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Título: Conexão (in)visível : degradação ambiental e saúde na fronteira agrícola amazônica
Autor(es): Weihs, Marla Leci
Orientador(es): Sayago, Doris Aleida Villamizar
Assunto: Saúde ambiental - Brasil
Fronteira agrícola
Amazônia - Brasil
Agrotóxicos
Degradação ambiental - Brasil
Data de publicação: 8-Abr-2016
Referência: WEIHS, Marla Leci. Conexão (in)visível: degradação ambiental e saúde na fronteira agrícola amazônica. 2015. xvii, 185 f., il. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Sustentável)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.
Resumo: No horizonte em que se projetam os problemas ambientais da Amazônia brasileira, as fronteiras agrícolas ocupam a primeira posição. A conversão das áreas de florestas em áreas de cultivo produziu desmatamento, incêndios florestais, erosão de solos e uma importante perda de espécies e diversidade genética. Ademais, os garimpos de ouro e as lavouras de soja contaminaram os ecossistemas, sobretudo com mercúrio e agrotóxicos. Como esses fenômenos afetaram a saúde da população? Esta foi a questão que orientou este estudo. Trata-se de uma pesquisa interdisciplinar e participativa, ancorada na área da saúde ambiental. O objetivo foi compreender a relação entre a degradação ambiental e a saúde coletiva. A pesquisa foi desenvolvida na fronteira agrícola de Alta Floresta, situada no Norte do Estado de Mato Grosso. No curso do avanço da ocupação agrícola desta fronteira houve uma notável transição de doenças infectoparasitárias para doenças crônicas. Neste contexto, a emergência das doenças foi condicionada, entre outros fatores, pela degradação do meio ambiente. Ao longo da ocupação da região, o desmatamento potencializou a exposição dos trabalhadores aos insetos transmissores da malária. As queimadas florestais produziram partículas atmosféricas tóxicas que aumentaram a prevalência das doenças respiratórias. O acúmulo de mercúrio e agrotóxicos nos ecossistemas, por sua vez, condicionou o perfil recente da saúde pública. No quadro atual, sob o ponto de vista da saúde, a fronteira de Alta Floresta está integrada ao território nacional. Entretanto, a contaminação agrícola continua sendo o principal determinante da emergência das doenças. No cenário futuro, a saúde pública dependerá, entre outros fatores, de uma reconfiguração do sistema de produção agrícola, com foco na regulação do consumo de pesticidas. Adicionalmente, verificou-se a necessidade de uma reorientação do sistema de saúde em que concerne à gestão dos riscos de origem agrícola.
Abstract: Agricultural frontiers occupy the first position among the set of environmental problems that impact the Brazilian Amazon. The conversion of forest areas in cultivated ones produced deforestation, forest fires, soil erosion and an important loss of biodiversity, including genetic diversity. Additionally, gold mining and soy fields have contaminated the ecosystem, especially with mercury and pesticides. How these phenomena have affected public health? This was the guiding question for the research, an interdisciplinary and participatory exploration supported by the environmental health area, with the objective of understanding the relationship between environmental degradation and public health. The research was conducted in the Alta Floresta agricultural frontiers, in the north of the Mato Grosso state, Brazil. A remarkable transition from infectious and parasitic diseases to chronic diseases has been observed during the advance of agricultural frontiers. In this context, the emergence of diseases was conditioned, among other factors, by the environmental degradation. Throughout the occupation of this region, deforestation increased the exposure of workers to insect vectors of malaria. Forest fires produced toxic atmospheric particles that increased prevalence of respiratory diseases. Meanwhile, mercury and pesticide accumulation on the ecosystem conditioned the recent profile of public health. In the present scenario, from the point of view of health, the frontier of Alta Floresta is integrated to the national territory. However, agricultural contamination remains the primary determinant of emerging diseases. We highlight that public health in the future will depend, among other factors, on the reconfiguration of agricultural systems, with emphasis on pesticide use regulation. Additionally, reorientation of the health care system is deemed necessary concerning the management of risks related to agricultural activities.
