging the other in its diversity and otherness, that is inconsistent with a commanding and prescriptive formation. Through coexistence, it was experienced a combat to formalization, allowing an easing and circularity of roles between caretakers and users, culminating in the construction of solidarity networks and mutual relationships of care, defined by affectiveness, joy and spontaneity, which resulted in the possibility of receiving suffering, this also defined by confrontation, mismatches and ambivalences that constitute the human being. Some suggestions were presentet to (un)organize CAPS through coexistence, aiming the reduction of bureaucracy of the services and the construction of a way of custom-made and collective caring.-
Appears in Collections:PCL - Doutorado em Psicologia Clínica e Cultura (Teses)

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