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Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.unb.br/handle/10482/18546
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Title: Do pulso que ainda a mãe que não consegue amar a filha : ensaio sobre o ódio materno
Authors: Lima, Adriana de Melo
Orientador(es):: Chatelard, Daniela Scheinkman
Assunto:: Mães e filhas
Issue Date: 24-Sep-2015
Citation: LIMA, Adriana de Melo. Do pulso que ainda a mãe que não consegue amar a filha: ensaio sobre o ódio materno. 2010. 129 f., il. Dissertação (Mestrado em Psicologia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2010.
Abstract: Este trabalho visa analisar o ódio materno tendo como recorte a relação mãe-filha, pois antes de ser mãe, toda mulher é filha. No entanto, a construção se dá através da definição do ódio pela psicanálise, mais especificamente a freudiana, para posteriormente desenvolver o vínculo mãe-filha o qual receberá destaque significativo a feminilidade subentendida nesta relação. Freud verifica que a feminilidade de uma filha constitui-se pré-edípica e edipicamente “entre pai e mãe”. Por sua vez, Lacan caracteriza no primeiro tempo o desdobramento das formulações freudianas, a respeito da sexualidade feminina de uma filha que se desenvolve entre os genitores, nas relações diferenciadas que constitui com ambos. É por meio de pesquisa bibliográfica em obras psicanalíticas, assim como clássicos, que este trabalho se baseou e se estruturou a partir de uma teoria já existente e que pudesse contribuir com o caminho proposto da relação de ódio entre mãe e filha. A figura da mãe, para a menina, desdobra-se em uma função materna e feminina na medida em que a mãe é também uma mulher. O masoquismo moral, presente na clínica em forma não apenas de resistência, é destacado como um dos pontos mais notório na qual a culpa inconsciente faz o analisando não nomear o irrealizado visto no ódio e apenas sentir e se angustiar com a negação de uma possível tradução. No diferencial entre culpa, masoquismo moral e sentimento inconsciente de culpa aproxima-se do que Ferenczi denominou bebê-sábio. Este que se sente agredido por um amor imposto além do que almejava ou outra forma de amor, mas ainda assim, a sombra do ódio materno. Para ter uma mãe, muitas crianças são maternais, não conhecendo o que é o amor e os cuidados maternos, elas sofrem no corpo a autopunição, autoflagelo e no psíquico, a dor de não se encontrar. Assim, a clínica atual traz nas análises sentimentos presos, contidos e muitas vezes cheios de dúvidas do amor que faltou não apenas pela ausência, mas também pela presença do ódio. Sendo assim, ao final da presente pesquisa, foi evidenciado que tal sentimento está ligado a questões que a maternidade traz para a mãe que a faz regredir a uma vivência sentida quando a mesma era bebê durante o ato de relacionar-se com sua mãe. _______________________________________________________________________________________ ABSTRACT
This paper intends to analyze the maternal hate having as clipping the mother-daughter relationship, because before becoming a mother, every woman is daughter. However, the construction is made by the definition of hate by psychoanalysis, more specifically the Freud’s, to further develop the mother-daughter entailment which the femininity will receive significant emphasis implied in this relationship. Freud notes that the femininity of a daughter is to pre-oedipal and oedipal "father and mother". For his part, Lacan characterizes the first time the unfolding of Freud's formulations regarding the sexuality of a female daughther that develops between the parents, which is differentiated in relations with both. It is through works of literature in psychoanalysis, as well as the classics, that this work is based on and it was structured from an existing theory and that could contribute to the proposed path of love-hate relationship between mother and daughter. The figure of the mother, to the girl, unfolds in a maternal and female role at the same time the mother is also a woman. The moral masochism, in the clinic not only of resistance way, is detached as one of the most notorious in which the unconscious guilt does not name the unrealized seen in the hate and just feel and to afflict with the denial of a possible translation. In the differential between guilt, moral masochism and unconscious guilt feelings is closed to that Ferenczi called baby-wise. This feels assaulted by a love that yearned beyond the tax or other form of love but, still, the shadow of maternal hate. To have a mother, many children are maternal, not knowing what is love and care, they suffer in the body the self-punishment, self-chosen and psychic pain is not. So the current clinical features in the analysis feelings arrested, restrained and often full of doubt of the love which has missed not only by the absence, but also by the presence of hate. Thus, in the end of this research, it was evidencied that this feeling is linked to issues that motherhood brings to the mother who does regress to an experience felt when it was a baby during the act of relating to its mother.
Description: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, 2009.
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Appears in Collections:IP - Mestrado em Psicologia (Dissertações)

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