Resumen: En la Amazonía brasileña, las fronteras agrícolas están entre los fenómenos más importantes en términos de devastación de los ecosistemas. La formación de las zonas de cultivo han producido la deforestación, los incendios forestales, la erosión del suelo y una importante pérdida de especies y de diversidad genética. Por otra parte, las minas de oro y cultivos de soya contaminan los ecosistemas, especialmente de mercurio y pesticidas. ¿Cómo estos fenómenos han afectado la salud de la población? Esta fue la pregunta que orientó el desarrollo de este estudio. Se trata de una investigación interdisciplinaria y participativa, basada en el área de la salud ambiental. El objetivo era comprender la relación entre la degradación del medio ambiente y la salud pública. La investigación fue realizada en la frontera agrícola de Alta Floresta, situada al norte del estado de Mato Grosso, Brasil. Se observó una importante transición de enfermedades, en el transcurso de la ocupación agrícola. Enfermedades infectoparasitarias fueron reemplazadas progresivamente, para enfermedades crónicas. En este contexto, la degradación del medio ambiente, entre otros factores, ha determinado la aparición de enfermedades. En el transcurso de la ocupación de la región, la deforestación aumentó la exposición de los trabajadores a los insectos vectores de la malaria. Incendios forestales han producido partículas atmosféricas tóxicas que han aumentado la prevalencia de las enfermedades respiratorias. La acumulación de mercurio y pesticidas en los ecosistemas, a su vez, condicionó el perfil reciente de la salud pública. En el marco actual, desde el punto de vista de la salud, la frontera de Alta Floresta está integrada al territorio nacional. Sin embargo, la contaminación agrícola sigue siendo el principal factor determinante de la aparición de enfermedades crónicas. En el futuro, la salud pública dependerá, entre otros factores, de la reconfiguración del sistema de producción agrícola, en particular en lo relativo a la regulación del consumo de plaguicidas. Además, el estudio demostró la necesidad de una reorientación del sistema de salud en relación con la gestión del riesgo de origen agrícola.
Résumé: Les fronts pionniers sont l'un des phénomènes les plus importants pour la dévastation de l'Amazonie. Le processus d‘occupation de l‘espace, notamment agricole, a entraîné le défrichement de la forêt, des feux de forêt, l'érosion des sols et une importante perte de biodiversité. Par ailleurs, l‘orpaillage clandestin et les cultures de soja contaminent l'environnement, principalement par l‘action du mercure et des pesticides. Dans ce contexte, cette recherche a été guidée par la question suivante : quels impacts ces phénomènes ont-ils sur la santé publique ? Il s'agit d'une recherche interdisciplinaire et participative, qui s'inscrit dans le registre de la santé environnementale. L'objectif était de comprendre les relations existantes entre dégradation de l'environnement et santé publique. La recherche a été conduite sur le front pionnier d'Alta Floresta, situé au nord de l'État brésilien du Mato Grosso. En parallèle de l‘avancée de la frontière agricole, une transition notable s‘est opérée en termes de santé, passant d‘une situation dominée par les maladies infectieuses et parasitaires à une situation où les maladies chroniques prédominent. Dans ce contexte, la dégradation de l'environnement naturel a constitué un des facteurs responsables de l'émergence de maladies : au cours de l'occupation de la région, le déboisement a facilité l'exposition des travailleurs aux insectes transmetteurs du paludisme ; les feux de forêt produisent des particules atmosphériques toxiques qui augmentent la fréquence des maladies respiratoires ; l'accumulation de mercure et de pesticides dans les écosystèmes ont conditionné, entre autres facteurs, le profil actuel des maladies chroniques. À l‘heure actuelle, du point de vue de la santé, le front pionnier d'Alta Floresta est intégré au reste du pays. Cependant, la contamination agricole reste le principal facteur déterminant l'émergence de maladies. À l'avenir, la bonne conduite de la santé publique devra prendre en compte, entre autres, la reconfiguration du système de production agricole, particulièrement en ce qui concerne la réglementation liée à l'utilisation de pesticides. En outre, l'étude a montré que le système de santé, en ce qui concerne la gestion des risques d'origine agricole, méritait d‘être réorienté.
Informações adicionais: Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Centro de Desenvolvimento Sustentável, 2015.
Licença: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.bce.unb.br, www.ibict.br, http://hercules.vtls.com/cgi-bin/ndltd/chameleon?lng=pt&skin=ndltd sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra disponibilizada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
DOI: http://dx.doi.org/10.26512/2015.03.T.19908
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