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Título: Bagatelas e marginalia : cultura intelectual e revide ao poder nas crônicas de Lima Barreto
Autor(es): Loyolla, Dirlenvalder do Nascimento
Orientador(es): Gomes, André Luís
Assunto: Barreto, Lima, 1881-1922 - crítica e interpretação
Crônicas brasileiras
Personagens literários
Data de publicação: 29-Set-2014
Referência: LOYOLLA, Dirlenvalder do Nascimento. Bagatelas e marginália: cultura intelectual e revide ao Poder nas crônicas de Lima. 2014. 198 f. Tese (Doutorado em Literatura)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.
Resumo: As obras Bagatelas e Marginália são dois volumes que reúnem crônicas e artigos produzidos pelo escritor carioca Lima Barreto (1881-1922) entre 1911 e o ano de sua morte. O que difere esses dois livros de outras coletâneas importantes de Barreto, como Feiras e mafuás, Vida urbana e Impressões de Leitura está no fato de que ambas são as únicas que foram concebidas, organizadas e entregues aos respectivos editores pelo próprio escritor. Bagatelas (publicado em 1923) e Marginália (1953), desse modo, são volumes mais autorais que merecem atenção devido ao caráter de projeto que subjaz à sua estrutura. Importante notar que a maioria das crônicas integrantes das obras em questão foi publicada, originalmente, em periódicos modestos, de pouca circulação; sendo assim, o autor intentou reunir nesses dois livros alguns de seus melhores textos jornalísticos visando potencializar a divulgação de suas ideias e reflexões. Intelectual pobre, mulato e suburbano, atento às mudanças sociais do início do século XX, Barreto usou o espaço jornalístico para expor suas concepções, jamais deixando de criticar abertamente todos os desarranjos políticos e as desigualdades socioeconômicas da realidade brasileira. O interesse desta pesquisa, nessa perspectiva, surgiu precisamente do questionamento acerca das reflexões de Lima Barreto enquanto intelectual de seu tempo. A partir das ideias de Edward Said sobre a figura do intelectual na sociedade, de alguns conceitos propostos pela Sociologia de Pierre Bourdieu, e também da noção do “fora”, analisamos a maneira através da qual o cronista Lima Barreto revidou a opressão sofrida em seu meio através da representação de uma postura dissonante e “exilada” em relação ao Poder. Observamos que, através de um exercício constante de reflexão sobre o nível de cultura intelectual do seu meio, Barreto evidencia a noção de que a intelectualidade deva ser utilizada como instrumento de distinção e de revide à moral burguesa republicana em relação à qual sempre se sentiu incomodado. Suas críticas, desse modo, são organizadas em função daquilo que ele ilustra como sendo o despreparo intelectual dos homens que representam os campos dominantes da nação, homens cuja origem e formação burguesa destoam do clássico ideal humanista concebido pelo escritor. _________________________________________________________________________________ ABSTRACT
The literary works Bagatelas (1923) and Marginália (1953) are two books that gather chronicles written by the Brazilian writer Lima Barreto (1881-1922) between the years 1911 and 1922. Conceived and organized, at first, by the chronicler himself, both books only became public after his death. It is important to notice that most of the chronicles in these two books were originally published in modest and little circulation journals; so that, the author attempted to put together in a book format, some of his best journalistic texts in order to strengthen the disclosure of his ideas and reflections. An intellectual mullato and suburban who was aware of the social changes of the beginning of the 20th century, Barreto used the journalistic space to expose his ideas, but never stopped criticizing all the political disruptions and the socioeconomic inequalities of the Brazilian reality. Therefore, through a constant exercise of reflection upon the level of intellectual culture of his social surroundings, the writer points out the notion that intellectuality should be used as an instrument of distinction and retaliation towards the republic bourgeois moral in relation to which he always felt annoyed by. His criticisms, consequently, are organized on the basis of what Barreto illustrates as being the intellectual unpreparedness of the leaders of the nation, men whose origin and bourgeois formation (not-classic) differ from the humanist ideal conceived by the writer. From the ideas of Edward Said concerning the intellectual figure in the society and the notion of social fields proposed by Pierre Bourdieu, we intend to analyze the way in which Lima Barreto, in his chronicles, retaliated the oppression he suffered in his social surroundings through the representation of a rough posture towards the Power.
Informações adicionais: Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teoria Literária e Literaturas, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Área de concentração: Literatura e Práticas Sociais, Linha de pesquisa: Literatura e Outras Áreas do Conhecimento, 2014.
Licença: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.bce.unb.br, www.ibict.br, http://hercules.vtls.com/cgi-bin/ndltd/chameleon?lng=pt&skin=ndltd sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra disponibilizada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Aparece nas coleções:TEL - Doutorado em Literatura (Teses)

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