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Título: O mercado de amêndoas de babaçu no estado do Maranhão
Autor(es): Gouveia, Vera Maria
Orientador(es): Ângelo, Humberto
Assunto: Econometria
Babaçu
Maranhão (MA)
Extrativismo vegetal
População rural
Data de publicação: 26-Nov-2015
Data de defesa: 26-Mai-2015
Referência: GOUVEIA, Vera Maria. O mercado de amêndoas de babaçu no estado do Maranhão. 2015. xiv, 127 f., il. Tese (Doutorado em Ciências Florestais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.
Resumo: As amêndoas de babaçu representam um expressivo recurso do extrativismo vegetal no Brasil, no Maranhão o maio estado produtor, a atividade é essencial para as populações rurais. O presente estudo tem por objetivos: (i) Construir a dinâmica espaço-temporal da produção de amêndoas de babaçu; (ii) Estimar o comportamento da produção e preços das amêndoas de babaçu e tendência no mercado de óleos e (iii) Identificar os determinantes da oferta e da demanda de amêndoas de babaçu. Os resultados da Análise Hot Spot indicam tendências de concentração espaço-temporal das atividades de uso do solo no Maranhão. No extremo noroeste até o litoral ocidental aparece o cold spot para todas as categorias de uso do solo, sendo recoberto por APAs com a finalidade de proteger os ecossistemas lacustres. Somente para a produção de amêndoas de babaçu surge um segundo cold spot a partir de 1992 na confluência das regiões oeste, centro e sul do estado sugerindo a vulnerabilidade do extrativismo do babaçu em relação às outras categorias de utilização das terras. Entre os produtos estudados com relação a concorrência com as amêndoas de babaçu para o mercado de óleos, as culturas do coco e do dendê e a importação de óleo de palmiste apresentaram Taxa Geométrica de Crescimento (TGC) crescente para a produção e TGC decrescente para o preço. A TGC para a importação do óleo de palma e óleo de coco não foram significativas. A TGC para a produção e preços de amêndoas no Maranhão e para as exportações do óleo de babaçu não foram significativas, sugerindo que esse mercado apresenta uma certa estabilidade. No primeiro modelo da oferta com os dados disponíveis para o período de 1991-2012, os determinantes que se mostraram significativos e que mais contribuíram para explicar variações na quantidade ofertada de amêndoas de babaçu foram: o efetivo estadual de rebanhos bovinos; a variável dependente tomada com retardamento de um ano; a área plantada com lavouras temporárias; a tendência linear e o preço médio da amêndoa de babaçu. No segundo modelo com os dados disponíveis para o período de 1996-2012, os determinantes que se mostraram significativos e que mais contribuíram para explicar variações na quantidade ofertada de amêndoas de babaçu foram: o efetivo estadual de rebanhos bovinos; o preço médio da amêndoa de babaçu; a variável dependente tomada com retardamento de um ano; o custo da matéria-prima industrial para a indústria química no Maranhão e a tendência linear. Os determinantes que se mostraram significativos e que mais contribuíram para explicar variações na quantidade demandada de amêndoas de babaçu para o período de 1990-2012 foram: a variável dependente tomada com retardamento de um ano; preço médio da amêndoa de babaçu e o preço médio das importações de óleo de palma ou dendê. A oferta e a demanda apresentaram a elasticidade-preço inelástica tanto no curto quanto no longo prazo. A inelasticidade da oferta sugere a dificuldade do sistema extrativista em atender o aumento da demanda no prazo requerido pelos consumidores. A inelasticidade da demanda sob a ótica do consumidor ou da indústria oleoquímica indica que um aumento do preço da amêndoa causa o aumento da despesa total. Na ótica do produtor um aumento do preço ocasionaria apenas uma pequena redução da quantidade demandada, assim, a receita total recebida apresentará elevação. Porém, como produtoras, as quebradeiras de coco reclamam sobre o baixo preço pago pelas amêndoas, portanto, não refletindo a teoria. Tal conjuntura insinua confirmar a problemática questão que envolve os outros agentes no elo produtivo da cadeia, os atravessadores para compra e transporte, com os quais é retida a grande parte da receita da comercialização das amêndoas. ______________________________________________________________________________________________ ABSTRACT
Babassu nuts represent a significant plant extraction resource in Brazil, especially in Maranhão - the largest producing State whose activity is essential for rural populations. The current study aims to: (i) set the spatial-temporal dynamics of babassu nuts production; (ii) estimate the production behavior as well as the prices and trends of babassu nuts in the oil market and (iii) identify the determinants of babassu nuts supply and demand. Hot spot analysis results indicate trends of spatial-temporal concentration of land use activities in Maranhão State. The cold spot appears in all land use categories from the far northwest to the west coast, and it is covered by EPAs in order to protect the lake ecosystems. Since 1992, a second cold spot emerged just for babassu nuts production at the confluence of the western, central and southern regions of the State, thus suggesting babassu extraction vulnerability when it is compared to other land use categories. Coconut and dendê palm cultures as well as palm kernel oil imports were analyzed in order to test their competition with babassu nuts in the oil market and they showed increasing Geometric Growth Rate (GGR) regarding production and decreasing GGR when it comes to price. GGRs for palm oil and coconut oil imports were not significant. GGRs for almond production and prices in Maranhão and for babassu oil exports were not significant, thus suggesting that this market presents certain stability. Two models were generated for babassu supply. Regarding the first model, it held the available data from 1991 to 2012. The determinants that were considered to be significant and that most helped explaining variations in the quantity of supplied babassu nuts were: the State’s headcount of cattle herds; the dependent variable taken with one-year delay; the area planted with temporary crops; the linear trend and the mean price of babassu nuts. As for the second model, it held the available data from 1996 to 2012. The determinants that were considered to be significant and that most helped explaining variations in the quantity of supplied babassu nuts were: the State’s headcount of cattle herds; the mean price of babassu nut; the dependent variable taken with one-year delay; the industrial raw material cost to the chemical industry in Maranhão and the linear trend. The determinants that were considered to be significant and that most helped explaining variations in the quantity of babassu nuts supplied from 1990 to 2012 were: the dependent variable taken with one-year delay; the mean price of babassu nut as well as the mean price of palm oil or dendê oil imports. Supply and demand showed inelastic price elasticity both in the short- and in the long-term. Supply inelasticity suggests the extraction system’s difficulty to meet the increasing demand within the time required by consumers. Demand inelasticity, under the perspective of consumer or of oleochemical industries, indicates that babassu nut price increase also leads to total expenditure increase. According to the producer’s perspective, the price increase would just lead to slight reduction in the demanded quantities. Thus, the total revenue would increase. However, coconut breakers complain about the low price paid for the nuts, thus it does not reflect the theory. Such situation confirms the problematic issue involving other actors in the production chain, such as purchase and transport intermediaries who keep much of the nut commercialization revenues.
Informações adicionais: Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Tecnologia, Departamento de Engenharia Florestal, Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais, 2015.
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