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DISSERTACAO_2008_EricaAlessandraRAlves.pdf1,2 MBAdobe PDFView/Open
Title: Avaliação, in vitro, da influência dos antiretrovirais zidovudina, lamivudina, efavirenz e lopinavir/ritonavir isolados ou associados sobre a função fagocitária e produção de radicais de oxigênio por neutrófilos e monócitos de indivíduos normais
Authors: Alves, Érica Alessandra Rocha
Orientador(es):: Junqueira, Maria Imaculada Muniz Barboza
Assunto:: Influência de antiretroviral
Zidovudina
Lamivudina
Efavirenz
Lopinavir/ritonavir
Função fagocitária
AIDS (Doença)
Oxigênio
Neutrófilos
Issue Date: 2008
Citation: ALVES, Érica Alessandra Rocha. Avaliação, in vitro, da influência dos antiretrovirais zidovudina, lamivudina, efavirenz e lopinavir/ritonavir isolados ou associados sobre a função fagocitária e produção de radicais de oxigênio por neutrófilos e monócitos de indivíduos normais. 2008. 191 f. Dissertação (Mestrado em Patologia Molecular)-Universidade de Brasília, Brasília, 2008.
Abstract: A introdução da terapia antiretroviral de alta eficácia em 1996 determinou uma queda substancial da morbidade e mortalidade associadas ao Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). Embora a infecção seja controlada pelos antiretrovirais, observam-se efeitos colaterais indesejados, fato que demonstra a capacidade de interação destes fármacos com as células dos indivíduos que os recebem. Recentemente, estes medicamentos têm sido relacionados à modulação do sistema imunitário inato e adaptativo, entretanto pouco se sabe acerca da influência dos protocolos rotineiramente utilizados pelos indivíduos infectados por este vírus, já que a maior parte das pesquisas investiga a influência de drogas isoladas sobre o sistema imunitário. Portanto, o objetivo deste trabalho foi investigar a influência, in vitro, da zidovudina (AZT), da lamivudina (3TC), do efavirenz (EFV) e do lopinavir/ritonavir (LPV/RTV) isoladamente ou das associações AZT/3TC/EFV e AZT/3TC/LPV/RTV sobre a capacidade fagocitária e produção de ânions superóxido por neutrófilos e monócitos de indivíduos saudáveis. Foram retirados 20 ml do sangue periférico de 20 voluntários, após consentimento informado, para realização dos ensaios e avaliadas tanto a capacidade fagocitária dos neutrófilos e monócitos pelos receptores para padrões moleculares de patógenos (rPMP) quanto pelos receptores para opsoninas. Os fármacos foram utilizados nas concentrações plasmáticas máximas observadas após ingestão, sendo para o AZT 1,64 µg/ml, para o 3TC 1,5µg/ml, para o EFV 3,7 µg/ml, para o LPV 11,45 µg/ml e para o RTV 2,86 µg/ml. O índice fagocitário foi determinado pela multiplicação da média de Saccharomyces cerevisiae aderidas/ingeridas por fagócito pelo percentual de fagócitos envolvidos na fagocitose. A avaliação da capacidade oxidativa dos fagócitos foi feita pelo teste do nitroblue tetrazolium. O EFV isoladamente aumentou o percentual de neutrófilos envolvidos na fagocitose pelos rPMP (p=0,004) e para opsoninas (p=0,020) enquanto que a préincubação com LPV/RTV (p=0,024) e com a associação AZT/3TC/LPV/RTV (p=0,008) por 60 minutos diminuiu o índice fagocitário dos neutrófilos quando avaliada a capacidade fagocitária destas células pelos rPMP. A pré-incubação dos fagócitos por 30 minutos com LPV/RTV aumentou a capacidade fagocitária dos monócitos pelos rPMP (p=0,003) tanto pelo aumento da média de leveduras aderidas/ingeridas por monócito quanto pelo percentual de monócitos envolvidos na fagocitose, resultado semelhante ao da pré-incubação dos monócitos com a associação AZT/3TC/LPV/RTV por 30 minutos e tendeu a aumentar o percentual de neutrófilos envolvidos na fagocitose (p=0,077) quando avaliada a fagocitose por meio dos receptores para opsoninas. Entretanto, quando avaliada a influência do pré-tratamento dos monócitos com LPV/RTV por 60 minutos, a capacidade fagocitária destas células pelos rPMP diminuiu (p=0,013) devido ao decréscimo do percentual de monócitos envolvidos na fagocitose. Estes fármacos isoladamente também diminuíram a capacidade fagocitária dos monócitos (p=0,020) mediada por receptores para opsoninas pela diminuição da média de leveduras aderidas/ingeridas por monócito, enquanto que o AZT tendeu a aumentar a capacidade fagocitária destas células pelos receptores para padrões moleculares de patógenos (p=0,097), pois tendeu a aumentar o percentual de monócitos envolvidos na fagocitose. A produção de radicais de oxigênio foi mais abrangentemente influenciada pelos antiretrovirais estudados. O AZT (p=0,027) e o 3TC (p=0,004) isoladamente e as associações LPV/RTV (p=0,0001) e AZT/3TC/LPV/RTV (p=0,0001) diminuíram a produção estimulada do ânion superóxido pelos fagócitos. O percentual de redução do NBT basal também foi deprimido pela associação LPV/RTV (p=0,0007) e AZT/3TC/LPV/RTV (p<0,0001) e tendeu a ser reduzido pelo 3TC isoladamente (p=0,071). Os demais tratamentos não influenciaram a capacidade fagocitária ou a produção de ânions superóxido pelos fagócitos. Os resultados sugerem que o protocolo AZT/3TC/EFV, por não interferir com a capacidade fagocitária, seja mais adequado para o tratamento inicial dos indivíduos infectados pelo VIH enquanto que o protocolo contendo AZT/3TC/LPV/RTV, por sua propriedade imunomoduladora, deveria ser reservado para aqueles pacientes que apresentem intolerância ou resistência ao EFV. É possível também que pacientes com resistência a múltiplos esquemas antiretrovirais se beneficiem de protocolos que contenham LPV/RTV, pois como evidenciado diminuem a produção de radicais de oxigênio, podendo contribuir para taxas mais baixas de replicação do viral, de apoptose de linfócitos e da neurodegeneração relacionada ao VIH. __________________________________________________________________________________ ABSTRACT
