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Título: Mudanças climáticas e percepção de risco na Amazônia e no semiárido brasileiros
Autor(es): Eiró, Flávio
Orientador(es): Bursztyn, Marcel
Assunto: Agricultura familiar
Amazônia - clima
Data de publicação: 21-Jun-2012
Referência: EIRÓ, Flávio. Mudanças climáticas e percepção de risco na Amazônia e no semiárido brasileiros. 2012. 117 f., il. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável)—Universidade de Brasília, Brasília, 2012.
Resumo: A partir da teoria da “sociedade de risco” proposta por Ulrich Beck, este trabalho analisa a construção social de risco associado à mudança climática e ao aquecimento global. Após o apanhado teórico e discussão sobre a aplicação da teoria ao caso da mudança climática, são expostas duas diferentes pesquisas de caráter quantitativo baseadas na aplicação de questionários. A primeira em nível nacional no Brasil, e a segunda em dois territórios rurais na Amazônia e no Semiárido brasileiros, nos estado do Acre e Bahia, respectivamente. O principal resultado alcançado diz respeito à homogeneidade da percepção de risco através das diferentes categorias sociais ou contextos geográficos. Esse fato é atribuído ao caráter imperceptível dos riscos modernos, e ao papel da mídia de massa na construção dessa percepção de risco. Em nível nacional, as únicas categorias demográficas que apresentaram influências significativas na avaliação da percepção de risco foram renda e escolaridade, ambas com relação positiva. Entre as regiões rurais estudadas, constata-se que enquanto no Acre a percepção de risco é associada a causas e eventos locais, como o desmatamento e queimadas, na Bahia ela é associada com a intensificação de fenômenos já conhecidos. Entretanto, as consequências destas construções sociais são semelhantes: alterações na forma de produzir ainda são pontuais, provenientes de iniciativas individuais. Não sendo identificados processos de maior abrangência, e que poderiam ser irreversíveis, não existem novas adaptações difundidas motivadas por uma nova condição climática. _________________________________________________________________________________ ABSTRACT
Based on the “risk society” theory proposed by Ulrich Beck, this work examines the social construction of risk associated with climate change and global warming. Following the theoretical overview and a discussion on its application in the case of climate change, two different surveys are exposed. The first in a national level, in Brazil, and the second in two rural areas in the Amazon and the semiarid Brazilians regions, taken place at the state of Acre and Bahia, respectively. The main result achieved is with regard to the homogeneity of risk perception across different social categories and geographical contexts. This fact is attributed to the imperceptible nature of modern risks, and the role of mass media in the construction of risk perception. At national level, the only demographic categories that showed significant influences on the assessment of risk perception were income and education, both with a positive relationship. Among the rural areas studied, it appears that while in Acre perception of risk is associated with local causes and events, such as deforestation and burning, in Bahia it is associated with the intensification of already known phenomena. However, the consequences of these social constructions are similar: not being seen as a process of wider scope, and possibly irreversible, no widely spread adaptation processes were found, which would be motivated by a new climate condition, as described by the interviewees. Changes in the different production activities remain punctual, from individual initiatives. _________________________________________________________________________________ RÉSUMÉ
Basé sur la théorie de la « société du risque » proposée par Ulrich Beck, ce travail examine la construction sociale du risque associé au changement climatique et le réchauffement global. Suite à la présentation théorique et la discussion sur son application dans le cas du changement climatique, deux enquêtes différentes sont exposées. La première est au niveau national, au Brésil, et la seconde concerne deux zones rurales en l’Amazonie et en Semi-aride brésiliens, dans les Ètats d’Acre et de Bahia, respectivement. Le principal résultat obtenu montre l’homogénéité de la perception du risque à travers les différentes catégories sociales et les contextes géographiques. Ce fait est attribué à la nature insaisissable des risques modernes, et au rôle des médias dans la construction de la perception du risque. Au niveau national, les seules catégories démographiques qui ont montré une influence significative sur l’évaluation de la perception du risque étaient le revenu et l’éducation, les deux avec une relation positive. Parmi les zones rurales étudiées, il apparaît que, bien qu'en Acre la perception du risque soit associée à des causes locales, comme la déforestation et les feux de forêts, en Bahia elle est associée à l’intensification des phénomènes déjà connus. Toutefois, les conséquences de ces constructions sociales sont similaires. Le changement climatique n'est pas vu comme un processus plus large, et peut-être irréversible. On n’a trouvé aucun processus d'adaptation largement répandu, seulement des initiatives individuelles. _________________________________________________________________________________ RESUMEN
Sobre la base de la teoría de la "sociedad del riesgo" propuesta por Ulrich Beck, el trabajo analiza la construcción social del riesgo asociado al cambio climático y al calentamiento global. Tras la descripción teórica y una discusión sobre su aplicación en el caso del cambio climático, dos diferentes investigaciones son expuestas. La primera a nivel nacional, en Brasil, y la segunda en dos zonas rurales de la Amazonía y del Semiárido brasileños, realizadas en los estados de Acre y Bahía, respectivamente. El principal resultado obtenido es lo que se refiere a la homogeneidad de la percepción del riesgo a través de diferentes categorías sociales y de contextos geográficos. Este hecho se atribuye a la naturaleza imperceptible de los riesgos modernos, y el papel de los medios de comunicación en la construcción de la percepción del riesgo. A nivel nacional, las únicas categorías demográficas que muestran una gran influencia en la evaluación de la percepción de riesgo fueron el ingreso y la educación, ambos con una relación positiva. Entre las zonas rurales estudiadas, parece que mientras que en la percepción del riesgo en Acre está asociado con causas locales, tales como la deforestación y la quema, en Bahía está asociado con la intensificación de fenómenos ya conocidos. Sin embargo, las consecuencias de estas construcciones sociales son similares: no ser visto como un proceso de más amplio alcance, y, posiblemente, irreversibles, resulta en que se han encontrado procesos de adaptación ampliamente difundidos, lo que estaría motivado por una nueva condición climática, según lo descrito por los propios entrevistados. Los cambios en las distintas actividades de producción siguen siendo puntuales, a partir de iniciativas individuales.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Centro de Desenvolvimento Sustentável, 2012.
Aparece nas coleções:CDS - Mestrado Acadêmico em Desenvolvimento Sustentável (Dissertações)

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