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Título: Bem-estar, mal-estar e qualidade de vida no trabalho em uma Instituição Pública Brasileira
Autor(es): Figueira, Tânia Gomes
Orientador(es): Ferreira, Mário César
Assunto: Trabalho - organização
Reconhecimento
Ergonomia da atividade
Qualidade de vida no trabalho
Data de publicação: 13-Ago-2014
Data de defesa: 7-Mar-2014
Referência: FIGUEIRA, Tânia Gomes. Bem-estar, mal-estar e qualidade de vida no trabalho em uma Instituição Pública Brasileira. 2014, 148 f., il., Tese (Doutorado em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.
Resumo: A ausência de um sistema efetivo de prevenção e vigilância de saúde no trabalho tem efeitos negativos devastadores, não somente aos trabalhadores e suas famílias, devido às mazelas muitas vezes irreparáveis mas também às organizações e à sociedade, haja vista os altos custos gerados, particularmente no que tange à perda de produtividade e à sobrecarga dos sistemas de seguridade social. O objetivo da pesquisa consistiu em conhecer a percepção global dos servidores de uma instituição pública brasileira sobre a Qualidade de Vida no Trabalho, com base nas caracterizações tanto das condições, da organização e das relações socioprofissionais de trabalho, quanto das possibilidades de reconhecimento e crescimento profissional e do elo trabalho-vida social. O enfoque teórico-metodológico adotado se inscreve no campo da “Ergonomia da Atividade Aplicada à Qualidade de Vida no Trabalho (EAA_QVT)”. Participaram 520 servidores e colaboradores, correspondendo a 40% dos trabalhadores de uma instituição pública brasileira (N=1272). O perfil dos participantes se caracteriza por sexo feminino 58%; média de idade 39 anos, (DP=13); equilíbrio entre casados e solteiros; graduação e especialização; tempo médio na lotação 17 anos (DP=9); tempo médio de serviço no órgão 22 anos (DP=11). Foram asseguradas a livre participação e confidencialidade no tratamento e divulgação dos dados. Os participantes responderam, em formato digital, o Inventário de Avaliação de Qualidade de Vida no Trabalho IA_QVT, composto por 61 itens distribuídos nos fatores Condições de Trabalho; Organização de Trabalho; Relações Socioprofissionais de Trabalho; Reconhecimento e Crescimento Profissional e Elo Trabalho Vida Social. O IA_QVT utiliza uma escala de 11 pontos (0=discordo totalmente e 10=concordo totalmente) e os resultados são interpretados com base numa cartografia psicométrica, composta de três zonas: bem-estar dominante (6-10), zona de coabitação bem-estar e mal-estar (4-5,9) e zona de mal-estar dominante (0-3,9). Os resultados apontaram que globalmente a instituição encontra-se na zona de bem-estar moderado (média 6,07). Os fatores considerados mais críticos foram: Organização do Trabalho (média 4,41 DP=1,74) e Reconhecimento e Crescimento Profissional (média 5,27 DP=2,26), e os fatores avaliados mais positivamente foram: Elo Trabalho Vida-Social (média=7,27 DP=1,49), Relações Socioprofissionais de Trabalho (média=6,67 DP=1,86) e Condições de Trabalho (média=6,54 DP=1,97). O fator Organização do Trabalho situa-se na zona de transição e apresenta a menor pontuação do conjunto de fatores do IA_QVT. Os itens considerados mais críticos que sinalizam a predominância de representações de mal-estar no trabalho, indicando risco de adoecimento são: cobrança de prazos, repetitividade nas tarefas e fiscalização de desempenho. O fator Reconhecimento e Crescimento Profissional localiza-se na zona de transição. Os itens considerados mais críticos e que estão na gênese das representações de mal-estar estão relacionados às percepções de inexistência de igualdade de oportunidades de crescimento profissional e de falta de reconhecimento individual e coletivo, apesar da importância dada às práticas de reconhecimento por parte dos servidores. Os aportes da pesquisa permitiram fornecer subsídios importantes para os gestores da instituição pública, visando ao enfrentamento dos problemas constatados e à formulação da Política e do Programa de Qualidade de Vida no Trabalho de viés preventivo aos agravos à saúde no âmbito da instituição. Do ponto de vista acadêmico, a pesquisa possibilitou tanto avançar na consolidação da abordagem da Ergonomia da Atividade Aplicada à Qualidade de Vida no Trabalho (EAA_QVT), quanto estabelecer pistas para investigações futuras. ______________________________________________________________________________ ABSTRACT
The lack of an effective system for health prevention and surveillance at work has negative devastating effects not only to workers and their families, due to the irreparable harm, but to organizations and society once they lead to high costs, especially concerning low productivity and social security system overload. The objective of the research was to know the global perception of the civil servants at a Brazilian public institution on Quality of Life at Work, based on characterizations of the conditions, organization and the socio-professional relationships at work, as well as of the possibilities for recognition and professional growth and the link work-social life. The theoretical-methodological focus adopted is inserted in the field of Ergonomy of Activity Applied to Quality of Life at Work (EAA_QVT, in Portuguese acronym). Five hundred and twenty civil servants and cooperators took part in the study, which corresponds to 40% of the workers in a Brazilian public institution (N=1,272). The participants’ profile follows women 58%; average age 39 years, (SD = 13); balance between married and single; graduated and post-graduated; average time in the place of work 17 years (SD = 9); average time in the institution 22 years (SD = 11). Free participation and confidentiality in the treatment and publication of data were assured. The participants answered to the Assessment Inventory of Quality of Life at Work IA_QVT in digital format, which was made of 61 items distributed in the factors: Working Conditions; Work Organization; Socio-professional Relationships at Work; Recognition and Professional Growth and Link Work-Social Life. IA_QVT uses a scale with 11 points (0 = totally disagree and 10 = totally agree) and the results are interpreted based on a psychometric cartography made of three zones: Dominant well-being at work (6-10), zone of cohabitation between well-being at work and work malaise (4-5, 9) and dominant work malaise zone (0-3, 9). The results have pointed that, globally, the institution is a moderate well-being zone (average 6.07). The most critical factors considered were: Work Organization (average 4.41 SD = 1.74) and Recognition and Professional Growth (average 5.27 SD = 2.26), and the most positive factors assessed were: Link Work-Social Life (average = 7.27 SD = 1.49), Socioprofessional Relationships at Work (average 6.67 SD = 1.86) and Working Conditions (average = 6.54 SD = 1.97). The Work Organization factor lies in the transition zone and has the lowest score of the set of IA_QVT factors. Items considered most critical signaling the dominance of representations of work malaise, indicating a risk of illness are: bill terms, repeatable tasks and performance monitoring. Thye Recognition and Professional Growth factor located in the transition zone. Items considered most critical and which are the genesis of representations of malaise are related to perceptions of lack of equal opportunities for professional growth and a lack of individual and collective recognition, despite the importance given to the practices of recognition from employees. The research contribution allowed to provide important information to the public institution managers, in order to face the problems found and to formulate the Policy and the Program of Quality of Life at Work for prevention of health injuries in the scope of the institution. From the academic point of view, the research allowed to proceed in the consolidation of the approach Ergonomy of the Activity Applied to the Quality of Life at Work (EAA_QVT) and set new indications for future investigation.
Informações adicionais: Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia,Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações, 2014.
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