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Title: Parâmetros morfológicos de ativação dos eosinófilos do sangue periférico : uma nova ferramenta para triagem de pacientes portadores de esofagite eosinofílica
Authors: Gonçalves, Valéria Botan
Orientador(es):: Junqueira, Maria Imaculada Muniz Barboza
Assunto:: Esôfago - doenças
Eosinófilos
Issue Date: 1-Jun-2016
Citation: GONÇALVES, Valéria Bodan. Parâmetros morfológicos de ativação dos eosinófilos do sangue periférico: uma nova ferramenta para triagem de pacientes portadores de esofagite eosinofílica. 2015. xvi, 130 f., il. Tese (Doutorado em Patologia Molecular)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.
Abstract: A esofagite eosinofílica (EoE) é uma doença emergente mundialmente, com patogênese ainda pouco compreendida. Trata-se de uma doença imuno-antígeno mediada, crônica, caracterizada, clinicamente, por sintomas relacionados à disfunção esofágica e, histologicamente, por uma predominante inflamação mediada por eosinófilos. Existe consenso mundial que a presença de 15 ou mais eosinófilos por campo de grande aumento na biópsia esofágica caracteriza histologicamente a doença. Assim, para confirmação diagnóstica é estritamente necessária a realização de endoscopia digestiva alta com biópsia esofágica. O acompanhamento da evolução da EoE tem se mantido com múltiplas endoscopias digestivas altas seguido por biópsias. Os eosinófilos desempenham papel central neste processo inflamatório, sendo atualmente, o alvo de várias pesquisas no desenvolvimento de novos métodos diagnósticos, principalmente não invasivos, para controle da EoE. Portanto, o objetivo deste trabalho foi verificar se os parâmetros quantitativos de ativação dos eosinófilos podem auxiliar como método de triagem diagnótica em pacientes portadores de esofagite eosinofílica. Tratou-se de um estudo transversal, onde foram selecionados 31 pacientes portadores de EoE e 10 pacientes controles, dos quais foram retirados 10 ml de sangue periférico, após consentimento informado. O estado de ativação dos eosinófilos do sangue periférico foi avaliado por parâmetros morfológicos após aderência destas células à lâmina. Os seguintes parâmetros morfológicos foram quantificados: eosinófilos normais, espraiamento, arredondamento, presença de pseudópodes localizados e generalizados, emissão de grânulos de pequena, moderada e grande quantidade, presença de vacúolos, presença de grânulos isolados, degeneração celular e comunicação celular. Observamos que o número de eosinófilos no sangue periférico com características normais foi significantemente menor nos indivíduos portadores de esofagite eosinofílica do que nos indivíduos controle. Este parâmetro foi capaz de discriminar todos os indivíduos portadores de EoE estudados dos indivíduos do grupo controle não portadores da doença, com sensibilidade de 100% para detecção da EoE nos indivíduos estudados. Todos os parâmentros morfológicos, exceto contato celular, presença de grânulos em pequena quantidade e emissão de pseudópodes generalizados, foram maiores nos pacientes portadores de EoE, conseguindo discriminar a doença. Entretanto, não observamos correlação de gravidade clínica, endoscópica ou histológica pela utilização dos parâmetros periféricos de ativação dos eosinófilos. Mostramos, de forma inédita, que o teste de ativação dos eosinófilos do sangue periférico caracaterizados por parâmetros morfológicos é capaz de triar pacientes sintomáticos portadores de EoE para a realização de endoscopia digestiva alta e que este método é acurado, de fácil realização e poderá ser um teste útil para auxiliar na definição do diagnóstico nos pacientes portadores de EoE.
Abstract: Eosinophilic esophagitis (EoE) is a worldwide emerging disease with poorly understood pathogenesis. It is a chronic immune/antigen mediated disease, clinically characterized by symptoms related to esophageal dysfunction and histologically by a predominant eosinophilic inflammation in the esophagus. There is a global consensus that the presence of ≥ 15 eosinophils per high power field, histologically characterize the disease. Diagnosis and treatment response monitoring in EoE requires endoscopical and histological examination of the esophagus. Eosinophils play a central role in the inflammatory process, currently being the target of several research to develop new diagnostic methods, especially non-invasive, for control of EoE. Therefore, this work aimed to assess whether morphological changes associated with activation of eosinophils in peripheral blood could be a useful noninvasive test to screen for EoE. This was a cross sectional study where 31 EoE patients and 10 controls were evaluated. Peripheral blood was drawn to evaluate the activation state of peripheral blood eosinophils, after informed consent. Eosionophils were evaluated by morphological criteria after adhesion to the slide. The following morphological parameters were evaluated: normal eosinophils, spreading, rounding, presence of localized and generalized pseudopods, release of small, moderate and large quantity of granules, cytoplasmatic vacuoles, cluster of free eosinophils granules, cell degeneration and cell communication. The number of eosinophils in the peripheral blood with normal characteristics was significantly lower in individuals with eosinophilic esophagitis than in control subjects. This parameter was able to discriminate all individuals with EoE studied compared with the control group, with 100% sensitivity for detection of EoE in the subjects studied. All morphological parameter settings except cell comunication, release of granules in small amount and presence of generalized pseudopods were higher in patients with EoE, being able to discriminate the disease. However, no correlation was found among the activation state of peripheral blood eosinophils and clinical severity, endoscopic or histological parameters. We show, in an unprecedent study, that eosinophil morphological activation evalution might be a useful test to screen for eosinophilic esophagitis and it may help to adequately make the decision to indicate endoscopic examination to symptomatic patients, avoiding unnecessary endoscopy.
Description: Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Medicina, Programa de Pós-Graduação em Patologia Molecular, 2015.
Licença:: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.bce.unb.br, www.ibict.br, http://hercules.vtls.com/cgi-bin/ndltd/chameleon?lng=pt&skin=ndltd sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra disponibilizada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
DOI: http://dx.doi.org/10.26512/2015.12.T.20636
Appears in Collections:FMD - Doutorado em Patologia Molecular (Teses)

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