The introduction of highly active antiretroviral therapy (HAART) in 1996 has decreased the morbidity and the mortality rates associated with the HIV infection. Though the infection can be controlled by antiretrovirals, these medicines may cause undesirable side effects due to their capacity to interact with cells of patients. It has been reported that these drugs may modulate the innate and adaptative immnune system. However, few is known about the influences on immune functions by protocols routinely used in the treatment of HIV infected patients, constituted by reverse transcriptase and protease inhibitors, because most of researches have just investigated the influence restricted to isolated drugs. So, this work aimed to evaluate the influence of the isolate treatment with zidovudine (AZT), lamivudine (3TC), efavirenz (EFV), lopinavir/ritonavir (LPV/RTV) and of the associations AZT/3TC/EFV or AZT/3TC/LPV/RTV on phagocytic capacity and superoxide production by neutrophils and monocytes of healthy individuals, in vitro. It was collected 20 ml of peripheral blood from 20 healthy volunteers and the phagocytic capacity was assessed through pathogen-associated molecular patterns receptors (PAMPr) and through opsonin receptors. The drugs were used on maximum plasma levels considering pharmacokinetic studies after ingestion and the concentration applied for each one was 1,64 µg/ml for AZT, 1,5µg/ml for 3TC, 3,7 µg/ml for EFV and 11,45 µg/ml and 2,86 µg/ml for LPV and RTV, respectively. The phagocytic index was calculated as the average number of ingested Saccharomyces cerevisiae per phagocyte multiplied by the percentage of these cells engaged in phagocytosis. The oxidative capacity was assessed by the nitroblue tetrazolium (NBT) test. The isolated treatment with EFV increased the percentual of neutrophils engaged in phagocytosis through PAMPr (p=0,004) and through opsonin receptors (p=0,020), while the preincubation with LPV/RTV (p=0,024) and AZT/3TC/LPV/RTV (p=0,008) for 60 minutes decreased neutrophil phagocytic index when phagocytosis through PAMPr was investigated. The pretreatment of phagocytes for 30 minutes with LPV/RTV increased the monocyte phagocytic capacity through PAMPr (p=0,003) due to both the increase of the ingested yeasts average and the percentual of monocytes involved in phagocytosis, similar to the result observed to the pretreatment of these cells with AZT/3TC/LPV/RTV for 30 minutes and tended to increase (p=0,077) the percentual of neutrophils engaged in phagocytosis through opsonin receptors. However, when LPV/RTV was incubated with monocytes for 60 minutes, the monocyte phagocytic index through PAMPr decreased (p=0,013) due to the diminished percentual of monocytes engaged in phagocytosis. The LPV/RTV isolately decreased the monocyte phagocytic capacity (p=0,020) due to the reduction of the number of ingested yeasts by these cells. The AZT tended to increase the monocyte phagocytic capacity when phagocytosis through PAMPr was analyzed (p=0,097), because it tended to increase the percentual of monocytes engaged in phagocytosis. The production of reactive oxygen species (ROS) were more intensely influenced by the studied antiretrovirals. The AZT (p=0,027) and the 3TC (p=0,004) isolately and the associations LPV/RTV (p=0,0001) and AZT/3TC/LPV/RTV (p=0,0001) decreased the stimulated production of ROS by phagocytes. The percentual of baseline NBT reduction was also depressed by the associations LPV/RTV (p=0,0007) e AZT/3TC/LPV/RTV (p<0,0001) and tended to be reduced by the treatment with 3TC alone (p=0,071). These results suggest that the protocol AZT/3TC/EFV can be more adequate to the initial treatment of those individuals infected by HIV because it has not changed the phagocytic capacity or ROS production by neutrophils and monocytes, while the association AZT/3TC/LPV/RTV could be more interesting to patients with intolerance or viral resistance to EFV. It is also possible that patients with multiple resistances to antiretrovirals can be benefited by protocols containing LPV/RTV, because the reduction of ROS determined by these drugs, as demonstrated in this research, can contribute for the lowest rates of viral replication, lymphocyte apoptosis and HIV-related neurodegeneration.
Description: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Medicina, 2008.
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