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Título: Avaliação da percepção de cores do morcego frugívoro Artibeus lituratus (Olfers, 1818) (Chiroptera: Phyllostomidae)
Autor(es): Gutierrez, Eduardo de Almeida
Orientador(es): Pessoa, Valdir Filgueiras
Assunto: Morcegos
Cores - efeito fisiológico
Cores - percepção
Visão noturna
Data de publicação: 29-Jul-2013
Data de defesa: 5-Mar-2013
Referência: GUTIERREZ, Eduardo de Almeida. Avaliação da percepção de cores do morcego frugívoro Artibeus lituratus (Olfers, 1818) (Chiroptera: Phyllostomidae). 2013. 93 f., il. Dissertação (Mestrado em Biologia Animal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2013.
Resumo: Estudos eletrofisiológicos, moleculares e morfológicos realizados recentemente sugerem que morcegos possuem capacidade para percepção de cores, devido à presença de duas classes de células do tipo cone em sua retina. Todavia, essa característica não foi corroborada por experimentos comportamentais anteriores. Considerando que o processo de percepção envolve não apenas a retina, mas também regiões corticais, testes comportamentais são fundamentais para a investigação da visão de cores. Assim, esse estudo teve como objetivo investigar a percepção de cores do morcego frugívoro Artibeus lituratus (Olfers, 1818) (Chiroptera: Phyllostomidae) por meio de testes comportamentais envolvendo a detecção de alimentos. O desempenho de cinco indivíduos dessa espécie foi avaliado em uma tarefa envolvendo a discriminação de alvos comestíveis coloridos dispostos sobre um fundo emborrachado complexo, sob intensidades luminosas semelhantes às encontradas no crepúsculo (18 lx) e na lua cheia (2 lx) em ambiente natural. Testes no escuro (0 lx) foram realizados com o objetivo de avaliar o uso de outras modalidades sensoriais na detecção dos alvos na ausência de pistas visuais. De acordo com os resultados obtidos, as pistas cromáticas não limitaram a detecção dos alvos independentemente da condição luminosa (p>0,05). A luminosidade crepuscular inibiu o comportamento dos animais, resultando em maior tempo para a detecção e captura dos alvos, quando comparada à condição de lua cheia (p<0,001) e escuro (p<0,01). Sob a condição de lua cheia, os sujeitos apresentaram maior eficiência de forrageio comparada à condição crepuscular (p<0,001) e escuro (p<0,05), indicando que a utilização de pistas visuais é favorecida na presença de uma intensidade luminosa adequada. Portanto, o protocolo utilizado permitiu demonstrar o uso de diferentes modalidades sensoriais e a importância da condição luminosa durante a atividade de forrageamento de morcegos. ______________________________________________________________________________ ABSTRACT
Recent electrophysiological, molecular genetics and morphological studies suggest that bats are capable of color vision due to the presence of two cone photoreceptor types in their retina. However, this capability was not corroborated by previous behavioral experiments. Considering the perceptual process is a result of active operations carried out not only in the retina but also in cortical areas, behavioral experiments should be performed for a thorough survey on color vision. Therefore, this study investigated the color perception of the frugivorous bat Artibeus lituratus (Olfers, 1818) (Chiroptera: Phyllostomidae) through a series of behavioral experiments based on detection of food items. The performance of five individuals was evaluated through tasks based on discrimination of colored edible targets placed on a complex rubbery background under light intensities similar to those found at twilight (18 lx) and full moon (2 lx) natural conditions. Tests under dark conditions (0 lx) were performed in order to evaluate the use of other sensory modalities when visual cues were not available. Results show that chromatic cues did not limit the detection of targets independently of light conditions (p>0,05). Crepuscular light inhibited the animals’ behavior, resulting in a greater time for detecting and capturing targets, when compared to full moon (p<0,001) and dark conditions (p<0,01). Under the full moon condition, the subjects presented greater foraging efficiency compared to crespuscular (p<0,001) and dark conditions (p<0,05), which demonstrates that visual cues may be favored under adequate light intensities. Thus, the protocol employed in this study allowed to demonstrate the use of different sensory modalities and the importance of light condition for bats’ foraging activities.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal, 2013.
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Coorientador(es): Aguiar, Ludmilla Moura de Souza
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