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Título: Ensaio clínico randomizado, duplo-cego, controlado com placebo, do uso da mirtazapina no tratamento dos transtornos do sono em pacientes com Doença de Alzheimer
Autor(es): Scoralick, Francisca Magalhães
Orientador(es): Nóbrega, Otávio de Tolêdo
Assunto: Sono
Antidepressivos
Alzheimer, Doença de
Data de publicação: 22-Out-2014
Data de defesa: 27-Jun-2014
Referência: SCORALICK, Francisca Magalhães. Ensaio clínico randomizado, duplo-cego, controlado com placebo, do uso da mirtazapina no tratamento dos transtornos do sono em pacientes com Doença de Alzheimer. 2014. 79 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.
Resumo: Introdução: Os transtornos do sono são prevalentes em pacientes com doença de Alzheimer. Apesar do crescente número de pesquisas sobre o tema, a maioria não aborda o tratamento farmacológico. Os antidepressivos são muito utilizados na prática clínica apesar de evidência insuficiente. Objetivo: O objetivo principal desse estudo consistiu em avaliar, por meio da actigrafia, questionários estruturados e avaliação subjetiva do cuidador, a eficácia da mirtazapina na dose de 15 mg comparado ao placebo no tratamento dos transtornos do sono em pacientes com a doença de Alzheimer. Análises secundárias dos efeitos adversos e do possível impacto da mirtazapina na sobrecarga do cuidador foram realizadas. Método: No período de novembro de 2011 a março de 2014, foram randomizados 29 pacientes com diagnóstico de doença de Alzheimer e transtorno do sono avaliado pelo inventário neuropsiquiátrico e actigrafia. Desses, 24 pacientes finalizaram o estudo, sendo 8 submetidos ao tratamento com mirtazapina e 16 ao placebo. Os valores médios dos parâmetros do sono no momento pós-tratamento foram comparados entre os grupos usando-se MANCOVA sob a hipótese de que as variáveis dependentes estavam correlacionadas. Considerou-se como variável dependente as medidas obtidas no pós-tratamento, como variável independente a intervenção (Mirtazapina ou Placebo) e os valores basais de cada parâmetro como covariáveis. Foi empregada análise post-hoc utilizando-se modelo ANCOVA, com médias ajustadas pelos valores do baseline, com ajustamento Bonferroni, para determinar se as medidas no pós tratamento diferiam entre os grupos. Resultados: Os sujeitos apresentaram uma média de idade de 82,0 ± 6,8 anos, pontuação média no Mini-Exame do Estado Mental de 12,0 ± 6,7 e estadiamento clínico entre moderado e grave em sua maioria, com mulheres compreendendo 75% da amostra. Ocorreram eventos adversos leves, sem diferença estatística entre os grupos quanto à sua incidência ou gravidade. Os pacientes que usaram mirtazapina por duas semanas não apresentaram melhora significativa nos parâmetros do sono noturno quando comparados ao grupo placebo, apesar do ganho médio de 55,3 minutos (IC 95%:-4,6-115,1; p=0,2). Houve ganho de sono diurno em 68,4 minutos (IC 95%:35,0-101,9; p=0,00) sem, no entanto, apresentar alteração do número de cochilos durante o dia (IC 95%:-6,3-6,9; p=1,00). Apesar da redução do tempo acordado após o início do sono no grupo da mirtazapina, esta diferença não foi significativa. Não houve interferência do tratamento com mirtazapina ou placebo nos testes cognitivos, na funcionalidade ou na sobrecarga do cuidador. Conclusão: A mirtazapina não interferiu no sono noturno dos pacientes com DA, no entanto aumentou o sono diurno. Novos estudos são necessários para avaliar a eficácia do uso da mirtazapina no tratamento dos TS de pacientes com DA. _________________________________________________________________________ ABSTRACT
Introduction: Sleep disorders are prevalent in patients with Alzheimer disease. Despite the rising number of studies in the area, they concern mostly about non-pharmacological treatment. Antidepressant drugs are commonly used in clinical practice without solid evidence about its efficacy. Objective: Our primary goal was to examine the efficacy of mirtazapine 15 mg in patients with Alzheimer disease and sleep disorders. Methods: From November 2011 to March 2014, 29 patients with an established diagnosis of Alzheimer disease and complaints of sleep disorder were randomized and assessed by the Neuropsychiatric Inventory and actigraphy. Twenty four patients finished the study, 8 underwent treatment with mirtazapine and 16 with placebo. The study was carried out blindly for all involved until the completion of data collection. The mean values of the scores of sleep parameters post-intervention was compared between groups using MANCOVA using the baseline scores as covariates. Results: The average age of the subjects was 82.0 ± 6.8 years, with average Mini-mental State Examination score of 12.0 ± 6.7 and clinical dementia rating score indicating moderate to severe dementia in most subjects, with women accounting for 75% of the sample. There were no reported moderate or severe adverse events, as well as no differences in the mean number or seriousness ratings of spontaneously reported adverse events between the groups. Patients that used mirtazapine during 2 weeks did not improve significantly their sleep parameters compared with placebo. Day time sleepiness raised in 68.4 min (IC 95%:35, 0-101, 9; p=0,00), without interfering in the number of naps throughout the day. Despite reducing the number of awakenings after sleep onset time, this difference was not significant statistically. There were no influence of the mirtazapine or placebo treatments on either cognitive or functionality variables after intervention. Conclusion: this study provides evidence that community-dwelling individuals with AD with sleep problems did not benefit from mirtazapine at 15 mg at night. More studies are necessary to examine the efficacy of mirtazapine use to treat sleep disorders of patients with Alzheimer disease.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, 2014.
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