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Título: Padrões biogeográficos da quiropterofauna brasileira
Autor(es): Rosa, Renato Oliveira Lopes da
Orientador(es): Aguiar, Ludmilla Moura de Souza
Assunto: Habitat (Ecologia)
Morcegos
Endemismo
Caatinga - fauna
Data de publicação: 29-Nov-2015
Referência: ROSA, Renato Oliveira Lopes da. Padrões biogeográficos da quiropterofauna brasileira. 2015. 37 f., il. Dissertação (Mestrado em Zoologia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.
Resumo: A regionalização biogeográfica tornou-se um importante produto da biogeografia, possibilitando o entendimento de alguns padrões espaciais da biodiversidade e a formulação de hipóteses biogeográficas sobre a formação da biota, podendo também ser aplicada para determinação de áreas prioritárias e outras estratégias de conservação. Tendo em vista a falta de informações sobre os padrões de distribuição dos morcegos brasileiros, este trabalho visa identificar os padrões de congruência na distribuição dos morcegos brasileiros reconhecendo as áreas de maior endemicidade. Para isto, foi conduzida uma Análise de Endemicidade utilizando o programa NDM, onde a distribuição das espécies foi representada pelos pontos de ocorrência conhecidos e por modelos de distribuição de espécies (SDM) feitos pelo programa MaxEnt utilizando variáveis de precipitação, temperatura, topografia e vegetação. Foram identificados cinco padrões de distribuição para os morcegos brasileiros, sendo eles: “Região Norte”, “Centro-Nordeste”, “Centro-Leste”, “Centro-Sudeste” e “Domínios Florestais”. Os padrões de distribuição dos morcegos se mostraram associados a processos relacionados com a dinâmica de formações vegetais brasileiras, sendo identificados padrões distintos associados às formações abertas e formações florestais. As principais áreas de endemismo identificadas foram denominadas "Região Norte", associada à Amazônia brasileira e o Escudo das Guianas, e "Centro-Nordeste" associada à Caatinga e sua transição com o Cerrado. Também foram identificadas áreas de endemismo associadas ao Cerrado e Serra do Mar. A recente descrição de novas espécies se mostrou fundamental para a identificação dos padrões identificados, e sugiro que essas regiões de alta endemicidade possam ainda esconder grande diversidade críptica de morcegos. ______________________________________________________________________________ ABSTRACT
Biogeographic regionalization has become an important product of biogeography, enabling the understanding of some spatial patterns of biodiversity and the development of biogeographical hypotheses on the biota formation, and can also be applied to determine priority areas and other conservation strategies. Given the lack of information on the distribution patterns of Brazilian bats, this paper aims to identify the matching patterns in the distribution of Brazilian bats, recognizing the areas of highest endemicity. For this, I conducted an endemicity analysis using the NDM software, where the distribution of species was represented by the known occurrence points and species distribution models (SDM) made on MaxEnt using variables of precipitation, climate, topography, and vegetation. Five distribution patterns were identified for Brazilian bats, as follows: "Northern Region", "Central-Northeast", "Central-Southeast", "Central-East", and "Forest Domains". Bats distribution patterns were associated with processes related to the dynamics of Brazilian vegetation, in which distinct patterns were associated with open formations and forest formations. The main areas of endemism identified were named "Northern Region", linked to the Brazilian Amazon and the Guyana Shield, and "Central Northeast" associated with the Caatinga and its transition to the Cerrado. I also identified areas of endemism associated with the Brazilian Shield and Cerrado. The recent description of new species proved critical information to the identification of patterns of endemism, and suggest that these regions of high endemicity still can hide great cryptic diversity of bats.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Biológicas, Departamento de Zoologia, Programa de Pós-Graduação em Zoologia, 2015.
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